Lula e Bolsonaro estarão no 2º turno em disputa por menor rejeição, diz Ciro Nogueira

Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva

Folha de S.Paulo

O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, afirmou em entrevista exibida neste domingo (06) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) estarão no segundo turno das eleições e que a disputa representará um duelo pela menor rejeição.

“Acho impossível Lula e Bolsonaro não estarem no segundo turno”, afirmou em entrevista exibida pela BandNews TV e pela Band, descartando a chance de sucesso de uma terceira via na corrida presidencial.

“Vai ser uma disputa de rejeição”, disse. “Acho que quem tiver maior capacidade de trazer esperança para as pessoas e de mostrar o que aconteceu, o que foi feito e o que pode ser feito é quem vai ganhar essa eleição. E por isso acredito na reeleição do presidente”, complementou.

A rejeição a Bolsonaro é um dos maiores entraves para sua campanha. Segundo a última pesquisa Datafolha, feita em dezembro, 60% dos eleitores afirmaram não votar nele de jeito nenhum. No caso de Lula, o percentual é de 34%.

O ministro afirma que o repúdio a Bolsonaro hoje é fruto de uma “polarização jamais vista na história”. Para ele, o presidente tem se dedicado ao que importa em vez de alimentar um clima de instabilidade por questões que não melhoram a vida da população.

“O país não vai voltar a ter instabilidade como tínhamos naquela época que você citou [em setembro, cinco meses atrás, quando o presidente ameaçou o Supremo Tribunal Federal]. Não temos condição, nós não temos o direito”, afirmou.

Questionado sobre por que mudou de opinião sobre Bolsonaro, já que antes do governo chegou a chamá-lo de fascista, o ministro respondeu que não concordava muito com o deputado Bolsonaro. “Agora, o presidente Bolsonaro que eu conheci não dá para comparar”, disse.

“Não tenho dúvida que ali foi um erro, e hoje eu tenho uma avaliação completamente diferente e uma admiração e um orgulho de estar ao lado do presidente nesse momento”, afirmou.

Sobre o discurso antivacina de Bolsonaro, o ministro respondeu que o importante são “as ações” e que não há imunizante aplicado no Brasil que não tenha sido comprado pelo governo federal.

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Novo vice do PL quer juntar “bancada da bala” no partido de Bolsonaro

Capitão Augusto (na esquerda) durante ato do PL

Escolhido vice-presidente nacional do PL na semana passada, o deputado Capitão Augusto (PL-SP), coordenador da “bancada da bala” no Congresso Nacional, tem um propósito no posto que agora ocupa.

Na foto acima, Augusto está no canto esquerdo, durante convenção do partido, semana passada, que o escolheu vice-presidente do PL.

Augusto disse que uma de suas missões será de buscar novas filiações ao PL, em especial os parlamentares e lideranças desse segmento que defende, o das armas.

“A bancada é unida, mas está espalha em vários partidos. Vamos tentar unir todo esse grupo ao lado do partido do presidente. Será mais fácil para enfrentar essas eleições de 2022”, disse Capitão Augusto.

Segundo ele, o objetivo é filiar cerca de 300 mil pessoas para o PL nos próximos dois meses.

Bolsonaro ouve caminhoneiros e aciona ministro da Justiça

Durante passeio, Bolsonaro parou para tomar café em resturante

Poder360

O presidente Jair Bolsonaro (PL) passeou de moto neste domingo por regiões localizadas no entorno do Distrito Federal. No caminho, visitou uma cachaçaria e um restaurante, conversou com caminhoneiros em um posto de combustíveis, ouviu queixas a respeito de taxas cobradas pelos estabelecimentos, e depois parou em um clube de tiro. O passeio durou aproximadamente 3 horas.

O grupo disse ao presidente que alguns postos os obrigam a abastecer no local ou a pagar uma taxa para pernoitar no pátio dos estabelecimentos. Disseram também que caminhoneiros têm estacionado em locais não permitidos e correm o risco de sofrer acidentes para não pagar a taxa.

Ao deixar o local, Bolsonaro disse que ligou para o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Silvinei Vasques, mas que ele não atendeu. Afirmou então que conversou com o ministro da Justiça, Anderson Torres, sobre o caso e pediu uma solução.

O presidente colocou a ligação no viva-voz para que os motoristas também pudessem ouvir e explicar a questão diretamente ao ministro. “Liguei para o ministro da Justiça para ver se é legal isso. Se não for, [pedi para] tomar as devidas providências. E buscar uma maneira de atender os caminhoneiros neste quesito também”, declarou.

O presidente também esteve na cachaçaria Cambéba, em Alexânia, em Goiás, e no restaurante Sabor de Minas, em Engenho das Lages, no Gama, cidade satélite do Distrito Federal, onde tomou um café. Depois foi para o Clube de Tiro Matsumoto, no Recanto das Emas, outra cidade satélite do Distrito Federal.

“Dei uns tiro com a minha [arma] 9 milímetros. Os Cacs (sigla utilizada para o grupo de colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, que podem solicitar porte de armas), os clubes de tiro têm crescido no Brasil e, não por acaso, a violência tem diminuído. A arma de fogo legal está diretamente associada, no meu entender, à diminuição da violência no Brasil”, disse Bolsonaro.

O tenente Mosart Aragão, assessor especial de Bolsonaro, e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), filho do presidente, o acompanharam. A comitiva tinha cerca de 10 motos, duas vans e foi escoltada pela Polícia Rodoviária Federal.

Após ataque, Deltan rebate Renan: “Ficha marcada por crimes”

Ex-procurador e ex-coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol

O ex-coordenador da Lava Jato Deltan Dallagnol usou as redes sociais para responder o senador Renan Calheiros (MDB-AL), depois de ser chamado de “pivete” pelo congressista.

Dallagnol disse que “há políticos com uma ficha marcada por crimes, roubalheira e coronelismo”. Afirmou também que existem “cupins” que se alimentam da República “há vários anos”.

O ex-coordenador da Lava Jato, cotado para disputar uma vaga de deputado federal pelo Podemos, disse que não está nessa lista, mas que “o povo sabe quem está”.

Veja abaixo a sequência de tweets publicados por Dallagnol em resposta ao senador:

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‘Composição do preço dos combustíveis é bastante grave’, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro participa de cerimônia no Palácio do Planalto Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/12-01-2022

O presidente Jair Bolsonaro criticou neste domingo a incidência de imposto estadual — o ICMS —  sobre os combustíveis. No momento em que o Congresso debate, tanto na Câmara quanto no Senado, propostas que podem reduzir a carga tributária sobre gasolina, diesel e gás, Bolsonaro defendeu a revisão.

Após fazer um passeio de moto por regiões do Distrito Federal e de Goiás, Bolsonaro tratou do assunto com a imprensa.

— Deixo claro, a composição do preço dos combustíveis é bastante grave. Desde janeiro de 2019 o valor, por parte do governo federal, sempre foi o mesmo. Já no tocante ao ICMS quase dobrou o valor desses impostos, disse o presidente.

Na Câmara, houve a apresentação de projeto do deputado Christino Áureo (PP-RJ). Com aval do presidente, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) reduz os impostos sobre os combustíveis com um escopo bem maior do que fora acordado com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O movimento intensificou a preocupação entre os técnicos da equipe econômica de que esta pode ser a primeira de várias ameaças fiscais deste ano eleitoral.

No mesmo dia, começou a tramitar no Senado uma PEC ainda mais ampla, já chamada por auxiliares de Guedes de “PEC Kamikaze”. Se a proposta da Câmara já teria um impacto robusto, de R$ 54 bilhões, o texto do Senado sobe a fatura para mais de R$ 100 bilhões.

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Oposição vê vantagens em disputar Governo contra Danilo Cabral

A candidatura do deputado federal Danilo Cabral para a sucessão ao Governo do Estado não foi recebida com unanimidade dentro da Frente Popular, mas, na chamada Oposição, foi o contrário. Isso porque o grupo considera o cenário oportuno para tirar do Palácio o PSB, que está há 16 anos no poder. “Esta é a chance da oposição tomar o poder e o cenário se mostra muito favorável”, avaliou um oposicionista em reserva, referindo-se ao nome de Danilo.

Como até alguns integrantes da base já falaram nos bastidores, Danilo não seria o nome mais forte politicamente falando para a disputa. Diferente do secretário da Casa Civil, Zé Neto, que iniciaria o pleito já com o apoio massivo dos prefeitos do grupo.

Somado à isso, a oposição deverá usar como discurso o fato de o escolhido ser um governador de apenas “quatro anos”, já que o atual prefeito do Recife, João Campos, estará apto a disputar a sucessão de 2026. Considerado o herdeiro político do “clã”, o prefeito do Recife não esconde de ninguém que gostaria de repetir o bisavô, Miguel Arraes, e o pai, Eduardo Campos, que governaram Pernambuco.

“A disputa já começa com a indicação de um candidato que não foi a escolha do próprio governador…”, observa um deputado de oposição, lembrando a velha prática do “corpo mole” de outras disputas.

Na oposição, os nomes colocados como possíveis pré-candidatos são os do prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, da prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, e do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM). Anderson e Raquel trabalham em conjunto, unindo forças, desde o ano passado percorrendo todo o Estado e revezando-se em eventos e entrevistas. O acordo inicial é o de que o nome mais forte entre os dois será o cabeça da chapa.

Já Miguel seguirá no pleito com o apoio declarado do ex-juiz e ex-ministro presidenciável, Sérgio Moro. Para este sábado, também está agendado um encontro entre Miguel e Raquel, quando se dará o início do debate sobre as estratégias que serão adotadas pela oposição no primeiro turno, e costuras de apoio para um possível segundo turno.

Debate sobre privatizações opõe pré-candidatos à presidente; veja o que eles pensam

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Com um cenário de estagnação econômica, pandemia de Covid-19 e alta de preços de combustíveis e de energia, o debate sobre privatizações passou a ter papel de destaque na pré-campanha presidencial. Enquanto nomes como João Doria (PSDB) e Sergio Moro (Podemos) defendem o enxugamento do Estado, inclusive através da venda de bancos públicos, Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT), apesar de divergências entre si, acenam com a reversão de participações do capital privado em empresas públicas. O presidente Jair Bolsonaro (PL), eleito com uma plataforma liberal em 2018, ainda avalia como tratará o tema e qual será o papel na campanha do ministro da Economia, Paulo Guedes, em meio a idas e vindas em projetos de privatização.

Desde a sucessão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) por Lula no Planalto, há duas décadas, envolta em discursos polarizados sobre maior ou menor participação estatal, o tema tem sido uma das pautas centrais na área econômica, dividindo espaço com a agenda de reformas e o desemprego. Outra vez no foco, o assunto fortalece discursos contrários ao bolsonarismo, na avaliação de assessores econômicos de presidenciáveis.

Bolsonaro, cuja equipe econômica projetava arrecadar até R$ 1 trilhão com desestatizações na campanha de 2018, inicia o quarto ano de governo sem ter vendido nenhuma estatal sob controle direto da União. No último triênio, houve redução de 209 para 158 estatais, em muitos casos graças a incorporações. Para a campanha de 2022, Bolsonaro ainda não definiu se Guedes será novamente responsável pelo programa econômico. O ministro acumula desgastes com o Congresso, e duas das desestatizações que trata como prioridade neste ano, a da Eletrobras e dos Correios, enfrentam resistências políticas e técnicas. Segundo o Valor, o Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma subavaliação “expressiva” na outorga da estatal de energia, definida em R$ 23,2 bilhões, o que gera novo entrave ao processo.

Lula e Ciro, que têm feito críticas a privatizações, aproveitaram problemas na gestão Bolsonaro para defender a participação estatal nas empresas. O petista, que usou a estratégia de atacar vendas nas área de mineração e de distribuidoras de energia nos governos FH em campanhas contra o PSDB, em 2002 e 2006, tem visto aliados marcarem posição contra privatizações dos Correios e da Eletrobras.

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Geraldo Júlio dispara “fogo amigo” contra Danilo Cabral (PSB)

Por Ricardo Antunes

Que oposição que nada. Dias antes de ser anunciado como o candidato oficial da Frente Popular, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) já vem sendo alvejado. E a bala, segundo apurou o blog, não vem da oposição e, sim, de parte do PSB. O nome todo mundo sabe: é o ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB), que não se conforma de não ter sido o escolhido e está mandando seu grupo alvejar o candidato escolhido pelo governador Paulo Câmara.

Em uma das imagens que circula pela Internet, são listadas “cinco curiosidades sobre Danilo Cabral”. Dentre elas, o seu legado de obras inacabadas enquanto esteve a frente da Secretaria Estadual das Cidades; e a conclusão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o desperdício de dinheiro público nas obras de navegabilidade do Rio Capibaribe.

Para finalizar, mostram Danilo como um dos piores parlamentares do Brasil, sendo escolhido pelo pior governador da história. Todas as informações são retiradas de matérias veiculadas pela grande imprensa, com suas respectivas manchetes.

Tirem as crianças da sala, por favor, pois a disputa sequer começou e promete ataques de todos os lados.

Espólio de Paulo Câmara no governo tem caixa bom, mas pobreza e emprego desafiam novo governador

BERG ALVES/TV JORNAL

Por Fernando Castilho/JC

Agora que o governador Paulo Câmara já definiu com o ex-presidente Lula o arranjo político que assegura o apoio do seu partido ao candidato do PT à presidência, cabem dois reais de conversa do que ele vai entregar ao sucessor no comando do Estado, uma vez que ficará para entregá-lo ao eleito.

E se isso anima os candidatos da oposição, pelo que uma eventual vitória alavancaria na carreira do próximo governador, para um correligionário é uma perspectiva extraordinária, pelo que poderá realizar em termos de obras em quatro anos.

É verdade que, do ponto de vista econômico, o governo, que na gestão atual promete investir R$ 5 bilhões até dezembro, não tenha comunicado um projeto que informe claramente onde Pernambuco quer estar em 2030, por exemplo, isso não quer dizer que não possa fazê-lo ou que não exista.

Talvez, pelo cenário que encontrou em 2015, no meio de uma crise provocada por Dilma Rousseff, que o obrigou a catar centavos no caixa. Talvez, pela herança de contas que Eduardo Campos, que pagou sem reclamar. Talvez, pelo desafio administrativo de cuidar da gestão da máquina e gerir uma pandemia, ele sequer tenha pensado em desenhar um projeto de Estado mirando o futuro.

Pode-se dizer que Paulo Câmara não tenha tido a capacidade de “embalar” o pacote de projetos que ajudou a montar e que o Estado toca. Mas ele existe e a condição econômico-financeira permite que se possa organizar um discurso de longo prazo. E é esse espólio que ele vai entregar ao seu sucessor.
Em agosto ele até que tentou. Lançou o Plano Retomada que mira em quatro eixos: investimento público, investimento privado, ambiente de negócios e pessoas e crédito. Segundo o governador, até o final de 2022, o Estado vai aplicar R$ R$ 5 bilhões na iniciativa.
Seja qual for o eleito, o desafio do próximo governador, na prática do dia a dia, será cuidar de três temas recorrentes.
A questão da segurança, ou da chamada sensação de insegurança, que o trabalho na SDS não consegue acabar, o grave problema de serviços de infraestrutura, no qual a questão das estradas é a maior expressão como projeto da triplicação da BR-232, no acesso ao Recife, o Arco Metropolitano, outras rodovias incluídas no programa Caminhos de Pernambuco

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Acenos de Doria à unificação da 3ª via esbarram em federações e rejeição

Folha de S.Paulo

Na mesma semana em que o presidenciável João Doria (PSDB) acenou aos seus concorrentes na chamada terceira via em busca de uma candidatura única, partidos desse campo anunciaram conversas para federações. Os apoios que o tucano espera receber, no entanto, dependem dessas tratativas e esbarram em sua alta rejeição.

No último domingo, em uma live promovida por um grupo de empresários, Doria falou em construir uma única candidatura, citando os nomes de Sergio Moro (Podemos), Simone Tebet (MDB), Alessandro Vieira (Cidadania) e Rodrigo Pacheco (PSD).

Aliados de Doria acreditam que ele seria esse candidato principal e apostam no crescimento de seu nome conforme a campanha avance. Mas, se o governador paulista não conseguir capitalizar em cima da vacinação e de outras vitrines, tucanos veem chances de o partido desistir de lançá-lo.

A possibilidade de ampliar a bancada, de contar com um tempo significativo de TV, a proximidade ideológica e a boa relação de Doria com líderes das demais siglas são pontos apontados como atrativos para uma aliança com o tucano.

“Isso só vai se materializar provavelmente entre o final de junho e o início de julho”, completou Doria a respeito das alianças em coligações majoritárias.

Mas o debate sobre federações atravessou na frente, já que a data para sua formalização é 2 de abril –a não ser que o Supremo Tribunal Federal (STF) amplie o prazo em julgamento sobre o tema previsto para quarta-feira (09).

O PSDB de Doria já tornou públicas as negociações para a formação de uma federação com o Cidadania, de Vieira, e com o MDB, de Tebet. Em paralelo, o MDB também ensaia uma federação com a União Brasil, partido formado por PSL e DEM e que não tem presidenciável próprio –cujo apoio também é cobiçado pelos tucanos.

Membros dos partidos da terceira via consultados pela Folha afirmam que as conversas sobre coligações andam a passos lentos e devem se intensificar em junho, já que o momento é o de discutir federações.

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Alckmin posta vídeo capinando após Lula oferecer Ministério

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, publicou um vídeo nas redes sociais em que aparece capinando um sítio. O post foi considerado uma brincadeira, em referência ao convite para assumir o Ministério da Agricultura feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta formar uma aliança com o ex-tucano para as eleições deste ano.

– Vai para quem ficou curioso sobre o meu esporte e passatempo favorito: capinar. É aí que eu aproveito para botar as ideias em ordem, escreveu no Twitter, incluindo a tag #GeraldoTáOn.

Uma possível aliança de Alckmin com Lula, de quem pode ser vice e até assumir a Agricultura, continua em andamento, embora receba duras críticas da ala esquerdista de apoiadores do PT. Mesmo com a resistência, Alckmin vem ganhando espaço ao lado do ex-presidente, e já teria até recebido aval do MST para compor a chapa presidencial.

Irmão de Michelle Bolsonaro será candidato a deputado federal

Diego Torres Dourado, irmão da primeira-dama Michelle Bolsonaro será candidato a deputado federal nas eleições deste ano. O anúncio foi feito nas redes sociais por meio de um vídeo em que deputada Carla Zambelli (PSL-SP) apresenta a candidatura. O deputado Hélio Lopes (PSL-RJ) também participa da gravação.

– Estou aqui ao lado do maravilhoso Diego. E aí, Diego, o presidente deu a missão (de ser candidato), diz Zambelli.

– E missão dada, é missão cumprida. Estaremos juntos lá – responde o cunhado do presidente.

Zambelli afirma que o pré-candidato de 34 anos é seu candidato e que compartilha dos mesmos valores.

– O Diego é pré-candidato a deputado federal no DF. É o meu candidato, do Hélio e do presidente. Vai ombrear com a gente em 2023 na Câmara e levar nossos valores: Deus, pátria, família e liberdade, afirma a deputada.

– Com esse apoio de peso, não posso decepcionar, então. Estaremos juntos para fortalecer nosso presidente, reafirma Diego, que disputará uma vaga pelo Distrito Federal.

Ministros querem convencer Bolsonaro a adiar viagem à Rússia

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O presidente Jair Bolsonaro tem recebido pedidos em sua equipe ministerial para que desista da viagem à Rússia, programada para o dia 14 de fevereiro.

Com a tensão crescente entre Rússia e Ucrânia, somente nesta semana, segundo relatos feitos, pelo menos três auxiliares das equipes econômica e política tentaram convencer o presidente a desistir ou adiar para março o encontro com o presidente russo Vladimir Putin.

Como o presidente tem insistido na viagem oficial, o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, foi procurado por um colega para que reforce o pedido de cancelamento. O chanceler brasileiro já tem na agenda um encontro com Bolsonaro nesta segunda-feira (07) para discutir o cenário político na Rússia. Cientes disso, alguns ministros já teriam aproveitado para conversar com Carlos França sobre uma eventual desistência.

O principal receio da presença de Bolsonaro na Rússia é o impacto, tanto diplomático como econômico, que a visita oficial possa causar, sobretudo junto aos Estados Unidos, o segundo maior parceiro comercial do Brasil. A viagem foi, inclusive, tema de um telefonema entre o secretário norte-americano Anthony Blinken e o ministro Carlos França.

Além disso, segundo relatos de militares do governo, há o temor no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) em relação à segurança do presidente, diante do acirramento do conflito ou até mesmo do início de uma guerra durante a visita de Bolsonaro.

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Dirigente do PTB pede a Moraes medida contra Jefferson, que pode ir à prisão

roberto Jefferson ex deputado preso STF ameaça

A dirigente do PTB Graciela Nienov apresentou uma petição no Supremo Tribunal Federal (STF) contra Roberto Jefferson e requer do ministro Alexandre de Moraes, relator desse caso, que adote medidas que cessem e anulem ações que o ex-presidente do partido tem adotado nos últimos dias, por intermédio de outras pessoas ligadas a seu grupo.

Nienov lembra que ao autorizar a prisão domiciliar de Jefferson o ministro o proibiu de se comunicar com o exterior, de não participar de redes sociais de sua titularidade e nem de interpostas pessoas, ou seja, de terceiros. Para ela, as medidas de Moraes não têm sido cumpridas por Jefferson e ela pede que considere que sejam reforçadas as “medidas protetivas do investigado, buscando evitar outros atos criminosos e desestabilização político-partidária”.

Mesmo sem citar, as medidas pedidas pela dirigente do PTB, que na petição ainda se apresenta como presidente do partido, até 2025, pode levá-lo de volta à prisão. Ele estava preso em Bangu, no Rio.

O argumento principal de Nienov no pedido a Moraes é a reprodução de uma carta elaborada por Jefferson e tornada pública por um de seus advogados. Nessa carta, ele conta que ela perdeu sua confiança e que aceitou seu pedido de deixar o comando do partido, após uma série de confusões que envolveu até divulgação de áudios e troca de mensagens no celular.

Boa parte de integrantes do diretório do PTB renunciaram a seus cargos e foi agendada para semana que vem nova eleição no partido. Nienov acusa interferência de Jefferson nessa ação também.

“Percebe-se, Excelência, que, seja pela carta assinada por Roberto Jefferson, seja pela dissolução sumária de comissões provisórias instituídas em conformidade com o Estatuto do PTB, seja pelas mensagens em aplicativo de conversas contendo, por interpostas pessoas, direcionamentos a correligionários, o ex-presidente do PTB vem, reiteradamente, descumprindo as decisões de Vossa Excelência, nas quais objetivava fazer cessar os atos antidemocráticos do ex-presidente do PTB, que se utilizava da estrutura partidária para atingir seus objetivos”.

Nas redes, Cristiane Brasil, filha de Jefferson, classificar Nienov como uma “usurpadora”.

“Aquela usurpadora, traidora, cruel peticionou ao Supremo (STF) para meu pai ser preso de novo. Ela já estava mal intencionada desde o início e, com sua quadrilha, tenta usurpar novamente o poder que perdeu no partido”, afirmou Cristiane Brasil em redes sociais.

Justiça rejeita denúncia contra Michel Temer e mais 7

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A 12ª Vara Federal do Distrito Federal rejeitou neste sábado (05) uma denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-presidente Michel Temer (MDB), o ex-ministro Moreira Franco e mais 6 pessoas. A acusação do MPF era de corrupção e lavagem de dinheiro.

Eis a íntegra da decisão.

O juiz Marcus Vinícius Reis Bastos afirmou que a denúncia baseada exclusivamente na delação de José Antunes Sobrinho foi “genérica” e “imputa aos denunciados condutas desprovidas de elementos mínimos que lhe deem verossimilhança”. Cabe recurso.

A Força-Tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro acusa o ex-presidente de receber R$ 1,091 milhão de propina da Engevix por meio de uma empresa controlada pelo coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal do emedebista. Segundo o MP, o grupo liderado por Temer praticou diversos crimes envolvendo órgãos públicos e empresas estatais. De acordo com a investigação, foi prometido, pago ou desviado para a organização mais de R$ 1,8 bilhão.

Temer e o ex-ministro Moreira Franco foram presos preventivamente no dia 21 de março de 2019. O mandado foi expedido pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. A defesa de Temer afirma que “as acusações nunca passaram de delírio apoiado apenas em contraditórias e inverossímeis palavras de delator”.

Quem são os denunciados:

  • o ex-presidente Michel Temer;
  • o ex-ministro Moreira Franco (Minas e Energia);
  • o amigo de Temer João Baptista Lima Filho, o “coronel Lima”;
  • a arquiteta Maria Rita Fratezi, mulher de Lima;
  • o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva;
  • o sócio da Engevix José Antunes Sobrinho;
  • o empresário Carlos Alberto Costa;
  • o empresário Rodrigo Castro.

O que diz Michel Temer:

“As acusações nunca passaram de delírio apoiado apenas em contraditórias e inverossímeis palavras de delator. A rejeição da denúncia resgata a verdade é põe fim à inescrupulosa tentativa de submeter Michel Temer a uma ação penal sem justa causa, e proposta por denúncia inepta, cuja extensão não é capaz de suprir sua indigente narrativa”, afirma o advogado Eduardo Pizarro Carnelós.