Candidato a governador Ivan Moraes critica João Campos por incentivos às bets no Recife

O candidato ao Governo de Pernambuco Ivan Moraes (PSol), criticou o ex-prefeito João Campos (PSB) pela política de incentivos às empresas de apostas esportivas no Recife. A declaração foi feita durante o encontro de diálogo com os candidatos ao Governo do Estado promovido pelo Plaza Branca e por associações comerciais de Caruaru.

Durante a participação, Ivan afirmou que mais de R$ 100 milhões teriam sido concedidos em benefícios ao setor e questionou a prioridade dada pela gestão municipal às empresas de apostas. Segundo o candidato, João Campos priorizou a atração e a isenção para “bets que não empregam ninguém”.

A declaração foi direcionada à gestão de João Campos à frente da Prefeitura do Recife e marcou uma das críticas de Ivan Moraes ao adversário durante o encontro em Caruaru. O candidato do PSol utilizou o tema para questionar as prioridades econômicas adotadas pela administração municipal.

Concurso da guarda municipal do Recife, prometido por João Campos, não deve mais ocorrer em 2026

Blog Manoel Medeiros

O anúncio de que a Prefeitura do Recife realizaria um concurso público para nomear 400 guardas municipais em 2026, apresentado pelo ex-prefeito João Campos (PSB) em fevereiro, não deve ser concretizado, marcando mais uma promessa não cumprida do ex-prefeito num episódio de desvalorização dos agentes municipais, com o menor efetivo desde 2018. A administração de João Campos em parceria com Victor Marques (PCdoB) não realizou nenhum concurso para recompletamento do quadro e o último concurso para a categoria aconteceu em 2014.

Considerando estarmos em meados de setembro, o fato é que não há registro público de qualquer contratação para a banca organizadora do certame, que no cronograma anunciado ocorreria até junho, com lançamento do edital no início do atual semestre (agosto) e, enfim, aplicação das provas entre outubro e novembro.

Na melhor das hipóteses, a contratação sendo realizada amanhã, por exemplo, o tempo hábil para organização e lançamento do edital (de um a dois meses), e o período entre o lançamento oficial do certame e as provas (dois a três meses), levariam a realização do concurso apenas para o início de 2027.

Em contrapartida, o governo de Pernambuco já nomeou mais de 9 mil homens e mulheres desde 2023 (policiais militares, civis, científicos, penais e bombeiros militares) e prepara os detalhes finais para o lançamento dos editais de três novos concursos para as áreas, que já tiveram as bancas organizadoras contratadas: serão 1.320 vagas para Polícia Militar, 1.315 para Polícia Civil e 570 para Corpo de Bombeiros. PM e Bombeiros estão a cargo da banca Instituto AOCP enquanto o concurso da Civil ocorrerá sob a organização do Cebraspe.

Crítico da segurança pública da gestão Raquel Lyra (PSD), João Campos deixou como marca na área o menor número de guardas municipais à disposição dos cidadãos recifenses desde 2018: em setembro, são cerca de 1.580 guardas na ativa segundo informação da própria gestão municipal por meio de resposta à Lei de Acesso à Informação (LAI). A categoria tem remunerações defasadas e pouca valorização.  Em 2019, eram cerca de 1.950 homens e mulheres nas ruas, representando uma redução de 19%.

O município do Recife tem registrado a redução, ano a ano, do seu contingente de guardas municipais, impactando diretamente na manutenção e guarda dos equipamentos e espaços públicos sob responsabilidade da gestão local, como parques e praças. Embora não seja uma atribuição principal dos municípios, as prefeituras devem atuar na política de segurança, cabendo ações de prevenção, principalmente.

Eleições 2026: João Campos cumpre agenda no Recife, Raquel Lyra vai a Caruaru e Ivan Moraes passa por Olinda nesta quinta-feira

Os candidatos ao Governo de Pernambuco: Raquel Lyra (PSD), João Campos (PSB), Ivan Moraes (PSOL)

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas no Recife, em Olinda e em Caruaru nesta quinta-feira (10). João Campos (PSB) concentra os compromissos na capital, Raquel Lyra (PSD) participa de sabatina no Agreste, enquanto Ivan Moraes (PSol) divide a programação entre gravações, visita em Olinda e deslocamento para Caruaru.

João começa o dia às 8h, com um encontro com mães na Creche Arthur Lula da Silva, no Pina. Às 9h, participa de um debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), em Santo Amaro. No fim da tarde, às 18h15, o candidato participa de uma mini carreata pelas regiões do Ibura e do Jordão, também no Recife.

Raquel Lyra inicia a programação às 10h, com gravação para o guia eleitoral. Às 14h, segue para Caruaru, onde participa de sabatina promovida pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic) e pela Asa Branca, no bairro Maurício de Nassau.

Ivan Moraes começa a agenda às 7h, com gravações de vídeos sobre cannabis medicinal e tarifa zero. Às 9h, visita a Aliança Medicinal, na Vila Popular, em Olinda. À noite, às 20h, viaja para Caruaru.

Presidente Lula assina novas medidas que ampliam a redução de imposto da gasolina

Quatro homens sorridentes, dois de terno e gravata e dois de terno, seguram documentos abertos com bordas em vermelho e amarelo, em um fundo cinza claro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (09), duas novas medidas que ampliam o desconto de impostos federais dado sobre os preços dos combustíveis. Foram assinados um decreto, com reduções para a gasolina e o etanol válidas por um mês, e uma medida provisória com subvenções ao diesel

Gasolina e etanol

No decreto, o presidente reduz em 63 centavos por litro a cobrança do PIS e da Cofins da gasolina, além de zerar a cobrança dos tributos sobre o etanol, que é de 19 centavos por litro. As reduções irão vigorar até 5 de outubro.

Os novos descontos substituem e ainda ampliam a redução de imposto que chegou a ser feita pelo governo no início do ano. A MP 1.358, que vence hoje, retirou 44 centavos por litro da gasolina. O decreto, portanto, prorroga e aumenta o desconto anterior.

Diesel

Para o diesel, foi editada uma medida provisória que dá subvenções aos produtores e importadores do combustível. O valor inicial será de 1 real por litro, que é pago diretamente pelo governo à empresa. Para ser elegível ao benefício, contudo, a fornecedora deverá repassar o desconto integral do valor recebido e declará-lo nas notas fiscais, o que será acompanhado e fiscalizado pela Agência Nacional de Petróleo (ANP).

O valor da subvenção de 1 real por litro é temporário e pode ser alterado a qualquer momento, inclusive retirado, sendo administrado e definido pelo Ministério da Fazenda.

Em momento de tensão na campanha, PT decide ir às ruas em defesa de Lula

Convocação para ato do PT no dia 13 em todo o país

O PT convocou para o próximo domingo (13), data que é a mesma do número do partido, uma manifestação nacional em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação, destinada, segundo a legenda, “a fortalecer o projeto político do presidente Lula”, acontece dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal opositor do petista na disputa presidencial, ter reunido milhares de apoiadores na Avenida Paulista, no 7 de Setembro.

A ideia da manifestação é que ela ocorra simultaneamente em várias cidades. “A orientação nacional é que cada município, bairro e território organize sua própria atividade, de acordo com sua realidade e capacidade de mobilização. A proposta é transformar o domingo em um grande dia nacional de presença nas ruas, com ações que aproximem a população do debate sobre os rumos do Brasil”, diz trecho da convocação.

Não há um formato delineado. A nota que chama para a manifestação fala que “as atividades podem assumir diferentes formatos, de acordo com a organização local. Bandeiraços, rodas de conversa, panfletagens, carreatas, mesas de distribuição de materiais e encontros em praças e ruas estão entre as ações previstas para o domingo”. Em São Paulo, ainda não há local confirmado.

A convocação do PT tem dois contextos importantes. Um deles é o fato de ser feita dois dias depois do 7 de Setembro, quando Flávio Bolsonaro levou mais de 28.000 apoiadores à Avenida Paulista em um ato de campanha. O outro é a crise envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode se reverter em prejuízo eleitoral para Lula. No ato bolsonarista, vários cartazes pediam o impeachment de Alexandre de Moraes, por conta das revelações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, e colocando Lula e o ministro lado a lado, como se fossem aliados.

A crise escalou ainda mais nesta quarta-feira (09), depois de o ministro Flávio Dino restabelecer Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, anulando a decisão dada por André Mendonça no dia anterior, e que já obteve o endosso da maioria da Segunda Turma, mesmo sem a conclusão formal do julgamento. Lula se manifestou por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), na qual pediu “mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. Ele defendeu “a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.

Crise faz corrupção subir nas pesquisas e deixa eleição mais imprevisível

Estátua da Justiça sentada, em primeiro plano, com o prédio do Supremo Tribunal Federal iluminado em tons de azul, rosa e amarelo ao fundo, à noite. Um carro escuro está estacionado à direita do prédio. O chão está molhado, refletindo as luzes coloridas

Por José Casado/VEJA

Nunca governo e oposição se viram tão enrolados às vésperas de uma eleição presidencial. E com o auxílio luxuoso do Supremo Tribunal Federal.

Os eleitores voltaram a indicar a corrupção como um dos três maiores problemas nacionais, acima até do aumento do custo de vida e perda de renda familiar, das dificuldades de acesso à saúde e educação e da crítica permanente à escassa atenção governamental aos problemas sociais.

É a visão predominante em pesquisas, consequência da crise institucional que arrasta o Supremo, o governo e o Congresso.

Houve um significativo aumento na percepção sobre corrupção nos últimos 40 dias, mostra a sondagem da Quaest divulgada na última segunda-feira (07). Era um problema listado em quarto ou quinto lugar entre as prioridades dos eleitores.

Nas regiões mais populosas, onde vivem 132,6 milhões de eleitores (83,5% do total), corrupção agora se destaca no segundo lugar da lista de questões urgentes.

A violência urbana segue no topo da listagem das aflições, em todo o país, mas há sinais de que na região Sul (22,8 milhões de eleitores) já foi ultrapassada pela corrupção.

Por trás da crise institucional que começa a dominar a campanha eleitoral, com risco de transformá-la numa espécie de plebiscito sobre quem rouba mais e consegue se safar melhor, desenvolve-se o enredo de construção de uma rede milionária de proteção política para o antigo dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, que está em prisão preventiva por trapaças em série.

É notável que, até agora, Vorcaro não tenha dito nada, já tentou fazer três delações premiadas e ninguém quis na Polícia Federal e na Procuradoria-Geral da República. Por enquanto, só quem “falou” foi o arquivo de um dos seus telefones apreendidos. Quase nada se divulgou, mas o pouco apresentado em público foi suficiente para detonar a confusão institucional de consequências eleitorais imprevisíveis que está aí.

O Supremo virou protagonista por sucessivos atropelos da Constituição, realçados pelo pecado favorito de alguns juízes, a vaidade. Governo e oposição se deixaram levar pelos ressentimentos, a digestão mais difícil, dizem os psicanalistas, com o Judiciário nos processos da Lava Jato e da frustrada tentativa de golpe de estado no 8 de janeiro de 2023.

E foi assim, sem dizer uma única palavra, que o ex-banqueiro das fraudes bilionárias Daniel Vorcaro rachou a República. A eleição presidencial ficou ainda mais imprevisível.

Presença de Lula na TV não alterou até agora o quadro eleitoral em Pernambuco

Por Terezinha Nunes

Embora ainda não seja possível avaliar o real impacto da presença do presidente Lula no Rádio e TV, pedindo votos para João Campos, Humberto Costa e Marília Arraes até o dia da eleição, em 4 de outubro, essas mudanças não são imediatas, a pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira, após 10 dias de iniciada a propaganda eleitoral gratuita, demonstrou que até agora o presidente não conseguiu alterar o quadro eleitoral em Pernambuco.

A pesquisa anterior da Quaest foi divulgada no dia 25 de agosto, três dias antes do início do guia eleitoral e das inserções, que costumam ter mais impacto porque são mostradas no meio da programação, com a campanha praticamente entrando na casa dos eleitores.  Naquele dia, a governadora Raquel Lyra tinha 44% das intenções de voto e João Campos 36%. Agora ela tem 43% e ele R$ 37%. A variação para mais e para menos entre os dois de apenas um ponto percentual (ela caiu um e ele subiu um) não é considerada uma tendência segundo os pesquisadores.

Os números de agora mostram, segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, em entrevista à GloboNews, que “no caso de Pernambuco, o cenário é muito estável. Neste momento, Raquel Lyra venceria a eleição no primeiro turno com 52,4% dos votos válidos e João Campos teria 45%. Esse é o quadro do estado, um colégio eleitoral muito significativo”. No caso da rejeição, a governadora tem 34% e João Campos quatro pontos a mais, com 38%. Na pesquisa espontânea ela aparece com 33% e João com 24%. A diferença pró-Raquel é de 9 pontos.

Ainda sobre a presença de Lula, já está provado por pesquisadores que o maior impacto da propaganda eleitoral acontece nos primeiros dias de exibição dos programas dos candidatos e na última semana, quando o eleitor começa efetivamente a buscar conhecer mais as propostas dos nomes que se colocam no cenário para definir ou cristalizar o  voto. Mesmo assim, a Quaest constatou que, no caso dos candidatos a governador, 76% dos entrevistados afirmam que já definiram em quem vão votar e não pretendem mudar de posição. Só 23% admitem essa possibilidade.

Resiliência de Marília

Os únicos candidatos que podem estar sendo beneficiados pelo pedido de voto do presidente são Marília Arraes e Humberto Costa. Ambos aumentaram um ponto percentual entre a pesquisa de 25 de agosto e a nessa terça-feira (08). Um ponto percentual, como explicado acima, não é sinal de mudança de cenário, mas o que chama atenção em relação a Marília sobretudo é a sua resiliência. Ela em nenhum momento perdeu o 1º lugar em todas as pesquisas realizadas este ano e nesta da Quaest está três pontos acima de Humberto e Humberto está com três pontos acima de Mendonça Filho que aparece com 11%.

Explicação

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Pesquisa Quaest mostra que 38% dos eleitores conhecem e não votariam em João Campos

Pesquisa Quaest mostra que 38% dos eleitores conhecem e não votariam em João Campos

A nova rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta terça-feira (08), detalhou o potencial de voto e o grau de rejeição dos postulantes ao Governo de Pernambuco. Segundo o levantamento, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) figura no topo do índice de rejeição entre os nomes colocados no pleito, sendo apontado por 38% dos eleitores como um candidato em quem conhecem, mas não votariam.

Em contrapartida, o socialista registra 55% de intenção potencial de voto e conta com apenas 7% de desconhecimento perante o eleitorado estadual. Na comparação com o estudo anterior, João apresentou uma oscilação positiva no potencial de voto, que era de 52%, e uma leve redução na rejeição, que marcava 40%.

A governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), aparece na sequência com os menores índices de resistência entre os nomes de maior notoriedade. A chefe do Executivo estadual contabiliza 34% de rejeição, mantendo estabilidade absoluta em relação à sondagem passada.

Por outro lado, a gestora lidera o teto de potencial eleitoral, somando 60% dos entrevistados que afirmam conhecê-la e estar dispostos a votar em sua candidatura. Apenas 6% do eleitorado afirma não conhecer a governadora.

O levantamento do instituto Quaest também aferiu o nível de aceitação dos demais concorrentes à corrida governamental, que ainda enfrentam altos índices de desconhecimento em Pernambuco.

O candidato Ivan Moraes (PSol) registra 5% de potencial de voto, 12% de rejeição e é desconhecido por 83% dos entrevistados. Já Renan Hallais (Missão) soma 3% de preferência, enquanto sua rejeição oscilou de 13% para 16%, acompanhando um recuo no seu índice de desconhecimento, que caiu de 84% para 81%.

Entre os nomes que completam o quadro da disputa, Guilherme Fonseca (PSTU) e Professor Jeremias do Banco (Democrata) aparecem com 2% de potencial de voto cada, registrando rejeições de 10% e 6%, com desconhecimento de 88% e 92%, respectivamente.

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Pesquisa: Quaest sugere que propaganda eleitoral e gabinete do ódio não afetaram cenário em Pernambuco

Doze dias após o início da propaganda eleitoral, o quadro em Pernambuco foi pouco afetado

Doze dias após o início da propaganda eleitoral, o quadro em Pernambuco foi pouco afetado. É o que atesta a pesquisa da Quaest/TV Globo, divulgada nesta terça-feira. Com exatos cinco dias de propaganda gratuita para governador na televisão e no rádio, o cenário é o mesmo de 27 de julho. Só que agora estamos a menos de quatro semanas para o primeiro turno das eleições.

No final de julho, a Quaest mostrou a governadora Raquel Lyra (PSD) com 43% e o ex-prefeito João Campos (PSB) aparecia com 37%. Em 25 de agosto, a variação foi para 44% a 36%, e agora voltou ao patamar da primeira pesquisa citada.

Ou seja, nem a propaganda eleitoral nem a polêmica envolvendo o gabinete do ódio modificaram o cenário no estado, que foi considerado de estabilidade por Felipe Nunes, CEO da Quaest.

Resta apenas a figura dos debates. Há um agendado para a sexta-feira (11), na TV Nova, mas ainda sob ameaças, já que a emissora erroneamente não convidou o candidato Ivan Moraes (PSol), o que seria obrigatório, já que o partido dele possui representação no Congresso Nacional. Na última semana de campanha, estão agendados debates na TV Globo Nordeste e TV Jornal.

Extrato aponta que gestão do PSB guarda R$ 40 milhões dos precatórios dos professores do Recife para possível pagamento a advogados privados, diz blog

Blog Manoel Medeiros 

Os professores do Recife e demais beneficiários do Fundef (precatórios) deixaram de receber R$ 40,2 milhões dos seus direitos pela decisão da gestão do ex-prefeito João Campos (PSB), ainda em fevereiro deste ano, de reservar 20% do valor destinado à primeira parcela e aos juros para possível pagamento de escritórios de advocacia privados. O Blog Manoel Medeiros diz que teve acesso ao extrato dos valores em posse da Prefeitura do Recife e identificou que há numa conta investimento R$ 40.294.377,10 disponíveis e ainda não repassados aos que de fato têm direito.

Segundo o Blog Manoel Medeiros, a Prefeitura precisa tomar uma decisão e repartir os valores devidos: “a Prefeitura finge que não é com ela, mas essa é uma decisão exclusivamente do próprio município. O fato de a reserva técnica estar decidida há seis meses faz parecer que a gestão está apenas esperando alguma vitória dos escritórios na justiça para fazer o repasse que, para mim, é claramente ilegal. Esse dinheiro precisa ir para o bolso de quem de fato o merece, que são os professores, aposentados, pensionistas e herdeiros, e dessa luta não abro mão”, explicou.

Desde fevereiro, quando determinou a criação da reserva técnica, a gestão ainda não se posicionou sobre a repartição dos valores, enquanto os escritórios buscam caminhos judiciais e no Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) para reverter derrotas que tiveram pelo caminho.

Um mandado de segurança, que inclusive teve a OAB como Amicus Curiae (um dos escritórios é ligado ao presidente do Tribunal de Ética da Ordem em Pernambuco), chegou a determinar a retenção dos valores, mas foi extinto por um desembargador, alegando incompetência. No TCE-PE, muito por conta da atuação da procuradora de contas Germana Laureano, determinou-se que é preciso respeitar o próprio acordo entre Prefeitura e União, negando o pagamento de honorários. O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Municipal (Simpere) está recorrendo.

O impasse decorre de uma manobra operada pela Prefeitura do Recife junto Simpere, denunciada por este Blog ainda em novembro do ano passado, que pode terminar garantindo a três escritórios, entre eles o de Jesualdo Campos, marido da deputada estadual Dani Portela (PT), e outro ligado a um diretor jurídico da URB, ex-candidato do PSB e atualmente no PCdoB, o recebimento milionário de honorários que podem chegar, em três anos, a R$ 54 milhões.

Embora se apresente como defensora das causas da educação e dos seus profissionais, Dani Portela tem se mantido em silêncio em relação ao que muitos professores têm considerado um confisco de 20% dos seus direitos, conquistados via acordo direto entre o município do Recife e a União.

O entendimento do TCE-PE – que o recurso busca reverter – aponta que a pretensão do Simpere de reter honorários advocatícios colide com o acordo judicial celebrado entre a União e o Município do Recife, que na cláusula oitava é taxativo: “é vedado o pagamento de honorários advocatícios contratuais com verbas pagas por meio do presente acordo, conforme o disposto no art. 22, parágrafo único da Lei nº 8.906, de 4 de junho de 1994, incluído pela Lei nº 14.365, de 2 de junho de 2022”.

Eleições 2026: Raquel vem ao Sertão, João tem agenda em Paulista e Ivan participa de atos em Caruaru

Os candidatos ao Governo de Pernambuco cumprem agendas em diferentes regiões do estado nesta quarta-feira (09). João Campos (PSB) concentra compromissos no Recife e na Região Metropolitana, Raquel Lyra (PSD) percorre o Sertão do Pajeú, enquanto Ivan Moraes (PSol) divide a programação entre Recife e Caruaru.

João começa o dia de campanha às 12h, com uma sabatina na TV Tribuna, em Olinda. Às 13h15, participa de um encontro com representantes do Sindaçúcar, no Recife. Depois, às 15h15, visita moradores da comunidade Arca de Noé, no Brejo da Guabiraba. No início da noite, o candidato participa de uma mini carreata em Paulista, às 18h30. A agenda termina às 21h, com um ato político no Recife ao lado do vereador e candidato a deputado federal Samuel Salazar.

Raquel Lyra terá dois compromissos no Sertão. Às 16h30, participa de uma carreata em Afogados da Ingazeira, com concentração no Estádio Municipal Valdemar Viana de Araújo, o Vianão. Às 19h, a governadora segue para Tabira, onde participa de uma caminhada com concentração no Posto do Trevo.

Ivan Moraes inicia a agenda daqui a pouco, às 7h, com uma panfletagem contra a privatização do Metrô do Recife, na Estação Recife, no bairro de São José. Às 14h, segue para Caruaru, onde participa de uma sabatina promovida pela Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (ACIC). À noite, ele retorna ao Recife para uma entrevista ao Podcast 9.1, da TV Guararapes, às 20h, no bairro de Santo Amaro.

Após tirar mais de meio milhão de pessoas da extrema pobreza, governo Raquel Lyra propõe fortalecer políticas de assistência

Em seu Plano de Governo, a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apresentou as propostas para a assistência social com foco na consolidação do combate à fome e à pobreza em Pernambuco. O projeto se baseia nos resultados da atual gestão de Raquel, que tirou mais de meio milhão de pessoas da extrema pobreza e fez a insegurança alimentar grave despencar 25% no Estado. A ampliação de oportunidades de geração de emprego e renda, bem como a rede de proteção social e segurança alimentar estão entre os principais eixos do próximo ciclo de gestão da candidata à reeleição.

“Pernambuco chegou a ter mais de dois milhões de pessoas passando fome e nós viramos essa chave. Criamos o Mães de Pernambuco, o maior programa de transferência de renda da história do Estado, e multiplicamos por cinco o número de cozinhas comunitárias em funcionamento. Também elevamos o cofinanciamento da assistência social aos municípios ao maior patamar já pactuado e estruturamos políticas permanentes para a população em situação de rua, às pessoas com deficiência, aos povos tradicionais e à juventude. Proteção social não é caridade, é garantia de direitos e a base de um estado mais justo e próspero. É assim que iremos seguir trabalhando nos próximos quatro anos”, pontuou Raquel.

Para consolidar os avanços na proteção social, o plano prevê o fortalecimento do Mães de Pernambuco, iniciativa que repassa R$ 300 mensais e já atendeu mais de 154 mil chefes de família. A proposta é ampliar a assistência do programa, garantindo às beneficiadas acesso integrado a políticas públicas de Saúde, Educação e Qualificação Empreendedora.

Na área de combate à fome, o objetivo é expandir o Programa Bom Prato, através das cozinhas comunitárias, que saiu de 55 unidades em 2022 para 319 atualmente. O plano prevê a ampliação dos equipamentos, atendendo pessoas em insegurança alimentar e nutricional, povos e comunidades tradicionais e populações historicamente vulnerabilizadas, além do apoio aos municípios na implantação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) e na criação da Estratégia Estadual de Promoção da Alimentação Saudável.

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Ação da Polícia Federal contra André Mendonça resgata fantasmas de espionagem do governo Lula contra o STF

Homem idoso de barba e cabelo branco, vestindo terno azul-marinho e gravata bordô, fala em microfones com a boca aberta, em frente a uma bandeira do Brasil

Por Robson Bonin/VEJA

O escândalo de monitoramento ilegal da Polícia Federal contra o ministro André Mendonça, despertou no STF um velho fantasma de gestões passadas do presidente Lula, quando órgãos do governo petista foram flagrados monitorando ilegalmente magistrados da Corte.

Em 2008, no segundo mandato de Lula, os repórteres de VEJA Policarpo Junior e Expedito Filho revelaram a existência de um grampo da Abin contra o atual decano do STF, ministro Gilmar Mendes, que presidia o tribunal.

Sem negar a existência da interceptação telefônica ilegal, já que VEJA publicou a transcrição de diálogo entre o presidente do STF, Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, o diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Paulo Lacerda, prometeu, em nota oficial, apurar o que ocorreu.

As ações clandestinas da gestão petista contra o Supremo, naqueles dias, provocaram consequências imediatas para Lula.

Foi numa manhã de setembro de 2008 que o petista recebeu no Planalto o então presidente do tribunal, que era ele próprio vítima de atos ilegais da Abin.

Naqueles dias, o vice-presidente do Supremo, Cezar Peluso, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Britto, também participaram da reunião com Lula e, depois, se reuniram no STF para deliberar de forma urgente sobre a crise.

Naqueles dias, o vice-presidente do Supremo, Cezar Peluso, e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Britto, também participaram da reunião com Lula e, depois, se reuniram no STF para deliberar de forma urgente sobre a crise.

Um ano antes, quando as suspeitas de que a gestão do PT estaria espionando o Supremo, o ministro Celso de Mello surgiu na capa de VEJA condenando a crise. “É intolerável essa atmosfera que vivemos com a conduta abusiva de agentes ou órgãos estranhos no aparelho de Estado”, disse Mello.

Naqueles idos do governo Lula, Gilmar Mendes também travou uma guerra com a Polícia Federal por vazar informações inverídicas ou destinadas a constranger o próprio Mendes no STF.

“A Polícia Federal, durante todo o governo Lula, praticou com grande tranquilidade o vazamento. E eu acho até que é uma das marcas da gestão Paulo Lacerda [ex-diretor-geral da instituição] na Polícia Federal era o vazamento. Só que o vazamento era dado às emissoras de televisão”, afirmou Mendes, em registro da Folha, em 2009.

Capa da revista Veja com título MEDO NO SUPREMO em vermelho. Quatro ministros do STF, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Sepúlveda Pertence e Celso de Mello, aparecem em fotos em preto e branco, sobrepostas, com seus nomes em etiquetas presas por clipes. Um banner laranja no canto superior esquerdo anuncia PERÍCIA: UM LIVRO MOSTRA QUE A ELITE É O LADO BOM DO BRASIL

A agilidade daquele período não se vê agora, quando o diretor da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi afastado por Mendonça, após um relatório de inteligência comprovar ações ilegais de monitoramento contra o ministro do Supremo.

O presidente Lula não convocou reunião nem foi cobrado pelo presidente do STF, Edson Fachin, a se manifestar sobre a conduta da PF, um órgão do Executivo.

Ninguém questionou o fato de o ministro Mendonça e o chefe da AGU, Jorge Messias, estarem na mira da PF por serem eles personagens da investigação que envolve o empresário Fábio Luís Lula da Silva. Mendonça é o relator da apuração contra o filho de Lula. Messias foi pressionado no governo a tentar blindar o filho de Lula.

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Coordenador da campanha de Lula defende acionar o Conselho da República contra decisão de André Mendonça

Coordenador jurídico da campanha de Lula (PT), o advogado Marco Aurélio de Carvalho defendeu que o presidente acione o Conselho da República, em meio à queda de braço entre o ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e o comando da Polícia Federal.

Na manhã desta terça, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, e do delegado Leandro Almada da Costa, que chefia a diretoria de Inteligência Policial. Conforme a decisão, os dois também devem ser alvos de um procedimento administrativo-disciplinar para investigar a produção de relatórios de inteligência que, segundo o ministro, foram usados para monitorar sua atuação e analisar decisões judiciais.

“O Brasil está mergulhando em um crise institucional sem precedentes na história do País. Poderes e órgãos da República estão avocando prerrogativas constitucionais que não lhe foram atribuídas”, opinou Marco Aurélio. O advogado disse à reportagem que ainda não conversou com Lula a respeito de convocar o Conselho da República.

Além do presidente, integram o Conselho o vice-presidente, representantes do Congresso Nacional, o ministro da Justiça e seis cidadãos brasileiros com mais de 35 anos. De acordo com a Constituição, o conselho pode ser convocado para se pronunciar sobre questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas, intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio. O colegiado tem caráter apenas consultivo, motivo pelo qual interlocutores de Lula temem que uma medida nesse sentido agrave a crise.

Marco Aurélio também diz ver motivação político-eleitoral na decisão de Mendonça e defende que o governo federal recorra ao plenário do STF antes de cumprir a ordem de afastar Andrei Rodrigues.

“Eleições, em toda e qualquer democracia, devem ser disputadas no voto. Não podemos permitir que funções públicas sejam novamente capturadas por interesses políticos e eleitorais”, pontuou o advogado, integrante do grupo Prerrogativas.

A ordem de André Mendonça ocorre em meio à crise que envolve o STF, a PF e as investigações relacionadas ao Banco Master.

Lula fala mal das emendas, mas liberou R$ 25,7 bilhões este ano para deixar estes senhores rindo à toa, diz site

Blog do Cláudio Humberto

O governo Lula (PT) faz críticas às emendas parlamentares, mas é conversa mole: torrou quase R$ 25 bilhões para bancar emendas nos primeiros seis meses deste ano. Mas o dinheiro acabou e desde o início de julho, quando se intensificou o período eleitoral, foram liberados “apenas” R$ 908 milhões, mas os políticos já estavam “abastecidos”. Mas o ano não acabou e o Orçamento prevê desembolso de outros R$ 14 bilhões ainda este ano, que devem ficar para depois da eleição.

O governo Lula (PT) admite ter pagado outros R$ 9,4 bilhões este ano em emendas de anos anteriores, que não entram na conta oficial de 2026.

Segundo a transparência do Tesouro Nacional, foram pagos R$ 45 milhões em agosto; R$ 20 milhões para emendas individuais.

As emendas “sem autor”, que viraram notícia e até ação no STF, representam pouco mais de 5% do total pago este ano.

O governo Lula já é recordista nos gastos com emendas: R$ 32,5 bilhões em 2025 e R$ 31,4 bilhões em 2024, maiores valores da História.