Justiça Federal libera R$ 3,22 bilhões em atrasados do INSS; veja quem tem direito a receber

O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,22 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações judiciais contra órgãos do governo federal.

Desse montante, R$ 2,68 bilhões serão destinados a processos relacionados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a benefícios assistenciais, incluindo revisões de aposentadorias, pensões e auxílio por incapacidade.

Ao todo, os recursos contemplam 278.063 beneficiários, distribuídos em 218.651 processos. A liberação representa uma etapa importante para quem aguardava o recebimento de valores reconhecidos pela Justiça após disputas envolvendo pagamentos devidos pelo poder público.

Os chamados atrasados correspondem a quantias que deveriam ter sido pagas anteriormente, mas foram negadas, deixaram de ser repassadas ou foram depositadas em valor inferior ao devido.

Quando a Justiça reconhece o direito do beneficiário, o governo precisa quitar a dívida conforme os termos da decisão judicial.

No caso das ações previdenciárias e assistenciais, os valores podem estar relacionados a diferentes situações, como a revisão do cálculo de aposentadorias, o pagamento de pensões e benefícios por incapacidade. No entanto, a liberação dos recursos não significa que todas as pessoas que recebem benefícios do INSS tenham dinheiro a receber.

Atrasados do INSS concentram a maior parte dos recursos

As ações relacionadas ao INSS e aos benefícios assistenciais representam 57,8% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas neste lote.

Apesar de corresponderem a pouco mais da metade dos processos, elas concentram aproximadamente 83,2% dos recursos financeiros disponibilizados.

A RPV é um mecanismo utilizado para o pagamento de dívidas judiciais de menor valor da administração pública, conforme os limites legais aplicáveis. É por meio desse tipo de requisição que muitos segurados conseguem receber valores reconhecidos judicialmente em disputas com o instituto.

O Conselho da Justiça Federal é responsável por liberar o dinheiro para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que organizam os procedimentos e realizam os depósitos para os beneficiários contemplados.

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INSS: quase 687 mil benefícios têm prova de vida pendente em Pernambuco

Pernambuco registra 686.789 benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com prova de vida pendente. O número corresponde a 4,98% das pendências identificadas no país e coloca o estado na oitava posição do ranking nacional.

O levantamento foi divulgado em meio às orientações sobre a comprovação automática de vida. A existência de uma pendência, porém, não significa bloqueio automático do pagamento.

A verificação pode ser feita pelo aplicativo ou pelo site Meu INSS, no serviço “Prova de Vida”. Quando o procedimento está regularizado, o sistema apresenta a data da última comprovação.

Outra opção é a Central 135, com atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h. Esses canais permitem conferir se há alguma providência necessária e obter orientações para o caso individual.

O total divulgado se refere a benefícios, não necessariamente ao mesmo número de pessoas. Essa distinção é importante para a leitura do levantamento estadual.

Votação pode servir como prova de vida

O comparecimento às urnas é uma das informações utilizadas pelo INSS para realizar a comprovação. O instituto recebe registros da Justiça Eleitoral e cruza esses dados com sua base de beneficiários.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, o registro de votação poderá contribuir para atualizar a situação de aposentados e pensionistas.

Quem não comparecer à eleição continua podendo ter a prova de vida confirmada por outros registros governamentais. O voto é uma das possibilidades do procedimento, e não uma exigência exclusiva para manter o benefício.

Quem precisa regularizar?

A comprovação é realizada automaticamente por meio do cruzamento de bases públicas. Quando o INSS não encontra informações suficientes, o beneficiário pode receber comunicação orientando a realização do procedimento.

Entre os registros considerados estão o recebimento do benefício com reconhecimento biométrico, atualizações no Cadastro Único realizadas pelo responsável familiar e acesso ao Meu INSS com selo ouro.

Quem receber uma notificação pode fazer a prova de vida no banco onde recebe o benefício, com documento oficial com foto, ou utilizar o procedimento digital por biometria facial, seguindo as orientações do Meu INSS. Não é necessário procurar uma agência previdenciária para o atendimento habitual.

Atenção às mensagens recebidas

O Governo do Brasil envia avisos informativos por seus canais oficiais, mas não solicita senhas, dados bancários ou pagamentos para regularizar a prova de vida.

O INSS também alerta para contatos fraudulentos que ameaçam cortar o benefício e exigem informações pessoais. Na dúvida, o segurado deve conferir a situação diretamente no Meu INSS ou pelo telefone 135.

INSS muda regras e passa a exigir biometria e nova identidade de quem recebe algum benefício

Quem recebe aposentadoria, pensão ou algum benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) precisa ficar atento às mudanças nas regras de identificação. O órgão estabeleceu um cronograma para ampliar a exigência de biometria e adotar a Carteira de Identidade Nacional (CIN) como principal documento de validação dos dados dos beneficiários.

A transição será realizada em etapas, com prazos que se estendem até 2028. Isso significa que nem todos os segurados precisarão providenciar imediatamente uma nova identidade. Até 31 de dezembro de 2026, a comprovação biométrica poderá ser feita com informações já registradas em bases oficiais, como as do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do passaporte.

Para quem já recebe benefícios, o RG tradicional continua válido em todo o território nacional até 28 de fevereiro de 2032. A validade do documento antigo, porém, não elimina a necessidade de cumprir eventuais exigências específicas de identificação biométrica do INSS.

A primeira mudança importante está prevista para janeiro de 2027. A partir dessa data, cidadãos que não possuírem biometria cadastrada nas bases oficiais aceitas deverão emitir a nova Carteira de Identidade Nacional para atender às exigências de identificação.

Em dezembro de 2027, termina o período de aceitação das biometrias antigas, coletadas até o fim de 2026 em outros sistemas. Já em janeiro de 2028, a previsão é de que a validação biométrica passe a utilizar exclusivamente a base da CIN.
A falta de comprovação biométrica poderá trazer consequências principalmente para quem estiver solicitando um benefício. Nos casos em que a identificação for obrigatória e o cidadão não cumprir a exigência dentro do prazo estabelecido, o processo administrativo poderá ser encerrado por desistência do requerente.

Isso não significa que aposentadorias e pensões já concedidas serão automaticamente canceladas pela ausência da nova carteira de identidade. As situações devem ser diferenciadas conforme o tipo de benefício e a etapa do cronograma.

A emissão da primeira via da CIN é gratuita. O novo documento utiliza o CPF como número único de identificação, substituindo a numeração estadual dos antigos registros gerais.

Para solicitar a carteira, o cidadão deve procurar o órgão de identificação de seu estado e verificar a necessidade de agendamento. No atendimento, é necessário apresentar a certidão de nascimento ou de casamento, conforme o estado civil, além dos demais documentos exigidos pelo serviço local.

Durante a emissão, são coletadas as impressões digitais e a fotografia do solicitante. Depois que o documento físico estiver disponível, a versão digital também poderá ser acessada pelo aplicativo Gov.br

Quem ainda utiliza o RG antigo pode continuar com o documento dentro de seu prazo de validade, mas deve observar as datas estabelecidas pelo INSS, especialmente se pretende solicitar um novo benefício nos próximos anos.

Aposentado do INSS que recebe R$ 1.621 pode chegar a R$ 2.026,25 com adicional de 25%

Aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem aposentadoria por incapacidade permanente podem ter direito a um acréscimo de 25% no benefício quando necessitam da assistência permanente de outra pessoa. O adicional está previsto nas regras previdenciárias e depende de avaliação do INSS.

Considerando o salário mínimo de R$ 1.621 em 2026, um aposentado que receba esse valor e tenha o adicional concedido passa a receber R$ 2.026,25 por mês. O cálculo corresponde aos R$ 1.621 da aposentadoria mais R$ 405,25 referentes aos 25%.

O acréscimo, entretanto, não é destinado a todos os aposentados e também não representa aumento geral das aposentadorias. Para ter direito, é necessário receber aposentadoria por incapacidade permanente e comprovar a necessidade contínua de auxílio de terceiros para atividades da vida diária.

Entre as situações previstas nas regras estão cegueira total, perda de nove ou mais dedos das mãos, determinadas perdas de membros, paralisia dos dois membros superiores ou inferiores, alterações graves das faculdades mentais e condições que deixem o segurado permanentemente acamado. Outras situações também podem ser analisadas, desde que caracterizem a necessidade de assistência permanente. A concessão depende da avaliação individual realizada pelo INSS.

O adicional corresponde a 25% do valor da aposentadoria do próprio segurado. Portanto, R$ 2.026,25 é apenas o exemplo para quem recebe R$ 1.621. Quem possui aposentadoria de valor diferente terá o acréscimo calculado sobre o respectivo benefício.

O valor adicional também é considerado no cálculo do 13º salário. Em caso de falecimento do aposentado, porém, o acréscimo de 25% não é incorporado ao valor de eventual pensão por morte deixada aos dependentes.

Como pedir o adicional de 25% do INSS

O segurado que acredita preencher os requisitos pode fazer a solicitação pelo Meu INSS, utilizando o serviço específico para o acréscimo de 25% na aposentadoria por incapacidade permanente. Durante o procedimento, é necessário apresentar documentos que demonstrem a condição de saúde e a necessidade de acompanhamento de outra pessoa.

Durante a análise, o aposentado poderá ser chamado para perícia médica e, conforme o caso, avaliação social. Por isso, é importante reunir laudos, relatórios e outros documentos médicos atualizados que ajudem a demonstrar a necessidade permanente de assistência.

O reconhecimento do direito não é automático. Mesmo que o aposentado apresente uma das condições previstas, cabe ao INSS analisar o caso e verificar se estão presentes os requisitos para concessão. Dessa forma, o simples fato de receber uma aposentadoria ou possuir uma doença grave não garante, por si só, o adicional de 25%.

INSS tem ferramentas para identificar atestados médicos falsos

O uso de atestados médicos falsos em requerimentos de benefícios por incapacidade é uma realidade enfrentada pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Esse tipo de fraude, que sempre existiu mesmo quando todos os segurados eram submetidos a perícias médicas presenciais, ganhou uma nova dimensão com a possibilidade de envio de documentação via internet, por meio do sistema Atestmed, para análise a distância, nos casos de afastamento de até 90 dias.

A verificação documental exige ferramentas para identificação de fraudes e, nos dias de hoje, a inteligência artificial é uma grande aliada nesta checagem. Esse tipo de recurso passou a ser utilizado pelo INSS em 2024. O sistema foi desenvolvido pela Dataprev para fazer uma varredura nos atestados médicos enviados pela web.

A verificação inclui nome do segurado, além de assinatura, carimbo e CRM do médico no atestado. A ideia é também identificar rasuras e até montagens no documento, que também precisa ter o diagnóstico e a Classificação Internacional de Doenças (CID) de acordo com o problema apresentado pelo segurado. Hoje em dia, é até possível fazer o rastreamento do endereço de IP e do local de envio do arquivo digital.

Um atestado médico pode ser considerado falso, segundo o INSS, quando:

  • é elaborado por uma pessoa não habilitada para a emissão do documento;
  • seu conteúdo não é verdadeiro, ainda que subscrito por um profissional habilitado;
  • fica comprovado que o documento foi adulterado; embora o atestado seja legítimo.

Entre as irregularidades mais comuns está a constatação de uma mesma caligrafia em atestados emitidos em locais ou estados diferentes. Há também datas ou períodos de afastamento que não coincidem com a real necessidade, de acordo com o problema apresentado.

Existem ainda plataformas digitais que vendem atestados. Os documentos podem conter logotipos de hospitais verdadeiros, nomes e registros de profissionais reais, CID compatível com o período de afastamento indicado pelo médico e, em alguns casos, até código de verificação (QR Code) simulado. Mesmo assim, configuram falsificações.

Punições previstas

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INSS oferece mais de 1.000 vagas para perícia médica em cidades do interior de Pernambuco neste sábado e domingo

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) oferece 1.080 vagas para perícia médica neste fim de semana, neste sábado (26) e no domingo (27), em cidades do interior de Pernambuco. Nas regiões Agreste, Sertão e Zona da Mata, os atendimentos serão realizados nas Agências da Previdência Social (APS) de Caruaru, Palmares, Arcoverde, Serra Talhada e Águas Belas.

A perícia médica é uma das etapas necessárias para a análise e concessão de benefícios do INSS que exigem esse procedimento. Para ser atendido, o cidadão precisa fazer o agendamento pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pela Central Telefônica 135.

Veja a quantidade de vagas por cidade:

  • Caruaru: 600 vagas
  • Palmares: 240 vagas
  • Arcoverde: 100 vagas
  • Serra Talhada: 80 vagas
  • Águas Belas: 60 vagas

A disponibilidade das vagas está relacionada aos atendimentos realizados excepcionalmente durante o fim de semana.

O INSS e o Ministério da Previdência Social disponibilizaram 11.979 vagas em todo o Nordeste para este fim de semana. Desse total, 9.654 são destinadas à perícia médica e 2.325 à avaliação social.

Em Pernambuco, foram abertas 1.128 vagas para perícia médica. Além das cinco cidades do interior, também há vagas no Recife, na Agência da Previdência Social de Encruzilhada.

Como agendar

O agendamento pode ser feito pelo Meu INSS, disponível pelo site e aplicativo. O segurado também pode entrar em contato com a Central 135 para consultar os serviços e verificar as opções de atendimento disponíveis.

Justiça libera R$ 2,68 bilhões para atrasados do INSS; veja se você tem direito e quando pode receber

A cobrança do INSS era indevida, o que justificou a indenização por danos morais — Foto: Divulgação / INSS

O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 3,22 bilhões para o pagamento de valores atrasados a pessoas que venceram ações contra órgãos do governo federal. Do total, R$ 2,68 bilhões são destinados a ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais, incluindo casos de revisão de aposentadorias, pensões, auxílio por incapacidade e outros benefícios.

Os recursos atendem 278.063 beneficiários em 218.651 processos.

Em número de processos, as ações relacionadas ao INSS e a benefícios assistenciais representam 57,8% do total de Requisições de Pequeno Valor (RPVs) liberadas e concentram aproximadamente 83,2% do dinheiro.

São valores que o governo deixou de pagar ou pagou a menos e que, após decisão judicial, precisam ser quitados. Esses valores são chamados de atrasados.

Como são feitos os pagamentos?

O CJF libera os recursos para os Tribunais Regionais Federais (TRFs), que são responsáveis por fazer os depósitos.

O dinheiro é colocado em uma conta específica, aberta para cada beneficiário no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal. Ou seja, o valor não é depositado automaticamente na conta bancária que a pessoa usa normalmente.

Depois que o TRF informar que o pagamento está disponível, o beneficiário pode sacar o dinheiro diretamente em uma agência do banco indicado, apresentando os documentos necessários. Em determinadas situações, também é possível pedir a transferência do valor para uma conta indicada pelo advogado.

A data em que o dinheiro estará apto deve ser consultada no site do TRF responsável pelo processo.

Como saber se sou um dos atrasados?

Para receber os atrasados, não basta ter um pedido de aposentadoria ou benefício negado pelo INSS, é preciso ter vencido uma ação judicial contra o órgão e ter uma RPV incluída no lote.

Veja o passo a passo de verificação:

  • Consulte o andamento do seu processo na Justiça Federal;
  • Procure informações sobre a expedição da RPV ou sobre a liberação do pagamento;
  • Consulte o TRF responsável pelo processo. É o TRF que informa quando o dinheiro estará disponível;
  • Tenha em mãos o número do processo ou do CPF, conforme o sistema de consulta do tribunal.

Voto nas eleições valerá como Prova de Vida no INSS

Eleitor idoso vota durante eleição em 2022

Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que comparecerem para votar nas eleições de outubro não precisarão fazer a verificação da Prova de Vida neste ano.

De acordo com o Ministério da Previdência Social, a verificação será feita de forma automática a partir do cruzamento das informações da Justiça Eleitoral com a base de dados do INSS.

A Prova de Vida é um procedimento anual cujo objetivo é identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para assegurar a manutenção de pagamentos.

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, disse que a medida facilita a vida dos pensionistas. “A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, declarou.

Segundo o Ministério da Previdência Social, o procedimento abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e

Além disso, desde 2019, como forma de reduzir filas e custos para o processo de Prova de Vida, o comparecimento presencial deixou de ser regra, estabelecendo que o INSS busque, de forma proativa, dados que confirmem a condição de vida do cidadão.

Maioria dos brasileiros quer se aposentar antes dos 60 anos, mas 3 em cada 10 acreditam que não conseguirão; veja motivos

Mais da metade dos brasileiros espera se aposentar até os 60 anos, mas três em cada dez acreditam que não conseguirão e só vão ter o benefício do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) após os 61 anos.

Os dados fazem parte da 4ª edição da pesquisa “Percepção dos Brasileiros sobre Proteção e Planejamento”, encomendada pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi) ao Datafolha.

Os números mostram que 59% dos entrevistados que continuam no mercado de trabalho gostariam de se aposentar aos 60 anos, mas 32% sabem que não será possível.

Isso porque a reforma da Previdência de 2019, que alterou as regras da aposentadoria do INSS, implantou idade mínima de 62 e 65 anos para mulheres e homens, respectivamente, pedirem o benefício. Para quem já estava no mercado antes, há regras de transição.

O estudo ouviu 1.908 pessoas em todo o país entre os dias 8 e 16 de julho deste ano. Do total, 11% acreditam que nunca conseguirão parar e outros 12% não têm a intenção de pedir o benefício.

Os dados sobre o sonho da aposentadoria ainda na casa dos 50 anos são parecidos com os das edições anteriores, segundo os organizadores do estudo. Apenas 28% acreditam que realmente conseguirão parar de trabalhar nessa faixa etária.

A pesquisa mostra ainda que a maioria dos que já se aposentaram depende da Previdência Social. Nove em cada dez dos entrevistados (92%) disseram que dependem do INSS para se sustentar, com a Previdência sendo a principal fonte.

Entre os que ainda estão na ativa e que apenas pagam contribuições à Previdência, 65% disseram não saber quanto receberão ao se aposentar. Apenas 35% (3 em cada 10) disseram saber o quanto irão receber no futuro e 53% deles apontam que, no máximo, deverão ganhar um salário mínimo, hoje em R$ 1.621.

Ainda entre os que pretendem contar com o INSS no futuro, 56% acreditam que terão de cortar gastos para se manter, 25% esperam conseguir manter o modo de vida atual e 16% acham que não terão como se sustentar ou que vão passar por dificuldades por conta do baixo valor do benefício.

Dos entrevistados, 7 em cada 10 disseram ter medo de não ter dinheiro para ter acesso a atendimento médico no futuro, mas só 28% disseram ter adotado alguma medida preventiva para evitar ficar sem plano de saúde na aposentadoria.

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Governo Lula anunciou queda, mas não zera a fila do INSS

A um mês do 1º turno das eleições de 2026, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) realizou, nesta quinta-feira (03), no Palácio do Planalto, um evento para anunciar a queda na fila do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Para o Ministério da Previdência Social, a fila é considerada “zerada” quando há menos pedidos novos do que os já em análise. Segundo o órgão, a fila no instituto foi causada por um “aumento exponencial” no número de pedidos no início do governo Lula. Ao longo do mandato, houve um crescimento de 40% da média mensal de pedidos.

Em agosto, a fila do INSS caiu para 1,252 milhão de pedidos pendentes, abaixo dos 1,394 milhão de novos requerimentos recebidos no mês, levando o governo a considerar a espera zerada.

O chefe da Previdência, Wolney Queiroz, afirmou que no governo petista “as pessoas se sentem estimuladas a pedir mais [os benefícios do instituto], já que é um governo que sabe conceder direitos a quem merece direitos”.

A jornalistas, Wolney disse que a maior parte dos pedidos ainda pendentes está a menos de 45 dias, prazo legal de resposta, na fila. Apesar disso, declarou que 224 mil pessoas aguardam há mais tempo a análise das solicitações.

Segundo o ministro, esse contingente é um “resíduo” composto por casos especiais –em sua maioria de Benefício de Prestação Continuada (BPC), que são acompanhados por grupos de trabalho.

Wolney apresentou as cinco medidas tomadas para zerar a fila: 

  • nomeação de 2.510 novos servidores;
  • teleatendimento para perícia médica: 865 agências atendendo on-line;
  • perícia médica documental: envio on-line de exames e atestados;
  • pagamento de bônus para os servidores;
  • mutirões de fim de semana.

Com as iniciativas do ministério, houve uma redução de 76% no tempo de espera para uma perícia, além do tempo médio de decisão estar em 34 dias –11 a menos do que o prazo estabelecido legalmente.

Além disso, houve uma queda de 82% das reclamações por demora na ouvidoria do INSS. Saiu de um pico de 15.519 em fevereiro deste ano para 2.570 em agosto.

Gastos com a Previdência

No evento, Lula minimizou os custos com a Previdência Social. Declarou: “O deficit é que a gente tem que pagar R$ 1,3 trilhão de juros todo ano. Sempre jogaram a responsabilidade do deficit em cima da Previdência Social. Nunca aceitei e não vou aceitar. Se a gente tiver problema de compatibilidade entre a receita e a despesa, a gente discute, a gente acerta”.

O petista também citou concessões dadas ao BPC e a beneficiários do Bolsa Família. “A culpa é sempre em cima do mais humilde”, ironizou.

INSS: 18 doenças dão acesso a benefício da Previdência Social sem a exigência das 12 contribuições mínimas

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passou a considerar 18 condições que podem garantir benefícios por incapacidade sem a exigência das 12 contribuições mínimas, após uma atualização das regras publicada em julho de 2026. A relação passou a incluir a gestação de alto risco, mas a dispensa da carência não significa concessão automática: é necessário manter a qualidade de segurado e comprovar a incapacidade para o trabalho.

A atualização está prevista na Portaria Interministerial MPS/MS nº 15, de 3 de julho de 2026, publicada em edição extra do Diário Oficial da União. Entre as condições contempladas estão doença de Parkinson, espondilite anquilosante, nefropatia grave e estado avançado da doença de Paget.

A lista também inclui Aids, contaminação por radiação, hepatopatia grave e esclerose múltipla. Fazem parte ainda do rol o acidente vascular encefálico agudo, o abdome agudo cirúrgico e a gestação de alto risco. Nos dois primeiros casos, é necessário que exista evolução aguda e sejam atendidos os critérios de gravidade previstos.

Quem pode receber o benefício

O INSS destaca que a ausência da carência não garante, por si só, o pagamento. O segurado precisa ter a incapacidade laboral reconhecida pela Perícia Médica Federal. O benefício por incapacidade temporária, anteriormente chamado de auxílio-doença, exige essa avaliação. Já o benefício por incapacidade permanente corresponde à antiga aposentadoria por invalidez.

Pelas regras, a doença deve surgir depois da filiação ao Regime Geral de Previdência Social. Porém, quando uma condição anterior se agrava e provoca incapacidade para o trabalho, o benefício pode ser concedido.

A documentação médica também precisa estar adequada. Atestados e laudos devem identificar o paciente, informar o diagnóstico, indicar o período de afastamento e apresentar a identificação do profissional responsável.

Como solicitar o benefício

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Casa da mãe Joana: Polícia Federal prende até estagiário por fraudes no INSS

Fachada de agência de atendimento do INSS

A Polícia Federal realizou uma operação em Salvador nesta terça-feira (25) e prendeu um jovem de 21 anos, que era estagiário da agência do INSS de Itapuã. Ele é acusado de integrar um esquema que desviou 3,5 milhões de reais do sistema previdenciário. A informação foi divulgada inicialmente pela TV Bahia, afiliada da Globo.

Caso as atividades ilícitas tivessem progredido por mais tempo, a estimativa dos investigadores da PF é que a organização criminosa poderia ter gerado um prejuízo de 99 milhões de reais. O estagiário envolvido no esquema utilizava seu acesso privilegiado para manipular dados e reativar pagamentos suspensos; cerca de 97 benefícios foram fraudados.

Além da prisão do jovem, os agentes federais cumpriram mandados de busca e apreensão contra outro envolvido, de apenas 18 anos. A PF trabalha agora para identificar outros integrantes da rede criminosa e confirmar se a extensão dos danos aos cofres públicos foi maior.

INSS atualiza regras; veja quais doenças dão benefício sem carência de 12 contribuições mensais

Trabalhadores diagnosticados com doenças graves podem ter acesso mais rápido aos benefícios por incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A lista de condições que dispensam o período mínimo de 12 contribuições mensais foi ampliada e passou a incluir o acidente vascular encefálico (AVE) agudo e o abdome agudo cirúrgico.

Na prática, quem enfrentar uma dessas condições poderá pedir o benefício mesmo sem ter completado um ano de contribuições. A dispensa da carência, porém, não significa aprovação automática. O segurado ainda terá de comprovar que não consegue exercer sua atividade profissional e atender aos demais critérios previdenciários.

O que é a carência do INSS?

A carência é o número mínimo de contribuições exigido para que o trabalhador possa receber determinados benefícios.

No caso do benefício por incapacidade temporária, conhecido anteriormente como auxílio-doença, a regra geral exige pelo menos 12 pagamentos mensais ao INSS.

Essa exigência deixa de ser aplicada quando a incapacidade está relacionada a uma das doenças graves previstas nas normas previdenciárias. Nessa situação, o pedido pode ser apresentado imediatamente, desde que o trabalhador mantenha a qualidade de segurado.

Isso significa que ele precisa estar contribuindo para o INSS ou ainda se encontrar dentro do chamado período de graça, intervalo em que a proteção previdenciária é mantida mesmo sem novas contribuições.

Quais doenças permitem pedir o benefício sem carência?

A lista passa a reunir 17 doenças e condições graves:

  • tuberculose ativa;
  • hanseníase;
  • alienação mental;
  • câncer;
  • cegueira;
  • paralisia irreversível e incapacitante;
  • cardiopatia grave;
  • doença de Parkinson;
  • espondilite anquilosante;
  • nefropatia grave;
  • doença de Paget em estágio avançado;
  • Aids;
  • contaminação por radiação;
  • hepatopatia grave;
  • esclerose múltipla;
  • acidente vascular encefálico agudo;
  • abdome agudo cirúrgico.

INSS começa a pagar benefícios de julho nesta segunda-feira; veja calendário

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) inicia nesta segunda-feira (27), o pagamento das aposentadorias, pensões e demais benefícios previdenciários referentes à folha de julho. Os primeiros depósitos são destinados aos segurados que recebem até um salário mínimo.

Os pagamentos seguem o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador que aparece após o traço. Nesta primeira etapa, recebem os valores os beneficiários que ganham até o piso nacional.

Já os segurados com benefícios acima de um salário mínimo começam a receber a partir de 03 de agosto, também conforme o número final. O calendário de pagamento será concluído em 07 de agosto.

Os segurados podem consultar a data exata do depósito pelo aplicativo ou site Meu INSS, além da central telefônica 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.

Veja o calendário de pagamento do INSS em 2026

Segundo Semestre

Para quem recebe o salário mínimo:

Qual é a ordem de pagamento do benefício?

Recebem antes os aposentados, pensionistas e demais beneficiários que ganham até um salário mínimo. Quem recebe acima do piso nacional, até o teto da Previdência Social, tem o pagamento liberado depois.

A data do depósito é definida pelo número final do benefício, sem considerar o dígito verificador, e pelo valor recebido. O calendário anual estabelece os dias exatos de pagamento para cada grupo.

O que significa mês de competência?

Os pagamentos seguem o mês de competência do benefício. Na prática, isso quer dizer que os depósitos de um mês começam a ser feitos nos últimos dias daquele mês e podem avançar para o início do mês seguinte.

A competência de dezembro, por exemplo, começa a ser paga no fim de dezembro e vai até os primeiros dias de janeiro.

O pagamento pode atrasar por causa de feriados bancários?

Não. O calendário nacional do INSS já é elaborado considerando os feriados bancários, o que garante que o benefício esteja disponível na data indicada.

No caso de feriados estaduais ou municipais, os depósitos não são interrompidos. Mesmo sem expediente bancário local, os valores ficam disponíveis para saque e movimentação.

Como o beneficiário pode movimentar o dinheiro?

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INSS libera novo depósito inesperado de até R$ 1.280 para beneficiários

Fonte: O Antagonista

O depósito do INSS relacionado à devolução de descontos indevidos pode representar um alívio importante para aposentados e pensionistas. O valor não é um bônus liberado para todos, mas um ressarcimento calculado conforme as cobranças realizadas no benefício.

Como funciona o depósito do INSS?

Os pagamentos fazem parte do acordo criado para devolver valores descontados por entidades associativas sem autorização do beneficiário. O calendário inicial começou em 24 de julho de 2025, portanto essa data não representa a criação de um novo benefício anual.

Depois da aprovação do pedido, o dinheiro é pago em parcela única na mesma conta utilizada para receber aposentadoria, pensão ou outro benefício previdenciário. A quantia passa por atualização monetária antes de entrar na folha de pagamento.

Quem pode receber o ressarcimento?

O direito alcança aposentados e pensionistas que identificaram descontos associativos não autorizados entre março de 2020 e março de 2025. Para participar do acordo, o segurado precisava contestar a cobrança e cumprir as etapas apresentadas pelo INSS.

Algumas condições ajudam a entender quem pode ter valores disponíveis:

  • Beneficiários que não reconheceram descontos de mensalidades associativas;
  • Pessoas que registraram a contestação pelos canais oficiais;
  • Segurados cuja entidade não comprovou a autorização da cobrança;
  • Aposentados e pensionistas que aceitaram o acordo administrativo.

O depósito do INSS relacionado à devolução de descontos indevidos pode representar um alívio importante para aposentados e pensionistas. O valor não é um bônus liberado para todos, mas um ressarcimento calculado conforme as cobranças realizadas no benefício.

Como funciona o depósito do INSS

Os pagamentos fazem parte do acordo criado para devolver valores descontados por entidades associativas sem autorização do beneficiário. O calendário inicial começou em 24 de julho de 2025, portanto essa data não representa a criação de um novo benefício anual.

Depois da aprovação do pedido, o dinheiro é pago em parcela única na mesma conta utilizada para receber aposentadoria, pensão ou outro benefício previdenciário. A quantia passa por atualização monetária antes de entrar na folha de pagamento.

Quem pode receber o ressarcimento?

O direito alcança aposentados e pensionistas que identificaram descontos associativos não autorizados entre março de 2020 e março de 2025. Para participar do acordo, o segurado precisava contestar a cobrança e cumprir as etapas apresentadas pelo INSS.

Por que o valor pode chegar a R$ 1.280?

A quantia varia porque cada beneficiário teve um histórico diferente de descontos. Quem sofreu cobranças durante vários meses pode receber mais do que alguém que identificou apenas uma mensalidade indevida.

O valor de R$ 1.280 não funciona como pagamento fixo nem como garantia para todos. O cálculo considera o total descontado e a correção pelo índice de inflação aplicado desde cada cobrança até a inclusão do ressarcimento no pagamento.

Como consultar a situação pelo Meu INSS?

A consulta deve ser realizada diretamente no Meu INSS, utilizando CPF e senha da conta Gov.br. Dentro do sistema, o beneficiário consegue verificar solicitações, exigências, respostas das entidades e eventual liberação do pagamento.

O caminho de acompanhamento costuma reunir as seguintes etapas:

  • Consulta do ressarcimento;
  • Como acompanhar a devolução de descontos associativos no Meu INSS;
  • O andamento do pedido, possíveis exigências e a confirmação do pagamento podem ser consultados diretamente pelo aplicativo ou pelo site do Meu INSS.

01 – Acessar o Meu INSS pelo aplicativo ou navegador

Entre na plataforma oficial utilizando a conta Gov.br vinculada ao titular do benefício.

02 – Entrar na área de consulta de pedidos

Procure pela opção destinada ao acompanhamento de solicitações e requerimentos realizados ao INSS.

03 – Localizar a solicitação referente aos descontos associativos

Identifique o pedido relacionado à contestação ou à devolução dos valores descontados sem autorização.

04 – Verificar comentários, exigências e situação do ressarcimento

Confira se o pedido está em análise, foi aprovado ou depende do envio de informações complementares.

05 – Confirmar no extrato se o crédito foi incluído no pagamento

Consulte o extrato de pagamento do benefício para verificar se o valor do ressarcimento já foi lançado.

Quais cuidados devem ser tomados antes do pagamento?

O INSS não exige depósito antecipado, taxa de liberação ou contratação de intermediários. Mensagens que pedem transferências, dados bancários, códigos de segurança ou instalação de aplicativos desconhecidos devem ser ignoradas.

Também é importante observar que o dinheiro não aparece automaticamente para qualquer aposentado ou pensionista. O crédito depende da identificação do desconto indevido, da contestação registrada e da conclusão do procedimento. Acompanhar o extrato e utilizar somente o Meu INSS, o telefone 135 ou o atendimento oficial reduz riscos e ajuda a proteger o benefício.