Bispos divulgam carta em prol da soberania e defendem ‘escolha consciente’ na eleição

Carta Capital

Um grupo de bispos católicos brasileiros divulgou nesta sexta-feira (21), uma carta na qual critica o que chama de “conservadorismo autoritário” em setores da Igreja e pede aos eleitores uma “escolha consciente e lúcida” nas eleições de 2026. O documento afirma que a Igreja não tem partido, mas deve se posicionar em defesa dos pobres, da democracia, da soberania nacional e da proteção ambiental.

Intitulada ‘Não deixemos cair a profecia’, a carta é assinada pelos chamados Bispos do Diálogo pelo Reino, grupo que reúne religiosos de diferentes regiões do País e que já havia se manifestado durante o pleito de 2022.

O novo documento afirma que o período eleitoral tende a ampliar conflitos no ambiente religioso. Os bispos dizem renovar seu compromisso com “a vida, a democracia, a soberania e a defesa da casa comum”. “Não temos partido, mas estamos do lado dos pobres, de quem os respeita e defende; de quem defende a democracia e a soberania do País”.

Em outro trecho, o grupo diz ser contrário à “qualquer postura fascista”, à “manipulação política da religião” e à disseminação de mentiras e ódio nas redes sociais. Os bispos conclamam os eleitores a escolher candidatos comprometidos com “as causas populares, com o bem comum e com a proteção de nossa Casa Comum”, sem indicar nomes ou partidos alinhados a essas bandeiras.

Também há na carta críticas a setores do catolicismo que utilizam redes sociais e meios de comunicação de inspiração religiosa para disseminar discursos que atacam pessoas ligadas à defesa dos pobres, da democracia e do meio ambiente.

Segundo os bispos, há uma parcela formada por integrantes do clero, religiosos e leigos que promove “devocionismos, discursos superficiais e violentos” e rejeita orientações do magistério da Igreja.

De acordo com o documento, esse ambiente alimenta “bolhas alienadas e alienantes” e produz uma dinâmica de hostilidade contra grupos ligados à atuação social da Igreja. O texto ainda cita ataques contra bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos, em manifestações que, para o Bispos do Diálogo pelo Reino, procuram “desqualificar, silenciar, intimidar e mesmo calar a voz profética da Igreja”.

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Quem é o padre brasileiro excomungado que se nega a deixar a Igreja: ‘Vida segue normal’

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Estadão

O padre Françoá Costa, excomungado pelo Vaticano por se vincular à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, um grupo católico que desafiou o papa Leão XIV, diz que vai manter a sua rotina de trabalho ligada à Igreja. “Não somos cismáticos, nem excomungados. Não incorremos em censura alguma”, disse.

Capelão da Capela de Santo Atanásio, em Ceilândia, no Distrito Federal, o padre teve a excomunhão confirmada pela Arquidiocese de Brasília por seu vínculo com a Fraternidade São Pio X. A congregação de origem francesa desafiou a autoridade do papa, foi considerada cismática e excomungada por Leão XIV.

O Vaticano determinou que padres e fiéis que aderirem formalmente à fraternidade passam a ser considerados em situação de cisma e, consequentemente, também sejam excomungados.

Em nota pastoral, a Arquidiocese de Brasília confirmou a excomunhão do padre Françoá Costa devido à sua adesão à Fraternidade. Diz a nota que os atos ministeriais do sacerdote consideram-se ilícitos, a partir da excomunhão, e que os sacramentos da penitência e do matrimônio ministrados por ele são nulos.

O padre diz que o código canônico, lei maior da Igreja Católica, prevê a excomunhão, mas não se aplicaria à Fraternidade. Segundo ele, como não houve recusa ao pontífice romano, nem à comunhão com os católicos, não houve o cisma. “Sendo assim, já que não incorremos em censura alguma, as declarações de cisma e de excomunhão são inválidas, nulas. Vamos continuar as nossas atividades, conscientes de que todos os sacramentos que se administram em nossa capela são válidos e igualmente lícitos”.

O padre, inclusive, diz que manterá as atividades com os fiéis que frequentam a Capela de Santo Atanásio. “As pessoas pensam que somos cismáticos e excomungados, mas nós estamos tranquilos. A nossa vida segue normal. Teremos casamentos, confissões, missa todos os dias”.

Ele diz que os superiores da Fraternidade Pio X estão estudando alguma medida em relação à decisão do Vaticano. “Da nossa parte, não vamos recorrer porque não nos consideramos excomungados. Como eles (Vaticano) acham que sim, o diálogo se torna impossível”.

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‘Ato cismático’: a reação do Vaticano a ordenação não autorizada de bispos

A Fraternidade São Pio X ordenou por conta própria, nesta quarta-feira (1º), quatro novos bispos em uma cerimônia na Suíça, um ato “cismático”, segundo o Papa Leão XIV.

O cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano, expressou a jornalistas “a profunda dor” sentida na Igreja com as ordenações que, segundo ele, constituem “um ato cismático”, acompanhado de “sanções muito precisas”, como “a excomunhão” dos bispos da comunidade.

“Ignoro quando e como esta excomunhão se pronunciará, mas espero que, apesar do ocorrido hoje, o diálogo possa ser retomado e que se possa encontrar uma solução verdadeira”, acrescentou.

O Papa Leão XIV havia pedido que a Fraternidade renunciasse ao seu projeto.

“Suplico-lhes do fundo do coração: reconsiderem sua decisão!”, teria escrito o pontífice, destacando que, em caso de “ato cismático”, os sacramentos, como o casamento e a confissão, administrados pelos bispos não seriam reconhecidos pela Igreja católica.

Em uma cerimônia na cidade suíça de Écône, diante de milhares de fiéis de todo o mundo, a comunidade consagrou quatro bispos: dois franceses, um americano e um suíço.

O superior-geral da comunidade, padre Davide Pagliarani, afirmou em sua homilia que se tratava de um dia “histórico”.

“Deus me trouxe até aqui”

Luz Dussan, uma fiel colombiana de 57 anos, viajou dos Estados Unidos para acompanhar a cerimônia.

“Achei que nunca viveria isso na vida, mas veja só, Deus me trouxe até aqui”, declarou.

“Não importa o que os outros digam no mundo. Estou feliz com o que a fraternidade fez. Os quatro bispos realmente merecem isso, porque nossa comunidade está crescendo de verdade. A comunidade latina, sobretudo, está crescendo dentro da fraternidade”, acrescentou.

Ao seguir adiante com a ordenação sem a aprovação do pontífice, os dois bispos com que a comunidade contava e os quatro bispos consagrados na cerimônia ficam, na prática, excomungados da Igreja Católica Romana.

No entanto, no início da cerimônia, o secretário-geral da sociedade, Foucault Leroux, afirmou que eles consideravam “que todas as penas e censuras (…) são nulas e sem efeito”.

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Dia de São Pedro 2026: procissões, missas e shows celebram o padroeiro dos pescadores no Recife nesta segunda-feira

O Recife celebra o Dia de São Pedro nesta segunda-feira (29), com uma programação que mistura devoção e cultura popular, do amanhecer até a noite. Procissões terrestres e marítimas no Pina e em Brasília Teimosa reúnem pescadores e fiéis em homenagem ao apóstolo que foi, antes de tudo, um homem do mar.

À noite, o Pátio de São Pedro, no bairro de São José, encerra os festejos juninos da capital pernambucana com shows de nomes como Caju e Castanha e Siba.

Programação religiosa começa cedo no Pina

As celebrações têm início às 6h na Colônia de Pescadores do Pina, na Zona Sul do Recife, com uma alvorada festiva e um café da manhã solidário entre vizinhos. Às 7h, uma missa é celebrada no local, reunindo devotos e trabalhadores do mar. Na sequência, às 8h, a programação vai às ruas e às águas: uma procissão parte com os fiéis em cortejo ao padroeiro.

Também em Brasília Teimosa, comunidade de pescadores da Zona Sul, uma procissão sai às 8h da Capela de São Pedro, marcando a devoção de uma das comunidades mais ligadas ao ofício da pesca na capital.

Ao meio-dia, as comemorações chegam ao centro histórico: uma missa é realizada na Igreja de São Pedro dos Clérigos, no Pátio de São Pedro, bairro de São José.

Olinda

A agenda religiosa se estende ainda a Olinda, onde uma procissão marítima parte da Igrejinha de São José dos Pescadores em direção à Igreja de Santa Cruz, na Praia dos Milagres. O horário de saída, às 8h ou 9h, depende da maré, conforme a Arquidiocese de Olinda e Recife. Às 10h, dom Paulo Jackson, arcebispo de Olinda e Recife, celebra uma missa na mesma igreja.

Pátio de São Pedro

À tarde, o Pátio de São Pedro recebe as últimas atrações dos festejos juninos de 2026. A programação começa às 17h com o Boi Mimoso da Bomba do Hemetério, seguido do Coco de Mulheres (18h10), da dupla Caju e Castanha (19h20) e do músico Siba (20h40), com o DJ Vibra animando os intervalos.

Segundo a Prefeitura do Recife, o São João 2026, realizado com o tema “Nossa Raiz”, reúne mais de 150 atrações em oito polos distribuídos pela cidade, entre os dias 26 e 29 de junho.

Quem foi São Pedro

Nascido Simão, São Pedro foi um homem simples, pescador na Galileia, casado e com família. Ele trabalhava com redes no Mar da Galileia, na verdade, um lago de água doce formado pelo Rio Jordão, no norte de Israel, em sociedade com seu irmão André e com os apóstolos Tiago e João.

Enquanto pescava às margens daquele lago, recebeu um chamado que mudaria completamente sua vida. Jesus se aproximou de Simão e de seu irmão André, que lançavam a rede ao mar, e disse: “Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens”.

Pedro se tornou uma liderança entre os apóstolos, tendo sido escolhido por Jesus para edificar a Igreja, e é considerado o primeiro papa pela Igreja Católica. O 29 de junho marca o dia de seu martírio: condenado à crucificação em Roma, durante as perseguições do imperador Nero, foi crucificado de cabeça para baixo, entre os anos 64 e 67 da Era Cristã, segundo a tradição, por não se achar digno de morrer como Cristo.

São Pedro é considerado o padroeiro dos pescadores por ter exercido essa profissão durante sua vida. A classe se tornou devota do santo por sua proteção e intercessão. Além disso, São Pedro deixou de ser pescador de peixes e passou a ser pescador de pessoas para a Igreja. É essa identificação que, séculos depois, ainda leva homens e mulheres do mar a carregarem sua imagem em procissões pelas águas do Recife.

Bilionário e fundador da Igreja Universal; conheça Edir Macedo, dono de banco alvo da Polícia Federal

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O Banco Digimais, alvo de operação da Polícia Federal nesta terça-feira (23), pertence ao bispo Edir Macedo, de 81 anos. Fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono do Grupo Record de comunicação, tem patrimônio estimado de R$ 9,6 bilhões, segundo lista de bilionários da Forbes.

Macedo nasceu no Rio de Janeiro em 1945. Criado em família católica, tornou-se protestante aos 19. No início da vida adulta, trabalhou em órgãos públicos do estado natal. Criou, em 1975, a instituição Cruzada Religiosa do Caminho Eterno.

Dois anos depois, ao lado do cunhado Romildo Ribeiro Soares, conhecido como R. R. Soares, deu início à Universal. Em 1980, a parceria foi rompida e Soares fundou a Igreja Internacional da Graça de Deus.

Nos primeiros oito anos, a Universal chegou a 195 templos em 15 estados brasileiros, segundo a própria instituição. Quando Edir Macedo iniciou a compra da TV Record, em 1989, somava 571 espaços religiosos dentro e fora do Brasil. Hoje a igreja de Macedo está em 150 países, segundo a Universal, e prega o evangelho em 102 línguas.

O bispo adquiriu a TV Record por US$ 45 milhões em valores da época (cerca de R$ 620 milhões hoje). A rede de televisão pertencia antes ao grupo Sílvio Santos e à família Machado de Carvalho. Para garantir a operação, Macedo não participou das negociações.

Em 1992, o bispo foi preso em São Paulo sob acusação de charlatanismo. O Ministério Público de São Paulo alegava que o patrimônio de Macedo bispo seria proveniente, na maioria, da atividade à frente da Igreja Universal. A prisão durou 11 dias e terminou após pressão de fieis e artistas, e o caso foi arquivado.

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Por unanimidade, STF mantém decisão que anula doação de dinheiro e carro à Universal

Carta Capital

O Supremo Tribunal Federal rejeitou, por unanimidade, uma apelação da Igreja Universal de Reino de Deus contra uma decisão que ordena a devolução de dinheiro e bens doados por uma mulher. O julgamento ocorreu no plenário virtual e terminou na noite da última segunda-feira (15).

Em abril, o presidente da Corte, Edson Fachin, negou o recurso da IURD contra o acórdão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A Universal, então, protocolou o chamado agravo regimental para reverter a decisão do ministro. Fachin e os demais nove ministros, porém, votaram por manter a ordem original.

A Universal se insurgiu contra o julgamento de 2021 em que o TJ-SP determinou o pagamento de 50 mil reais a uma fiel a título de reparação. Mandou também devolver à mulher os valores correspondentes à doação, inclusive de um carro, o acórdão cita “mais de meio milhão de reais a título de doação, além de um veículo importado”.

O voto condutor naquele julgamento do TJ-SP partiu do relator Natan Zelinschi de Arruda, que chegou a mencionar “apologia da indústria da fé”. Disse ainda que a fiel foi induzida a erro, “inclusive com expressões como ‘fogueira santa’”, e que a IURD se aproveitou de “momentos adversos” da seguidora para obter vantagem indevida.

“Os danos morais se fazem presentes, pois houve efetivamente uma afronta à dignidade da pessoa humana da autora, ante o oportunismo da ré, ocasionando enorme angústia e profundo desgosto, além da ampliação da aflição psicológica”, aponta um trecho do acórdão.

Ao rechaçar em abril o pleito da IURD, Fachin argumentou que para alterar o entendimento do TJ-SP seria necessário reexaminar os fatos e as provas dos autos, algo incabível no âmbito de um recurso extraordinário. No agravo regimental, a Universal alegou que a Justiça paulista interveio em conteúdo litúrgico e dogmático, atribuindo um juízo de desvalor à pregação religiosa relacionada a oferta espiritual.

Por fim, no julgamento desta semana, Fachin afirmou que o agravo não apresenta novos elementos e que a decisão original tem de prevalecer.

Igreja Universal está em 151 países e supera embaixadas do Brasil

Poder360

Em maio de 2026, a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) inaugurou seu 1º templo na Dinamarca. Com a chegada ao país nórdico, a rede de templos brasileira agora atua em 151 países, superando o número de embaixadas brasileiras no exterior, que soma 132 postos diplomáticos.

Ao comparar os países em que a Universal afirma ter ao menos um templo e a lista de embaixadas brasileiras divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, há 19 nações e territórios em que a igreja está presente e o Brasil, não: Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta e Moldávia, na Europa; Burundi, Gâmbia, Lesoto, Malawi, Serra Leoa, Eswatini e Uganda, na África; Quirguistão, Macau e Taiwan, na Ásia; além de Curaçao, Guadalupe, Martinica e Guiana Francesa.

Universal X Itamaraty

A presença internacional da Igreja Universal segue uma lógica distinta da do Estado brasileiro. Enquanto as embaixadas são responsáveis por representar o país e manter relações diplomáticas com outras nações, a instituição expande sua atuação por meio de templos, lideranças locais, projetos sociais e iniciativas de comunicação.

As distribuições continentais de ambas também são diferentes. O Brasil prioriza suas representações diplomáticas na Ásia e na Europa. Já a Universal tem mais presença nas Américas, sobretudo no Caribe, e na África.

Na América Latina e no Caribe, a Universal consolidou sua expansão ao acompanhar fluxos migratórios brasileiros e ampliar a atuação para comunidades locais, segundo o sociólogo da religião Ari Pedro Oro, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O pesquisador afirma ainda que, apesar de não avançar em projetos partidários fora do Brasil, a Universal mantém influência política por meio da mídia e de ações sociais, o que amplia sua inserção nas comunidades locais.

“Isto não significa, porém, que esta igreja não tenha implicação e inserção social nos países em que se instala. Ela ocorre, por exemplo, pela sua presença na mídia e seu trabalho de assistência social”, disse Pedro Oro.

Crescimento e expansão da igreja

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Isenção para igrejas pode ter impacto de até R$ 50 bi e vai onerar até fiéis

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Folha de S.Paulo

A proposta que amplia a imunidade tributária para igrejas e organizações assistenciais e beneficentes vinculadas pode abrir um buraco de até R$ 50 bilhões na arrecadação de União, estados e municípios.

Especialistas na área tributária avaliam que a mudança deve ser alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja constatado que a medida representa um favorecimento do Estado que vai além da proteção ao funcionamento dessas entidades prevista na Constituição.

Outro problema levantado é o impacto sobre o restante da sociedade. A desoneração envolve os impostos e as contribuições sobre o consumo, que começam a mudar em 2027 devido à reforma tributária.

Pela regra do novo sistema, qualquer benefício fiscal precisa ser compensado pelos demais contribuintes. Na prática, é possível dizer que a igreja vai pagar menos tributos, mas seus fiéis estão entre aqueles que terão de bancar a diferença.

Na última quinta-feira (11), os ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento afirmaram que a ampliação da imunidade tributária de templos religiosos tem custo mínimo estimado em R$ 10 bilhões por ano somente na arrecadação federal.

O ministro Dario Durigan (Fazenda) afirmou também que a medida poderia elevar em um ponto percentual a alíquota dos tributos criados pela reforma. Nesse caso, a conta inclui também o impacto sobre estados e municípios.

O ministro não apresentou detalhes do cálculo, mas cada ponto percentual equivale, no caso dos novos tributos, a uma arrecadação próxima de R$ 50 bilhões divididos entre todas as esferas do governo, mais da metade desse valor é destinado ao caixa dos governadores.

A Câmara dos Deputados aprovou no final de maio a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 5/2023, que amplia a imunidade tributária para entidades religiosas. O projeto, de autoria do deputado Marcelo Crivella (Republicanos-RJ), ainda precisa ser analisado pelo Senado, antes de ser enviado para sanção ou veto da Presidência da República.

O texto estende a imunidade, hoje aplicada basicamente à renda e ao patrimônio, às aquisições de bens e serviços realizadas por essas instituições. Com isso, elas deixariam de pagar tributos sobre seu consumo.

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Bancos não terão atendimento presencial no feriado de Corpus Christi

As agências bancárias estarão fechadas nesta quinta-feira (04), feriado de Corpus Christi, informou a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O atendimento presencial ao público será normalizado na sexta-feira (05) nas localidades onde não haja feriado estadual ou municipal ou ponto facultativo.

De acordo com a Febraban, algumas salas de atendimento poderão estar disponíveis em algumas localidades, mas isso será definido a critério de cada instituição bancária.

As compensações bancárias não serão efetivadas durante o dia 4. Já o Pix continuará funcionando 24 horas por dia, inclusive nos feriados.

“Boletos de cobrança e contas de consumo (água, energia, telefone, entre outros) com vencimento em 4 de junho poderão ser pagos, sem acréscimo, no dia útil seguinte (5), nas localidades onde não há feriado ou ponto facultativo. O sábado não é considerado dia útil e, por essa razão, não há liquidação financeira”, informou a Febraban.

A federação alerta que, no caso de tributos e impostos que vençam nos dias em que não há compensação bancária, é necessário que o pagamento seja antecipado, para evitar a incidência de juros e multa.

A Febraban esclarece que a suspensão do atendimento presencial não impede o acesso dos clientes aos serviços bancários por meio dos canais digitais e das áreas de autoatendimento oferecidas pelas instituições.

Boletos bancários de clientes cadastrados como sacados eletrônicos podem ser pagos via Débito Direto Autorizado.

Pontificado de Leão XIV: um ano de moderação ofuscado pela crise com Trump

Eleito papa há um ano, Leão XIV viu o seu estilo, marcado pela moderação, ser ofuscado pelo confronto direto com o governo do seu compatriota Donald Trump, que colocou os seus apelos pacifistas na mira.

Desde a sua eleição em 8 de maio de 2025 à frente da Igreja Católica, o mundo aguardava com particular interesse para ver a relação de Robert Francis Prevost com seu país natal.

O que se desenhou foi um duelo entre o primeiro pontífice norte-americano da história e as ambições belicistas de Trump. Durante meses, esse poliglota da ordem de Santo Agostinho e ex-missionário no Peru, onde chegou inclusive a naturalizar-se, cultivou uma prudência sóbria tingida de discrição, em contraste com a espontaneidade de seu antecessor argentino, Francisco (2013-2025).

Dedicando-se a nomeações nos cargos-chave da Cúria Romana, Leão XIV impõe sua escuta metódica e suas prioridades sociais: combate à pobreza, perigos da inteligência artificial (IA), justiça ambiental e defesa da paz.

Partidário de uma governança mais transversal que associe estreitamente os cardeais, ele também delega nos assuntos mais delicados, permitindo que a hierarquia católica americana denuncie decisões do governo Trump, em particular sobre a política migratória e a violência policial.

Em novembro de 2025, os bispos norte-americanos publicaram uma carta sem precedentes, na qual denunciavam a “difamação” dos estrangeiros e os atentados contra a dignidade dos imigrantes.

Trata-se de uma estratégia assumida em Roma, destinada a manter um diálogo com Washington sem renunciar a uma resposta moral.

‘Pastor’

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Após ser criticado, papa diz que ‘não vai entrar em debate’ com Trump

Papa Leão XIV

Agência AFP

O papa Leão XIV afirmou nesta segunda-feira (13), que não tem “a intenção de entrar em um debate” com Donald Trump, em resposta às críticas do presidente dos Estados Unidos.

“Não sou um político, não tenho a intenção de entrar em um debate com ele, a mensagem continua sendo a mesma: promover a paz”, declarou o papa americano aos jornalistas a bordo do avião que o transportou à Argélia.

Ataque de Trump a Leão XIV

Trump declarou neste domingo (12), que não é um “grande fã” do papa Leão XIV, depois que o líder da Igreja Católica fez um apelo à paz. “Não sou um grande fã do papa Leão XIV. Ele é uma pessoa muito liberal e não acredita em deter o crime”, disse Trump à imprensa na Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland. O presidente americano acusou o pontífice de “brincar com um país que quer uma arma nuclear”.

No último sábado, o papa americano de 70 anos implorou publicamente aos governantes pelo fim da violência: “Basta de idolatria de si mesmo e do dinheiro! Basta de exibição de força! Basta de guerra!”.

Em uma de suas críticas mais contundentes aos conflitos que abalam o planeta, especialmente no Oriente Médio, Leão XIV declarou que é necessária fé “para enfrentar juntos, como humanidade e com humanidade, esta hora dramática da história”.

Pouco depois, Trump publicou uma longa mensagem em sua rede Truth Social, na qual acusou, sem fundamento, Leão XIV de apoiar o programa de armamento nuclear iraniano, de ter sido contrário à operação militar americana na Venezuela em janeiro e de se reunir com simpatizantes do ex-presidente democrata Barack Obama, entre outras coisas.

“O papa Leão é fraco no combate ao crime e péssimo em política externa. Ele fala sobre o ‘medo’ do governo Trump, mas não menciona o medo que a Igreja Católica e todas as outras organizações cristãs tiveram durante a Covid, quando estavam prendendo padres, pastores e todo mundo por realizar cultos, mesmo ao ar livre e mantendo distância de três a seis metros entre as pessoas. Eu gosto muito mais do irmão dele, Louis, do que dele, porque Louis é totalmente Maga [make America great again, seu slogan que significa ‘faça a América grande novamente]. Ele entende, e Leão não!”, começou o republicano.

“Eu não quero um papa que ache que tudo bem o Irã ter uma arma nuclear. Não quero um papa que ache terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela, um país que estava enviando enormes quantidades de drogas para os EUA e, pior ainda, esvaziando suas prisões, incluindo assassinos, traficantes e criminosos, para dentro do nosso país. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos por eu estar fazendo exatamente aquilo para o qual fui eleito, com uma vitória arrasadora: reduzir o crime a níveis recordes e criar o maior mercado de ações da história”, continuou.

Em seguida, Trump disse que o papa deveria ser grato por ter conseguido o mais alto posto da Igreja Católica: “Ele não estava em nenhuma lista para ser papa e só foi colocado lá pela Igreja porque era americano, e acharam que essa seria a melhor forma de lidar com o presidente Donald J. Trump. Se eu não estivesse na Casa Branca, Leão não estaria no Vaticano. Infelizmente, Leão é fraco no combate ao crime e fraco em relação a armas nucleares, e isso não me agrada. Também não me agrada o fato de ele se reunir com simpatizantes de Obama, como David Axelrod, um perdedor da esquerda, que é um daqueles que queriam que fiéis e membros do clero fossem presos”.

“Leão deveria se recompor como papa, usar o bom senso, parar de agradar a esquerda radical e focar em ser um grande papa, não um político. Isso está prejudicando muito ele e, mais importante, está prejudicando a Igreja Católica”, concluiu.

Ele incluiu na mensagem uma imagem gerada por inteligência artificial na qual aparece, com toga branca e vermelha, colocando a mão sobre a testa de um paciente em uma cama de hospital, cercado por pessoas em oração, e com a bandeira dos Estados Unidos ao fundo, além da Estátua da Liberdade, aviões de combate, águias e outras figuras no céu.

Como em outras ocasiões, Leão XIV não mencionou nenhum líder político, nem apontou nenhum país em particular.

Desde sua eleição em maio de 2025, Leão XIV, nascido em Chicago, adotou uma postura clara contra algumas decisões do governo Trump, mantendo ao mesmo tempo.

“Feliz é o cidadão americano, que votou num presidente para seu país, e elegeram o Dono do Mundo”.

Páscoa: o significado entre o feriado, a história e a fé

A Semana Santa traz consigo história e fé. A Páscoa, auge da celebração, é comemorada neste domingo (04) por todos os cristãos do mundo. Feriados muitas vezes carregam significados que vão muito além de um dia de folga no meio da rotina. Datas históricas, festivas e religiosas têm uma importância cultural que perpassa gerações. A Páscoa não é diferente. O período tem início na Quaresma, e segue com datas vivas no conhecimento popular, como o Domingo de Ramos, Semana Santa, e por fim, o Domingo de Páscoa.

A Sexta-Feira Santa relembra a morte de Jesus e o domingo de Páscoa carrega sentidos anteriores à história da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A celebração é considerada a mais importante do calendário Cristão. É o que conta o Monsenhor Luciano Brito, Vigário Geral da Arquidiocese de Olinda e Recife.

“É a grande solenidade de todo o ano litúrgico. Nela nós celebramos a vitória de Cristo sobre o pecado e sobre a morte. Por isso que a igreja anualmente faz celebra a Quaresma durante 5 semanas para adentrarmos na grande Semana Santa, que vai do Domingo de Ramos até o Sábado santo. Nós celebramos com toda fé e amor, os mistérios da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, detalha.

O termo “Páscoa” tem raízes no hebraico “Pesach”, que significa “passagem”. No cristianismo, a celebração está ligada à tradição judaica da Páscoa, que comemora a libertação do povo de Israel da escravidão no Egito, conforme descrito no livro do Êxodo, no Antigo Testamento da Bíblia.

“A Páscoa faz o povo judeu relembrar a passagem no Egito Antigo, a passagem pelo Mar Vermelho e a libertação da escravidão. Os símbolos da Páscoa naquele período eram tanto o pão como o cordeiro. Hoje existe a tradição de comer peixe na Páscoa, mas originalmente era um cordeiro que era oferecido em sacrifício, em gratidão a Deus. A festa girava em torno da nova vida, do renascimento do povo”, explica o historiador Will Lopes.

Libertação

O sentido mais conhecido da Páscoa vem com a história de Jesus Cristo, acrescenta o pesquisador.

“Jesus morreu, foi crucificado justamente no período de Páscoa. A última ceia dele foi de Páscoa. Os judeus libertam um prisioneiro como uma tradição de Páscoa, escolheram Barrabás e decidiram crucificar Jesus. Ele simbolicamente representa o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. É uma analogia ao cordeiro que foi sacrificado no Antigo Testamento, naquele contexto do povo judeu escravo no Egito. O sangue de um cordeiro sacrificado era passado nos umbrais da porta para que o anjo da morte passasse não levasse os primogênitos dos judeus no Egito. Aí a palavra ‘passagem’ ganha um significado diferente: da morte para vida, porque ao terceiro dia Jesus ressuscita”, adiciona o historiador sobre os símbolos que marcam esse período.

Além do significado religioso, a festividade também é uma ocasião de celebração cultural, com tradições que variam de acordo com as regiões do mundo e incluem atividades como a realização de missas especiais, a decoração de ovos, a preparação de refeições tradicionais e a troca de presentes.

“Os europeus que trouxeram o cristianismo par ao Brasil e dentro da liturgia cristã está a festividade da Páscoa. Essa festividade foi crescendo dentro do território também pelo forte apelo comercial, principalmente da indústria de chocolates. O chocolate originalmente não fazia parte da Páscoa. Ele começa aparecer dentro por volta do século XIX na Europa no Reino Unido, depois chega em outros países como o Brasil”, ilustra Will.

Por fim, o historiador reforça a força da tradição da data na sociedade e entre as famílias.

“A Páscoa nos faz refletir sobre as nossas próprias renovações, sobre esperança, um futuro melhor. É uma festividade que estimula um momento em família, algo que pode ser raro hoje em dia, trazendo essa questão do tradicional almoço de domingo, independente de ser peixe ou carne, mas sim reunindo a família e celebrando a renovação da esperança e dos laços. Ela acaba também cumprindo com esse papel social e espiritual”, finaliza.

Homenagem a Dom Helder Câmara acontece no próximo domingo, em Recife

Dom Helder Camara

Da Assessoria

Bispo católico, arcebispo emérito de Olinda e Recife e indicado em quatro ocasiões ao Prêmio Nobel da Paz, Dom Helder Câmara celebraria 117 anos de vida, no próximo sábado (07), caso ainda fosse vivo. Como forma de homenagem ao defensor dos direitos humanos, neste domingo (08), o Instituto Dom Helder Câmara (IDHeC) irá promover uma série de ações a partir das 10h, na Igreja das Fronteiras, no bairro da Boa Vista, área central do Recife.

A programação terá início com as apresentações do maestro Eugene Lamy e da cantora Bella Schneider, que irá executar algumas músicas de seu repertório.

A segunda parte dará sequência às homenagens iniciadas no ano passado, voltadas aos colaboradores que caminharam com Dom Helder e o ajudaram a realizar seus projetos e sonhos. Neste ano, os homenageados serão Dorany Sampaio e Edvaldo Telles.

A partir das 11h, o arcebispo Dom Paulo Jackson dá início à Celebração Eucarística, concelebrada pelo capelão das Fronteiras, o padre Fábio Potiguar, além de outros sacerdotes e diáconos.

Para finalizar as comemorações, o Bloco Lírico de Cordas e Retalhos entra em ação. A agremiação nasceu em 1998 com a proposta artística de preservação e renovação da manifestação cultural dos blocos carnavalescos mistos, com repertório formado pelo gênero musical frevo-de-bloco.

Serviço:

Celebração dos 117 anos do Nascimento de Dom Helder

  • Domingo (08), às 10h
  • Local: Igreja das Fronteiras, Rua Henrique Dias, S/N, Boa Vista
  • Informações (81) 98236-3010 (WhatsApp) e @domheldercamaraidhecoficial (Instagram)

Bispo que atenderá Bolsonaro na Papudinha já apoiou Dilma e Messias e articula pela direita

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Folha de S.Paulo

Em 2013, o bispo Robson Rodovalho, disse à Folha que seria “muito natural” ter um presidente evangélico à frente do Brasil um dia. “Ainda acho totalmente”, diz agora. Enquanto esse tempo não chega, sua oração estará voltada ao católico Jair Bolsonaro (PL), afirma o líder da igreja Sara Nossa Terra. Rodovalho foi liberado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, para dar “assistência religiosa” ao ex-mandatário encarcerado num batalhão da Polícia Militar conhecido como Papudinha.

Rodovalho e Bolsonaro são aliados antigos. Conheceram-se quando o bispo exerceu seu único mandato parlamentar, como deputado pelo DEM (partido incorporado à União Brasil), de 2007 a 2011. “Criamos a Frente da Família, e ele participava. A partir dali, foi [uma relação] sempre muito próxima”.

Nada que o impedisse de apoiar Dilma Rousseff na época. Na entrevista que deu ao jornal 12 anos atrás, Rodovalho contou que endossou a eleição da petista “porque o país foi dirigido pela direita a vida inteira”, e achava por bem dar uma chance à esquerda.

Hoje já pensa diferente. “Naquele pleito, a Dilma se comprometeu em preservar os valores e princípios cristãos”.

O cenário mudou um bocado de lá pra cá. Se antes via “pragmatismo” num governo de esquerda, o bispo diz que essa relação “azedou” na última década.

Marchou em 2018 e 2022 com Bolsonaro, o amigo casado com a evangélica Michelle e pai de filhos crentes. Tem trânsito em Brasília, onde mora.

A passagem pela Câmara ajudou na proximidade com o poder. Na época, ele apresentou projetos solicitando da criação do Dia do Bombeiro à proibição do uso de documentos psicografados como prova judicial.

Fora do cargo, consolidou-se como um dos articuladores evangélicos no jogo político.

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A mensagem de Ano Novo da CNBB: críticas ao Congresso e aos juros altos

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou sua tradicional mensagem de Ano Novo com um tom que articula fé, crítica social e posicionamento institucional. Sob o apelo para que a sociedade se reconheça como “peregrinos de esperança”, o texto expressa preocupação com rumos tomados pelo País em 2025, especialmente no campo político, ético e econômico, e direciona críticas diretas ao Congresso Nacional e ao peso dos juros da dívida pública.

A mensagem é apresentada como fruto do espírito do Natal e do encerramento do Ano Jubilar nas dioceses. Nesse contexto, a CNBB afirma que a esperança cristã não é passiva, mas exige compromisso com a justiça, a dignidade humana e o bem comum.

A conferência aponta a “perda de decoro” e a “falta de responsabilidade” de autoridades públicas, além do enfraquecimento de marcos legais considerados essenciais. Entre os exemplos mencionados estão mudanças na Lei da Ficha Limpa, a aprovação do Marco Temporal e alterações na legislação ambiental que, segundo os bispos, representam ameaças à proteção do meio ambiente e aprofundam tensões sociais.

Outro ponto de destaque é o endividamento público. A CNBB critica o pagamento “exorbitante” de juros e amortizações da dívida, afirmando que esse modelo compromete a capacidade do Estado de investir em áreas fundamentais como educação, saúde, moradia e segurança. Para os bispos, a centralidade dada ao serviço da dívida agrava desigualdades e limita políticas voltadas à promoção da justiça social.

Apesar das críticas, o texto também reconhece avanços registrados ao longo do ano. A CNBB destaca melhorias na área da saúde, como o aumento do número de médicos por habitante e o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. No campo econômico, menciona a queda do desemprego, a estabilidade da inflação, o crescimento do PIB e a expansão do cooperativismo. A realização da COP30, em Belém, e o protagonismo do Brasil em energias renováveis também são apontados como sinais positivos.

Ainda assim, o documento mantém um tom de alerta ao tratar da persistência da desigualdade social, do aumento da violência (incluindo feminicídios e crimes motivados por intolerância) e da disseminação de discursos de ódio e radicalismos ideológicos. Para a CNBB, tais práticas ferem a dignidade humana e obscurecem a vocação democrática do Brasil.