Entenda riscos de bactéria encontrada em lote de água Crystal contaminada

O lote de Água Mineral Crystal que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou recolher, nesta quarta-feira (03), após autoridades sanitárias do Distrito Federal detectarem a presença da bactéria “Pseudomonas aeruginosa”.

A agência determinou o recolhimento voluntário do lote LZ1 VAL200127 3 P 200126. A bactéria é a mesma presente em produtos da marca Ypê, que teve a venda e o uso proibidos em abril após a agência identificar um risco biológico.

São 374,4 mil garrafas de 500 ml que estariam contaminadas. Elas foram distribuídas no Distrito Federal, Goiás, Tocantins e São Paulo.

Entenda os riscos da bactéria encontrada na Água Mineral Crystal

A bactéria Pseudomonas aeruginosa pode ser encontrada no solo, na água e em ambientes úmidos, como pias, sanitários, piscinas mal tratadas e superfícies, segundo informações do Manual MSD.

Em indivíduos saudáveis, ela pode estar presente sem apresentar sintomas. O grupo de maior risco são os portadores de diabetes, fibrose cística, quem tem baixa imunidade ou que utilizam medicamentos imunossupressores.

Outro motivo de atenção é que algumas cepas do agente biológico são mais resistentes ao tratamento com antibióticos.

As infecções provocadas pela Pseudomonas aeruginosa podem atingir válvulas cardíacas, correntes sanguíneas, ouvidos, pulmões, olhos, ossos, articulações e trato urinário. Quando atinge a corrente sanguínea, pode haver risco de choque infeccioso. Se não tratada corretamente, a infecção pode causar a morte.

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Reajuste médio de remédios foi menor que inflação em 14 anos desde 2005

O reajuste médio no preço dos remédios foi menor que a inflação em 14 dos últimos 22 anos, desde 2005. Só em cinco anos foi acima da taxa anualizada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), sendo quatro anos durante o governo Jair Bolsonaro (PL).

Os dados são da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em 2026, o reajuste médio no preço dos medicamentos será de 2,47%, abaixo da inflação anualizada, de 3,81%.

O percentual deste ano foi divulgado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) nesta terça-feira (31).

Pela legislação brasileira, a CMED deve publicar anualmente uma resolução com o índice máximo de reajuste no preço de medicamentos. A medida visa a proteger os consumidores de aumentos abusivos e, ao mesmo tempo, compensar eventuais perdas do setor farmacêutico.

Níveis de reajuste

A CMED define três níveis máximos de reajustes aplicáveis a diferentes grupos de medicamentos. Variam de 1,13% a 3,81% em 2026, conforme a competitividade de cada categoria de medicamento.

  • Nível 1: 3,81% para medicamentos com concorrência;
  • Nível 2: 2,47% para medicamentos de média concorrência;
  • Nível 3: 1,13% para medicamentos de pouca ou nenhuma concorrência.

O reajuste máximo (nível 1) será equivalente à inflação acumulada em 12 meses até fevereiro.

Os aumentos não são automáticos. Na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, a depender das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas.

fitoterápicos e homeopáticos

Algumas categorias de medicamentos não seguem essa lógica de reajuste anual. É o caso dos fitoterápicos, dos medicamentos homeopáticos e de determinados medicamentos isentos de prescrição que apresentam alta concorrência no mercado. Esses produtos possuem regras específicas dentro do sistema de regulação de preços.

Remédios podem sofrer reajuste de até 3,81% a partir desta terça-feira

O preço dos medicamentos no País podem sofrer aumento de até 3,81%, a partir desta terça-feira (31), segundo resolução publicada pelo governo federal no Diário Oficial da União. A regulação dos preços é feita uma vez por ano.

O ajuste foi determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos, responsável pela regulação econômica do mercado de medicamentos no Brasil. A resolução estabeleceu três níveis de reajuste, que variam de acordo com características do mercado de cada medicamento, como concorrência e participação de genéricos.

São eles:

  • Nível 1: até 3,81%
  • Nível 2: até 2,47%
  • Nível 3: até 1,13%

Geralmente, remédios com muitos fabricantes, os genéricos, especialmente, tendem a ficar nas faixas com maior teto de aumento, enquanto produtos com pouca concorrência entram nos níveis mais baixos.

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esclareceu que os aumentos não são automáticos e que, na prática, fabricantes e farmácias podem aplicar reajustes inferiores ou até manter os preços atuais, dependendo das condições do setor e do nível de concorrência entre as empresas.

A agência destacou, ainda, que a regulação econômica dos medicamentos garante a proteção do consumidor e, ao mesmo tempo, busca a sustentabilidade do setor para a continuidade do fornecimento de medicamentos no país.

Segundo o governo federal, o reajuste médio ficará em até 2,47%, o menor dos últimos 20 anos e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de 3,81%.

Prefeitura do Recife prepara orla da cidade com desratização na próxima segunda-feira

Na próxima segunda-feira (16), a partir das 18h, a Secretaria de Saúde do Recife irá realizar a primeira ação de desratização do ano nas praias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa, todas na Zona Sul da capital. Ao todo, 30 profissionais da Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde do município farão a colocação de cerca de 30 kg de raticida em pó e parafinado nos 12 km da orla para diminuir a infestação de roedores.

A desratização ocorre no horário da noite por ser um período com menor movimento na orla e também porque os ratos possuem hábitos noturnos, aumentando a eficácia das iscas. As atividades ocorrem a cada quatro meses. “Por ser uma época em que a circulação de pessoas aumenta nas praias, essa ação visa proteger a saúde da população, a partir da identificação, eliminação e a redução das situações ou dos fatores de risco associados à ocorrência de doenças e agravos que são provocados pelos roedores”, reforça a gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Vânia Nunes.

Durante as atividades, os Agentes de Saúde Ambiental e Controle de Endemias (Asaces) também realizam o trabalho de sensibilização e conscientização da população e dos trabalhadores que atuam no local quanto às medidas sanitárias importantes para manutenção do ambiente limpo e livre desses animais. Entre as orientações passadas pelos profissionais estão: a forma correta de acondicionamento do lixo gerado pelas barracas da orla; evitar deixar restos de alimentos nos bancos ou calçadas; e não fazer o descarte de objetos sem uso que possam servir de abrigo para os ratos.