Cigarro eletrônico: Fiocruz lança campanha sobre os riscos do produto

Campanha com informativos e também um abaixo-assinado

O Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP/Fiocruz) lançou, nesta semana, uma campanha sobre os riscos do uso e da liberação dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) no Brasil.

Além de materiais informativos, divulgados nas redes sociais, a iniciativa conta também com um abaixo-assinado online, cujo intuito é que a sociedade civil se manifeste contra a autorização desse tipo de material no mercado interno pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Também conhecidos como cigarros eletrônicos, vaper, pod, e-cigarette, entre outros, eles têm a comercialização, importação e propaganda proibida no Brasil desde agosto de 2009, por resolução da Anvisa. Apesar disso, cerca de 2 milhões de brasileiros fazem uso dos cigarros eletrônicos, segundo estimativas da BAT Brasil (antiga Souza Cruz), a maior empresa de tabaco do país.

Segundo Silvana Rubano Turci, pesquisadora da Fiocruz, nos últimos anos, a indústria do tabaco tem pressionado a Anvisa para a liberação dos DEFs no país. A agência iniciou, em 2019, um processo regulatório para a discussão e atualização de informações técnicas sobre o tema dos cigarros eletrônicos, e agora está na fase final de elaboração do relatório de Análise de Impacto Regulatório (AIR) desses dispositivos. A decisão final cabe à Diretoria Colegiada, que decidirá sobre o assunto em votação.

A justificativa apresentada pela indústria do tabaco é de que os produtos oferecem menos prejuízos à saúde dos usuários, e funcionam como uma alternativa aos cigarros tradicionais.

O argumento, no entanto, é rebatido pelo Centro de Estudos sobre Tabaco e Saúde e por pesquisadores internacionais. Turci destaca que os cigarros eletrônicos também são produtos de alto risco e causam dependência.

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Salmonela: cerca de 150 casos relacionados ao chocolate Kinder são identificados em nove países

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Cerca de 150 casos de salmonela foram detectados em nove países europeus, informaram nesta terça-feira duas agências europeias, que responsabilizaram “uma fábrica belga”, dias depois do fechamento de uma linha de produção do chocolate Kinder (Ferrero) na Bélgica.

“Até 8 de abril de 2022, 150 casos confirmados e prováveis de salmonelose foram registrados”, informaram a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) e o Centro Europeu para a Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) em nota.

As duas agências “identificaram produtos feitos com chocolate por uma empresa em sua linha de produção na Bélgica como origem do foco de salmonelose”, afirmaram, sem mencionar o grupo italiano.

A maioria das infecções ocorreu em crianças menores de 10 anos em nove países europeus: Espanha, França, Alemanha, Bélgica, Irlanda, Luxemburgo, Noruega, Holanda e Suécia.

A salmonela é um tipo de bactéria que pode causar sintomas como diarreia, febre e cãibras estomacais. É uma das infecções de transmissão por alimentos mais comuns.

A justiça belga abriu uma investigação na segunda-feira para apurar possíveis responsabilidades após os casos detectados em produtos da fábrica Kinder na Bélgica, anunciou o Ministério Público de Luxemburgo (Sul).

Retorno a 2013: após 9 anos, Recife volta a ter alto risco de infestação do mosquito da dengue, chikungunya e zika

MARCOS PASTICH/PCR

Por Cinthya Leite/JC

O mais recente ciclo do Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa) do Recife traz um índice de 3,4%, que representa um risco alto de surto para dengue, zika e chikungunya. Isso significa que 3,4% dos imóveis da cidade estão com focos do mosquito Aedes aegypti, que transmite as arboviroses.

A última vez que esse índice havia sido registrado foi em 2013, um ano antes de a transmissão da chikungunya ter sido confirmada em território nacional.

O Mapa da Dengue, como é chamado o LIRAa, é um instrumento fundamental para o controle do mosquito Aedes aegypti, que transmite dengue, chikungunya e zika. Com base nas informações coletadas no LIRAa, o município pode identificar os bairros onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito, bem como o tipo de depósito (criadouros) onde as larvas foram encontradas.

O objetivo é que, com a realização do levantamento, os municípios tenham melhores condições de fazer o planejamento das ações de combate e controle do mosquito Aedes aegypti, em especial nas áreas de maior risco e em alerta. Entre essas localidades no Recife, estão os bairros Cohab, Várzea, Ibura e Jordão, que estão acima da média da capital, com risco muito alto de infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa igual ou maior que 4,0%).

A pedido do JC, a Secretaria de Saúde do Recife (Sesau) comentou sobre o último LIRAa, que apresentou resultado geral de 3,4% (risco alto). “O número pode ser explicado pelas chuvas noturnas desde o início do mês de março, a alta umidade e as altas temperaturas, que favorecem o encurtamento do ciclo do mosquitos Aedes”.

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Mais de 18 milhões ainda não tomaram segunda dose contra Covid

Pfizer

Dados do Ministério da Saúde mostram que 18,1 milhões de brasileiros não compareceram para tomar a segunda dose da vacina contra Covid. De acordo com a pasta, essas pessoas já atingiram o intervalo máximo entre as doses, que é de cinco meses para os imunizantes da Pfizer e AstraZeneca e 21 dias para a Coronavac. No estado de São Paulo, o intervalo entre as doses da Pfizer é de oito semanas (cerca de dois meses).

Caso o intervalo entre as doses tivesse sido cumprido, o Brasil já teria mais de 88% do público-alvo com pelo menos duas doses das vacinas ou a dose única.

O esquema inicial primário de vacinação contra Covid, composto de duas doses das vacinas da Pfizer, AstraZeneca e Coronavac e uma dose única da Janssen, ainda é recomendado para garantir a segurança e eficácia dos imunizantes, atingindo assim a proteção encontrada nos estudos científicos das vacinas.

Com a chegada da ômicron, mais transmissível e com potencial de escapar parcialmente da ação protetora das vacinas, os especialistas passaram a recomendar, porém, uma terceira dose para aumentar a proteção, especialmente contra infecção.

A proteção conferida por duas doses das vacinas continua eficaz contra hospitalização e óbito, mas mesmo assim é recomendada uma dose adicional.

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Em Pernambuco mais de um milhão de idosos foram imunizados com a terceira dose da vacina contra a Covid-19

Pernambuco ultrapassou, nesta quinta-feira (07), a marca de 1 milhão de idosos vacinados com a terceira dose contra a Covid-19. Agora, o estado registra 1.001.690 pessoas na faixa etária com idade a partir dos 60 anos, que é considerado um dos principais grupos de risco para agravamento e óbito pela doença. Apesar do número, o último levantamento divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que mais de 200 mil idosos estão com a terceira dose da vacina em atraso.

“As doses de reforço são essenciais para alavancar a proteção garantida pelas vacinas, principalmente entre os idosos. Sabemos que o envelhecimento impacta diretamente no funcionamento do sistema imunológico, deixando o organismo mais suscetível a infecções e reduzindo a reposta vacinal. Por isso continuamos mobilizando todos os nossos esforços para aumentar as taxas de cobertura nesse público. A proteção mais robusta é fundamental para prevenir óbitos”, afirmou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

O gestor relembrou, ainda, que os idosos que tomaram a terceira dose da vacina há mais de quatro meses já podem receber a quarta dose dos imunizantes para aumentar a proteção contra o vírus.

“Os idosos e seus familiares e cuidadores devem ficar atentos ao período oportuno de aplicação da segunda dose de reforço. Oportunizando a proteção no tempo adequado, evitaremos bolsões de pessoas com esquemas incompletos e vulneráveis à doença”, finaliza Longo.

Campanha Nacional de Vacinação

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Pernambuco inicia campanhas de vacinação contra gripe e sarampo; veja os grupos prioritários

IKAMAHÃ/SECRETARIA DE SAÚDE DO RECIFE

Começam, nesta segunda-feira (04), as campanhas nacionais de vacinação contra influenza, ou gripe, e sarampo. Em Pernambuco, a meta é imunizar pelo menos 95% dos grupos elegíveis para sarampo (população-alvo de 862.895 pessoas) e 90% para gripe (população-alvo de 3.366.854 pessoas). Ambas seguem até 3 de junho, com o Dia D de mobilização social marcado para o dia 30 de abril.

Para as duas campanhas, haverá grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde (MS). As mobilizações ocorrem em duas etapas, com datas de início e término para aplicação das vacinas.

No Recife, os imunizantes estarão disponíveis nas mais de 150 salas de vacina, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Campanha contra gripe

Nesta primeira etapa da campanha contra gripe, entre 4 de abril e 2 de maio, serão contemplados idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores da saúde. Já na segunda fase, de 2 de maio a 3 de junho, poderão receber a vacina crianças de 6 meses a 4 anos, gestantes, puérperas, professores do ensino básico e superior, pessoas com comorbidades e pessoas com deficiência permanente.

Também serão contemplados, na segunda fase contra influenza, caminhoneiros, trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso, trabalhadores portuários, profissionais das forças de segurança e salvamento e das forças armadas, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas. No total, são mais de 480 mil pessoas incluídas na capital pernambucana.

É importante destacar que a vacina não protege contra a infecção pelo coronavírus, mas sim contra as três cepas da influenza: H1N1, H3N2, incluindo a cepa Darwin, e tipo B. A formulação é constantemente atualizada para que a dose seja efetiva na proteção contra as novas cepas do vírus.

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Pernambuco confirma primeiro caso de subvariante BA.2 da ômicron; paciente foi a óbito

LIONEL BONAVENTURE / AFP

Pernambuco confirmou o primeiro caso da subvariante BA.2 da ômicron, linhagem do coronavírus predominante no Estado. A amostra positiva foi detectada no último sequenciamento genético feito pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM), unidade da Fiocruz em Pernambuco. O resultado foi entregue nesta quinta-feira (31) à Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Segundo o levantamento, dos 54 genomas analisados, todos (100%) foram identificados como da linhagem ômicron (BA.1; BA.1.1; BA.2). As coletas foram realizadas entre o início de fevereiro e a primeira quinzena de março.

O registro positivo para a sublinhagem BA.2, identificada pela primeira vez no Estado, é de uma paciente do sexo feminino de 82 anos, que teve a amostra coletada no dia 4 de fevereiro. Ela foi a óbito.

A idosa tinha várias comorbidades (doença de Alzheimer, hipertensão, diabetes e doença de Parkinson) e apresentou os primeiros sintomas no dia 28 de janeiro. Ela buscou atendimento na atenção básica do Recife, onde morava, no dia 2 de fevereiro.

Considerada do grupo de risco para complicações decorrentes da covid-19, a paciente apresentou piora no quadro e foi transferida para o Hospital Maria Lucinda, no bairro do Parnamirim, Zona Norte do Recife. Ela faleceu no dia 20 de fevereiro. A mulher estava com o esquema vacinal contra a covid-19 completo.

“A BA.2 já circula em diversos estados brasileiros, o que aumentava ainda mais a possibilidade de circulação desta sublinhagem em território pernambucano. Por isso, continuávamos atentos à vigilância genômica do novo coronavírus no Estado, analisando periodicamente amostras de diversos períodos, o que possibilitou que identificássemos a subvariante no nosso sequenciamento genético mais recente”, diz o secretário Estadual de Saúde, André Longo.

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DENGUE: 31% dos brasileiros acreditam que a doença deixou de existir durante a pandemia, mas Ministério da Saúde aponta aumento do número de casos em 2022

Mosquito da dengue. Foto: Banco de Imagens do Governo Federal

Brasil61

Levantamento aponta que 31% dos brasileiros acreditam que a dengue deixou de existir durante a pandemia. Apesar de 53% avaliarem que há risco de contágio, 22% deles afirmam que o risco diminuiu. Entre as razões, 28% dizem não ter ouvido mais falar em dengue. As informações são de uma pesquisa realizada pelo Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria), a pedido da biofarmacêutica Takeda, com coordenação científica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Entretanto, o Ministério da Saúde aponta um aumento no número de casos de dengue em 2022. De acordo com o último Boletim Epidemiológico da pasta, até a semana epidemiológica 10, ocorreram 161.605 casos prováveis de dengue, um aumento de 43,9% em comparação com o mesmo período do ano passado.

De acordo com a infectologista da SBI Melissa Falcão, “o grande impacto das medidas de isolamento social e o medo gerado na população pela divulgação massiva do número diário de casos e mortes pela Covid-19 fizeram com que outras doenças perdessem a importância para a população. Fato que ocorreu não apenas para as arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, mas também para doenças crônicas, como hipertensão e diabetes”.

A epidemiologista da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sara de Souza Oliveira afirma que os brasileiros convivem há muito tempo com a dengue, o que pode diminuir sua preocupação.

“As pessoas tendem a diminuir a preocupação que têm, justamente por observarem outras doenças surgindo, mais desconhecidas até então, e se sentirem mais ameaçadas por elas. Então, isso pode explicar a despreocupação do brasileiro neste momento atual com a dengue. Ele vive há muito tempo com ela e acha que o pior já passou”.

Melissa Falcão afirma que o aumento do número de casos de dengue em 2022 se deve a uma conjunção de fatores, entre eles a própria redução dos casos de Covid-19.

“Os fatores que podem também ter influenciado esse aumento das notificações  foram a amenização da pandemia e a redução dos atendimentos nas unidades de saúde que fez com que os profissionais voltassem a dar mais atenção ao diagnóstico diferencial entre as doenças febris agudas, voltando a atenção para o diagnóstico de outros agravos à saúde”.

Outra razão para o aumento de casos, segundo a infectologista, é a despreocupação da população em relação à proteção contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

Informação sobre a dengue

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País tem uma das mais baixas coberturas vacinais dos últimos 20 anos e pode viver retorno de doenças erradicadas

Criança recebe dose de vacina contra pólio e sarampo no Rio de Janeiro Foto: -Márcio Alves / Agência O Globo/18-08-2018

O Globo

O país que tem hoje 73,6% da população com esquema vacinal completo contra a Covid-19 (duas doses ou dose única) — e já fala até em quarta dose para fazer frente à pandemia — andou para trás no combate a outras doenças. A população brasileira tem uma das mais baixas coberturas vacinais dos últimos 20 anos contra enfermidades graves, que afetam especialmente crianças e adolescentes.

Depois de ter atingido sua melhor marca em 2015, com uma média de 95,1% de pessoas completamente imunizadas dentro do público-alvo de cada vacina do Programa Nacional de Imunizações (PNI), a média da cobertura ficou em 60,8% no ano passado.

O levantamento foi feito pela pesquisadora de políticas públicas Marina Bozzetto, da Universidade de São Paulo (USP), a pedido do jornal O Globo, com base em dados do Ministério da Saúde. De 2018 para cá, os índices estão em queda, e pioraram durante a pandemia. Sem a proteção historicamente conferida pelas vacinas, o Brasil pode viver novos surtos e o ressurgimento de várias doenças que haviam ficado para trás.

Os três imunizantes que tiveram menor cobertura em 2021 foram as vacinas de poliomielite ou paralisia infantil (52,% de cobertura), a segunda dose de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola, com 50,1%) e tetra viral (tríplice viral mais proteção contra varicela, ou catapora, com 5,7%). Para efeitos de comparação, a cobertura contra a pólio em 2012 era de 96,5%, e a doença era considerada erradicada no Brasil.

— Temos níveis preocupantes para todas as vacinas do calendário. Já havia uma queda antes da pandemia, que agora se acentuou, diz o pediatra Renato Kfouri, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

No caso da BCG, por exemplo, que previne contra a tuberculose, apenas 44% dos municípios tiveram cobertura adequada de imunização.

— Já fomos modelo para o mundo, e veja, até o sarampo retornou. É muito importante intensificar a comunicação e resgatar as pessoas que não foram vacinadas, diz o infectologista Julio Croda, pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS).

Números discrepantes

Os dados levantados pela pesquisadora da USP expõem a discrepância entre os próprios municípios na imunização. Enquanto a média nacional de cobertura vacinal ficou em 60,8% em 2021, os dez municípios brasileiros com taxa mais baixa têm menos de 7,5% de suas populações completamente vacinadas dentro do público-alvo de cada imunizante do calendário.

São municípios de Norte a Sul do país: Rio Bonito, Trajano de Moraes e Belford Roxo, no Rio de Janeiro; Crisólita, em Minas Gerais; Murici dos Portelas, no Piauí; Curuá, no Pará; Jucuruçu, na Bahia; Capão da Canoa, Taquara e Santiago, no Rio Grande do Sul.

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Saúde deve indicar 4ª dose da vacina contra Covid para maiores de 80 anos ainda nesta semana

O Ministério da Saúde já recomenda a aplicação de quarta dose da vacina da covid-19 em pessoas imunocomprometidas acima de 12 anos — Foto: Aílton de Freitas/Agência O Globo

O Ministério da Saúde deve recomendar a quarta dose da vacina contra a Covid-19 para idosos com 80 anos ou mais ainda nesta semana. Alguns Estados já estão adotando por conta própria a nova dose adicional.

A quarta dose já vinha sendo estudada pela Pasta. Em fevereiro, entretanto, a Saúde não recomendou a quarta dose por entender que ainda não havia dados científicos que comprovassem a sua necessidade.

Segundo pessoas que acompanham as discussões, falta ainda a análise de um estudo sobre o tema.

O Ministério da Saúde já recomenda a aplicação de quarta dose da vacina da covid-19 em pessoas imunocomprometidas acima de 12 anos. Estão entre esse público, por exemplo, quem está passando por quimioterapia contra o câncer, fez algum tipo de transplante de órgão ou de células tronco, vive com HIV/AIDS ou faz hemodiálise.

Em nota, o ministério orientou que o esquema primário de vacinação desse grupo deve ser feito com três doses – primeira, segunda e a dose adicional – com intervalo de oito semanas entre elas. A quarta dose deve ser feita quatro meses depois.

“Após a conclusão desse esquema, é recomendada ainda uma dose de reforço quatro meses após a terceira dose (ou dose adicional). Essa orientação já vale para a população adulta, com mais de 18 anos, com alto grau de imunossupressão”, disse o ministério.

Mesmo que a Saúde ainda não tenha recomendado a quarta dose, alguns Estados já começaram essa aplicação. Os Estados e municípios não são obrigados a seguirem as recomendações do governo federal e podem elaborar regras próprias para o combate à pandemia, como reforçou o STF (Supremo Tribunal Federal) em decisão de 2020.

Em São Paulo a aplicação teve início nesta segunda-feira (21) em idosos acima de 80 anos. Só poderão receber a quarta dose aqueles que há, pelo menos, quatro meses tomaram a terceira dose.

Nessa nova etapa, em São Paulo, o público alvo receberá qualquer um dos quatro imunizantes aprovados pela Anvisa: AstraZeneca, Coronavac, Janssen ou Pfizer.

No Espírito Santo, a aplicação da quarta dose da vacina contra a covid-19 também começou nesta segunda. Ela é recomendada para pessoas com 60 anos ou mais.

Na Europa nos EUA

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Pré-natal adequado no SUS tem metas descumpridas em 65% dos municípios

Mulheres sentadas em cadeiras lado a lado em um corredor. Seus rostos não aparecem, apenas do queixo para baixo.

Folha de S.Paulo

Quase dois terços dos municípios brasileiros (65%) não cumpriram a meta de pré-natal adequado no SUS, que, entre outras coisas, prevê que ao menos 60% das gestantes façam seis consultas, sendo a primeira até a 20ª semana de gravidez.

Mais da metade das cidades (52%) também não atingiu a meta de testar suas gestantes para HIV e sífilis, e 63% não oferecerem atendimento odontológico para 6 em cada 10 grávidas. Além disso, 93% não ofertaram teste citopatológico (Papanicolaou) para 40% das mulheres com idade de 25 a 64 anos, outra meta não alcançada.

Os dados foram extraídos do Sisab (Sistema de Informações em Saúde para a Atenção Básica) e se referem ao último quadrimestre de 2021 (setembro a dezembro). Ao todo são mais de 3.600 municípios que descumpriram as metas estabelecidas pelo programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde.

O alerta vem no momento em que o Brasil registra um recorde de mortes maternas, tornando praticamente impossível atingir a meta global da Organização das Nações Unidas (ONU) de reduzir a taxa de mortalidade para 30 casos por 100 mil nascidos vivos até 2030.

Dados ainda preliminares mostram que em 2021 a taxa de mortalidade atingiu 123,4 por 100 mil nascidos vivos no Brasil, índice comparado a países africanos e quatro vezes acima da meta global. Estima-se que 40% das mortes de gestantes e puérperas em 2021 estejam relacionadas à pandemia de Covid.

Antes da crise sanitária, o Brasil já estava com uma taxa ruim, de 55 mortes por 100 mil nascimentos

Segundo análise da Impulso Gov, organização sem fins lucrativos que atua fomentando uso de dados e tecnologia na gestão pública, se as falhas persistirem, além do prejuízo na vida de pacientes, haverá um impacto no orçamento dos municípios.

O Previne Brasil foi instituído em 2019, mas o seu início foi adiado devido à pandemia. A partir de janeiro deste ano, o Ministério da Saúde passou a calcular uma parte dos repasses federais aos municípios de acordo com o desempenho em sete indicadores, começando no primeiro quadrimestre pelos referentes ao pré-natal e exames de HIV e sífilis em gestantes.

Segundo a Impulso, se as regras estivessem valendo em dezembro de 2021, 36% dos municípios não teriam cumprido nenhuma meta. O volume de recursos recebidos teria caído 44% (de R$ 638,9 milhões para R$ 282,1 milhões).

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Campanha de vacinação contra a gripe começa no dia 4 de abril

Enfermeira prepara vacina de gripe durante a campanha de 2021contra a gripe

A campanha de vacinação contra a gripe terá início no Brasil no dia 4 de abril. Segundo o Ministério da Saúde, serão distribuídas 80 milhões de doses da vacina influenza para todo o país.

A campanha acontecerá em duas etapas. A primeira, que ocorre de 4 de abril a 2 de maio, irá contemplar idosos com 60 anos ou mais e trabalhadores de saúde. Outros grupos receberão a vacina na segunda etapa, que ocorrerá de 3 de maio a 3 de junho.

O dia D de mobilização nacional está previsto para o dia 30 de abril. A previsão é que a campanha termine no dia 3 de junho.

Segundo a pasta, a vacinação contra a influenza pretende prevenir o surgimento de complicações decorrentes da doença e óbitos, além de minimizar a carga da doença, reduzindo os sintomas nos grupos prioritários, que podem ser confundidos com os da Covid-19. Também tem o objetivo de reduzir a sobrecarga sobre os serviços de saúde.

A vacina Influenza trivalente utilizada pelo SUS é produzida pelo Instituto Butantan. Ela é composta pelos vírus H1N1, a cepa B e o H3N2, do subtipo Darwin. Esse subtipo foi o responsável pela epidemia de gripe fora de época que atingiu São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados no fim de 2021 e início de 2022.

O Instituto Butantan disse, em nota, que já entregou 2 milhões de doses para o Ministério da Saúde em fevereiro deste ano. A previsão é que entregue 40 milhões no fim de março e os outros 40 até final de abril.

As vacinas contra a Covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea ou com qualquer intervalo com as demais vacinas do Calendário Nacional de Vacinação, na população a partir de 12 anos.

No entanto, as crianças de 5 a 11 anos deverão aguardar um período de 15 dias entre a vacina Covid e influenza. A prioridade é que esse público receba primeiro a vacina contra o novo coronavírus.

A meta é vacinar 90% da população de cada grupo. No total, pasta prevê que cerca de 76,5 milhões de pessoas façam parte dos grupos considerados prioritários.

Etapas da campanha

1ª etapa: 36, 09 milhões de pessoas contempladas

Data: 04/04 a 02/05

Público:

Idosos com 60 anos ou mais

Trabalhadores da saúde

2ª Etapa: 40,42 milhões de pessoas contempladas

Data: 03/05 a 03/06

Público:

  • Crianças (6 meses a de 5 anos)
  • Gestantes
  • Puérperas
  • Povos indígenas
  • Professores
  • Pessoas com comorbidades
  • Pessoas com deficiência permanente
  • Caminhoneiros
  • Trabalhadores de transporte coletivo rodoviário
  • Trabalhadores portuários
  • Forças de segurança e salvamento
  • Forças Armadas
  • Funcionários do Sistema de Privação de Liberdade
  • População privada de liberdade e adolescentes e jovens em medidas socioeducativas

Alta da Covid em países da Europa e da Ásia vira alerta de que a pandemia não acabou

Pessoas sem máscaras de proteção contra a Covid-19 caminham pela Oxford Street, em Londres, em plena pandemia da Covid-19 no Reino Unido, em 20 de outubro de 2021 — Foto: Toby Melville/Reuters

G1

Depois de um período de intensas flexibilizações nas medidas sanitárias de prevenção ao novo coronavírus, diversos países europeus e asiáticos estão registrando um aumento considerável de casos da doença, o que desperta novamente a preocupação sobre o ressurgimento de uma nova onda da Covid.

Especialistas apontam que a questão tem a ver com uma congruência de fatores, como a estagnação da cobertura vacinal, flexibilizações sanitárias e mudança comportamental da população.

Abaixo, entenda em 4 tópicos, as seguintes questões sobre o momento:

1 – Quais países estão registrando aumento de casos e hospitalizações?

Reino Unido, Áustria, Holanda, Grécia, Alemanha, Suíça e Itália são alguns dos países europeus que registraram um aumento na última semana, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, que faz o rastreamento da pandemia do coronavírus.

Somente na Alemanha, o número de casos diários passou de 67 mil no dia 6 de março para 237 mil na última sexta-feira (11).

“A Alemanha agora tem a maior incidência de coronavírus na Europa. Uma tendência de alta, várias mortes. As pessoas não vacinadas devem ser vacinadas com urgência”, disse o ministro da Saúde do país, Karl Lauterbach.

Irlanda, Reino Unido, Holanda, Suíça e Itália também mostraram um aumento das internações hospitalares na última semana, segundo informações da plataforma ‘Our World in Data’, ligada à Universidade de Oxford.

Na Ásia, Hong Kong registrou uma média de mais de 21 mil novos casos por dia, um aumento de 28% em relação às últimas duas semanas. Já na China, que tem um registro histórico de casos muito menor que a maioria dos países, o índice de infecções vem aumentando rapidamente: 328 mil casos foram registrados entre 28 de fevereiro e 6 de março, um recorde para o país. Por causa do surto, o governo chinês colocou em confinamento quase 30 milhões de pessoas.

2 – Quais as principais explicações para a alta dos indicadores?

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Pernambuco anuncia novas flexibilizações nesta terça-feira

Aluisio Moreira/SEI

O Governo de Pernambuco confirmou para esta terça-feira (15), às 11h, uma coletiva de imprensa para anunciar novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19. A expectativa é de que o Estado amplie a quantidade de pessoas permitidas em eventos culturais. A liberação do uso de máscaras, entretanto, não deverá estar no pacote.

A coletiva contará com as presenças dos secretários André Longo (Saúde) e Sidia Haint (executiva de Desenvolvimento Econômico), e será realizada de modo presencial, sem transmissão pela internet.

O último decreto estadual tem abrangência entre os dias 2 e 15 de março. O documento aumentou a capacidade máxima em eventos no Estado de 500 pessoas para três mil pessoas em locais abertos – ou 70% da capacidade -, e de 300 para 1,5 mil pessoas ou 70% da capacidade em locais fechados.

Também seguiu com a obrigatoriedade da apresentação do passaporte vacinal e de teste negativo nos eventos a partir de 500 pessoas. No caso de eventos corporativos e presença de torcidas nos estádios, o limite é de até três mil pessoas ou 70% da capacidade.

As competições esportivas em geral podem ocorrer com público de 1,5 mil pessoas em ambientes fechados e três mil em locais abertos, ou 70% da capacidade, o que for menor. As exigências de comprovação de vacina e teste negativo são as mesmas dos eventos sociais.

Nos serviços de alimentação, a capacidade máxima é de 80% e é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação. Os cinemas, teatros, circos e museus podem receber até 1,5 mil pessoas ou 70% da capacidade. Nesse caso, além do passaporte vacinal, a partir de 500 pessoas os ingressos devem ser destinados apenas a quem apresentar teste negativo.

Liberação das máscaras

Pernambuco, pelo menos por enquanto, caminha no sentido oposto à decisão de cidades como Rio de Janeiro e dos estados de São Paulo e Rio Grande do Norte, que deixaram de exigir o uso de máscaras, inclusive em ambientes fechados – como é o caso do Rio.

O secretário André Longo garantiu que as máscaras continuarão sendo exigidas até mesmo em ambientes abertos. Apesar da melhora de todos os indicadores da pandemia de Covid-19 em Pernambuco – com queda no número de casos graves, internações e óbitos -, na visão das autoridades locais, o momento ainda é para se continuar com o incentivo do uso da máscara por todos.

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“Nossa posição permanece: máscaras estão mantidas em Pernambuco”, diz secretário de Saúde após flexibilização de estados e cidades

HÉLIA SCHEPPA/SEI

O Estado de Pernambuco, pelo menos por enquanto, caminha em sentido oposto à decisão da cidade do Rio de Janeiro e do estado do Rio Grande do Norte, que deixam de exigir o uso de máscaras. No caso da capital fluminense, a utilização do acessório já era facultativo em espaços abertos desde outubro. Agora, não há mais obrigatoriedade nos locais fechados. E o Rio Grande do Norte anunciou, nesta terça-feira (08), a liberação da máscaras em locais abertos a partir do próximo dia 16. Para São Paulo, a expectativa é que, nesta quarta-feira (09), o governador João Doria anuncie oficialmente a desobrigação do uso de máscaras ao ar livre e ambientes abertos.

Com a melhora de todos os indicadores da pandemia de Covid-19 em Pernambuco, como queda no número de casos graves, internações e óbitos, a possibilidade de liberação do uso de máscaras tem sido debatida por setores da sociedade. Mas, na visão das autoridades locais, o momento ainda é para se continuar com o incentivo do uso da máscara por todos. É o que garante, à coluna, o secretário Estadual de Saúde, André Longo: “Nossa posição continua a mesma! As máscaras estão mantidas em Pernambuco”, assegurou.

A atitude do governo de Pernambuco está em sintonia com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), que considera precoce e intempestiva a medida anunciada pela Prefeitura do Rio de Janeiro de suspender a obrigatoriedade do uso de máscaras em espaços fechados. “O Brasil e o mundo ainda se encontram em uma situação de pandemia, com imensas desigualdades no acesso a vacinas dentro e fora do País. Além disso, ainda não temos a real magnitude do incremento de casos provocados pelas aglomerações do feriado de Carnaval, o que exige prudência e precaução até que possamos ter uma avaliação mais sólida da situação da pandemia no município do Rio de Janeiro, bem como na região metropolitana”, esclarece, em nota divulgada, a Abrasco.

Estamos num momento em que ainda há os bolsões de não vacinados contra Covid-19, assim como os que ainda estão para receber a segunda dose e também aqueles que resistem a tomar a dose de reforço. Sem essa equalização na cobertura vacinal, contemplando também a população pediátrica (entre crianças, a imunização permanece lenta), novas variantes poderão surgir. E não sabemos com que potencial de disseminação e preocupação elas podem despontar. Ou seja, permanece uma série de incertezas em relação a médio e longo prazo, o que inclui também a duração da imunidade protetiva contra o coronavírus – aquela alcançada graças à imunização.

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