Saúde

Hospital de campanha Covid-19. Foto: Agência Brasil

Nem metade dos 5.570 municípios brasileiros conseguiu atender mais de 10% das internações por Covid-19 de seus moradores. O dado faz parte de um estudo realizado pela equipe do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz, que monitorou a mobilidade de pacientes em busca de atendimento por causa do vírus. A pesquisa indica que a população brasileira não consegue atendimento em sua localidade e precisa se deslocar em busca de tratamento.

O médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, destacou que um dos maiores problemas do Sistema Único de Saúde (SUS) é justamente a regulação do acesso a serviços de saúde de maior complexidade. A grande maioria dos municípios brasileiros tem menos de 50 mil habitantes e, como regra, não devem ser contemplados por essas redes de atendimento. 

Segundo o médico sanitarista, a solução seria uma melhor distribuição, já que não há como ter uma unidade em cada cidade. Por isso, falta um melhor planejamento dos serviços de saúde, discussão que, de acordo com o médico, ainda não chegou ao SUS. “Os municípios junto com os estados devem criar um modelo de transferência de recursos entre eles para poder financiar a existência desses serviços que atendem a uma grande região”, afirmou.

O estudo aponta que políticas dos municípios não levam em consideração o fluxo de pacientes de outras cidades que podem utilizar sua rede de atendimento. Segundo a Associação Brasileira dos Municípios (ABM), isso pode afetar o planejamento dos gestores municipais, que pensam em ações considerando a população local.  Continue lendo

A Secretaria Estadual de Saúde registrou, nesta terça-feira (20), 2.843 casos da Covid-19. Entre os confirmados hoje, 205 (7%) são casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e 2.638 (93%) são leves. Agora, Pernambuco totaliza 386.027 casos confirmados da doença, sendo 38.960 graves e 347.067 leves, que estão distribuídos por todos os 184 municípios pernambucanos, além do arquipélago de Fernando de Noronha.

Além disso, o boletim registra um total de 327.627 pacientes recuperados da doença. Destes, 22.862 eram pacientes graves, que necessitaram de internamento hospitalar, e 304.765 eram casos leves.

Também foram confirmados laboratorialmente 69 novos óbitos (37 masculinos e 32 femininos), ocorridos entre os dias 09/07/2020 e 19/04/2021. As novas mortes são de pessoas residentes dos municípios de Afogados da Ingazeira (2), Afrânio (1), Água Preta (2), Araripina (1), Arcoverde (1), Betânia (2), Bezerros (1), Cabo de Santo Agostinho (2), Camaragibe (3), Camutanga (1), Catende (1), Condado (1), Custódia (1), Feira Nova (1), Garanhuns (1), Glória do Goitá (1), Goiana (1), Ipubi (2), Itambé (1), Jaboatão dos Guararapes (4), Lagoa dos Gatos (1), Olinda (6), Orobó (1), Ouricuri (1), Palmares (1), Paulista (3), Pesqueira (2), Petrolina (3), Recife (13), Rio Formoso (1), São Joaquim do Monte (1), São Lourenço da Mata (1), Serra Talhada (1), Serrita (1), Tabira (1), Toritama (1) e Trindade (1).  Com isso, o Estado totaliza 13.317 mortes pela doença. Continue lendo

Mulher é vacinada contra H1N1 em 2010

BBC Brasil

Quando a campanha começou, a maioria das doses necessárias já estavam nas mãos do governo federal, que tinha desde o ano anterior acordos para a compra de três imunizantes.

O governo também lançou uma campanha contra os boatos que colocavam em xeque a eficácia e a segurança das vacinas.

O resultado: mais de 45% dos habitantes já estão imunizados. Nenhum lugar do mundo vacinou tanto quanto aqui.

Essa era a situação do Brasil em junho de 2010, três meses depois do começo da campanha de imunização contra a gripe suína, doença causada por uma variante do vírus H1N1 que causou uma crise global.

O Brasil chega agora, na luta contra a covid-19, à mesma marca dos três meses de vacinação, mas em uma situação bem diferente.

Pouco mais de 25 milhões de pessoas, cerca de 12% da população, receberam ao menos uma dose desde 17 de janeiro, e só 8,5 milhões, em torno de 4%, tomaram as duas doses necessárias.

“A gente continua a ser um exemplo, só que o pior e não mais o melhor como a gente já foi”, diz Cristina Bonorino, integrante do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia. Continue lendo

Vacina

Em 19% das cidades brasileiras não há acesso à internet para registro da vacinação contra a Covid-19, segundo dados inéditos de pesquisa realizada pelo Instituto Locomotiva em parceira com o Movimento Unidos Pela Vacina.

A maioria desses municípios tem menos 10 mil habitantes e fica na região Norte.

A pesquisa entrevistou 5.569 gestores de saúde dos 5.570 municípios brasileiros para mapear a estrutura das cidades para vacinação contra a Covid.

Os dados mostram ainda que todos os municípios possuem salas de vacinação e 99% previram imunização em domicílio para grupos prioritários. As entrevistas foram feitas entre 22 de fevereiro e 12 de abril.

BOBBY FABISAK/JC IMAGEM

Os dados parciais, após uma semana de vacinação contra a gripe no Recife, em meio à alta da covid-19, revelam uma baixa adesão a essa campanha de imunização, iniciada no último dia 12. Crianças de seis meses a 5 anos, gestantes e puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) são o público-alvo desta primeira fase da mobilização, que tem como objetivo vacinar 90% desse grupo, formado por quase 130 mil pessoas. Até agora, foram apenas 15,7 mil vacinados desde o início da campanha. Em todo o Estado, a cobertura vacinal também está baixa. Em uma semana, segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco, foram aplicadas só 18,8% (63.723) das doses enviadas (338.400), pelo Ministério da Saúde, para a campanha contra gripe.

“Precisaríamos já ter imunizado cerca de 28 mil pessoas desse grupo prioritário, que tem risco alto de desenvolver complicações se adoecer por gripe e não tiver tomado à vacina”, alerta a coordenadora do Programa de Imunização do Recife, Elizabeth Azoubel. A meta da capital pernambucana é vacinar pelo menos 90% da população. A primeira fase da campanha termina no dia 10 de maio. No dia seguinte, já é iniciada a segunda etapa, voltada à imunização de idosos com 60 anos e professores. 

Segundo Elizabeth, o primeiro grupo da mobilização deste ano traz um grande desafio, pois se trata de um público-alvo que já não atingiu a meta em 2020. “No ano passado, foram vacinadas apenas 52% das crianças, 67% das gestantes e 70% das puérperas. Apesar disso, Recife ultrapassou a meta, mas devido aos idosos e aos profissionais de saúde, que não deixaram de tomar a vacina. O resultado poderia ser melhor, com mais crianças, gestantes e puérperas se imunizando”, diz. Em 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade imunizou 568 mil pessoas, superando o objetivo estabelecido pelo Ministério da Saúde. Continue lendo

Medidas restritivas começam em Salvador no dia 31 de dezembro

O Nordeste do Brasil apresentou a menor taxa de mortalidade por Covid-19 dos últimos 30 dias em comparação às outras regiões. A média foi de 25,1 óbitos a cada 100 mil habitantes. É o que mostra relatório da Organização Panamericana de Saúde (OPAS), divulgado no fim desta semana, considerando dados até a última quinta-feira (15).

Estão na sequência as regiões Norte (29,1), Sudeste (42,8) e Sul (55,7). De acordo com documento, o Centro-Oeste do país foi o mais atingido, com taxa em 56,6. A média nacional foi de 39,2 casos para cada 100 mil habitantes.

Na comparação entre os estados, Pernambuco é o que apresenta a menor taxa, com 16,5 mortes a cada 100 mil. Apesar disso, a situação ainda é preocupante. O estado está com a ocupação de leitos UTI acima de 90% há quase dois meses, desde 26 de fevereiro. São mais de 380 mil casos e 13,1 mil mortes pela doença.

O nível elevado ocorre mesmo em meio à abertura de 600 novos leitos apenas em março. São, no total, 1.611 unidades de terapia intensiva para pacientes com Covid-19.

Segundo a análise da OPAS, Rondônia apresentou a maior taxa de mortalidade nos últimos 30 dias, com 69,8 óbitos a cada 100 mil habitantes. O estado também sofre grande pressão no sistema de saúde, com ocupação de leitos de UTI acima de 95% há quase três meses.

Na sequência dos piores estados elencados pela OPAS, estão o Mato Grosso (68,6) e o Rio Grande do Sul (63,2), além do Distrito Federal, com taxa em 62,1 a cada 100 mil habitantes. Pouco mais de um ano desde o início da pandemia, o país soma 13,9 milhões de casos e 371,6 mil portes pela Covid-19.

Campanha de vacinação na quadra do Cacique de Ramos

O Ministério da Saúde entrega, nesta sexta-feira (16), 6,6 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aos estados e ao Distrito Federal. Está é a 13ª distribuição de imunizantes realizada pela pasta.

Com a entrega, o Ministério passa dos 50 milhões de doses distribuídas. Segundo a pasta, desde o dia 18 de janeiro, foram entregues 53,9 milhões de unidades.

A leva desta semana conta com 3,8 milhões de doses do imunizantes da AstraZeneca/Oxford, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz, e 2,5 milhões da Coronavac, do Instituto Butantan.

Segundo o ministério, uma parte desta distribuição deve ser direcionada à primeira dose da vacina em idosos de 60 a 69 anos, trabalhadores da saúde que ainda não foram imunizados, forças de segurança e salvamento e Forças Armadas.

A taxa de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para pacientes com covid-19 em hospitais privados caiu, em média, 13 pontos percentuais nas últimas duas semanas. Passou de 98% para 85%. As instituições já começaram a retomar as cirurgias eletivas suspensas no período de maior sobrecarga.

Esses dados são da Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) e vêm de 56 hospitais de excelência de todo o país.

Os hospitais privados da região Sul têm a menor taxa de ocupação das UTIs, com 80,4%. Os do Sudeste têm a maior, 87,3%. As outras regiões, Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão com 84% dos leitos ocupados.

Segundo Antônio Brito, diretor executivo da Anahp, a queda é um fenômeno nacional. Diz que os principais reflexos da redução podem ser observados na fila de pacientes que existia fora dos hospitais à espera de um leito de UTI.

O Hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo, retomou nesta semana os procedimentos eletivos. O centro cirúrgico do 5º andar, o maior da instituição, tinha sido transformado em UTI e semi-intensiva para pacientes com covid-19, mas agora voltou à sua finalidade anterior. Continue lendo

DAY SANTOS/JC IMAGEM

Começa, nesta segunda-feira (12), a campanha de vacinação contra a gripe. Em Pernambuco, a iniciativa pretende imunizar, em três fases, mais de 3,5 milhões de pessoas até o mês de junho. Nesta primeira etapa, até 10 de maio, serão priorizadas crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres até 45 após o parto) e população indígena de 6 meses a 8 anos. Com a chegada de mais vacinas, também serão inclusos, neste momento inicial, os trabalhadores de saúde e a população indígena em geral.

Para dar início à campanha, o Ministério da Saúde (MS) encaminhou 338.400 doses do imunizante contra a influenza, e o insumo já foi distribuído a todas as 12 Gerências Regionais de Saúde. A Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES), por meio do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), ainda encaminhou mais de 4 milhões de seringas e agulhas para a operacionalização de toda a campanha.

“No cenário de pandemia, a vacina contra a influenza é importante para que possamos proteger os grupos mais vulneráveis contra esses vírus da gripe, que também têm relevância para o sistema de saúde. Quanto mais vacinados, menor risco de adoecimento e, consequentemente, teremos menos pessoas suspeitas para infecções respiratórias. Isso, sem dúvida, evitará um impacto ainda maior na nossa rede de saúde”, alerta o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo. Continue lendo

Posto de testagem sorológica dos trabalhadores e estudantes da Fiocruz em atividade presencial

Gestores de ao menos 1.604 cidades do Brasil disseram que há possibilidade de faltar luvas para os profissionais de saúde nos próximos dez dias caso a curva de internação por Covid-19 continue alta.

O número pode ser maior porque menos da metade dos municípios do país, 2.411, responderam à pesquisa do conselho de secretarias.

Em São Paulo, estado mais rico brasileiro, 160 das 302 cidades ouvidas até a última terça-feira (06) afirmam ter problemas para adquirir o item — a capital é uma delas.

O coordenador de auditoria e controle da Prefeitura de Lençóis Paulista (SP), Renato Cassino, disse na pesquisa que há muita dificuldade em comprar luvas de todos os tamanhos. Segundo ele, não é possível encontrar fornecedores de pronta entrega e os preços estão “exorbitantes”.

Com 25 mil unidades no estoque e consumo de 51 mil por mês, Jaboticabal (344 km de SP) também falou sobre o “altíssimo” preço das luvas e fornecedores que vendem apenas sem licitação, o que impossibilita a compra.

A capital paulista afirma na pesquisa que o item é o único insumo que corre risco de desabastecimento nos próximos dez dias.

A cidade consome em seus hospitais 6,1 milhões de unidades por mês e tinha estoque de 222,7 mil.

Procurada, a prefeitura afirmou ter material suficiente até o início de maio, mas que preocupa o crescente custo no mercado.

Paralela à campanha de vacinação contra a Covid-19, Pernambuco inicia, na próxima segunda-feira (12), a imunização contra a influenza. A iniciativa, que contemplará mais de 3,5 milhões de pessoas, será dividida em três etapas e irá se estender até o mês de julho. A primeira fase segue até 10/05 e, inicialmente, devem ser priorizadas crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas e população indígena de 6 meses a 8 anos. 

Para dar início à Campanha, o Ministério da Saúde encaminhou 338.400 doses do imunizante contra a influenza e o insumo já foi distribuído a todas as 12 Gerências Regionais de Saúde. A Secretaria, por meio do Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), já encaminhou mais de 4 milhões de seringas e agulhas para a operacionalização de toda a campanha. 

“No cenário de pandemia, a vacina contra a influenza é importante para que possamos proteger os grupos mais vulneráveis contra esses vírus, que também têm relevância para o sistema de saúde. Quanto mais vacinados, menor risco de adoecimento e, consequentemente, teremos menos pessoas suspeitas para infecções respiratórias. Isso, sem dúvida, evitará um impacto ainda maior na nossa rede de saúde. Por isso, se você ama seu filho, não deixe de levá-lo ao posto de vacinação”, alertou o secretário André Longo.

A vacina contra a influenza protege contra três cepas do vírus: A (H1N1), A (H3N2) e B. Seu objetivo é evitar complicações decorrentes desses vírus e, consequentemente, hospitalizações e mortes, além de diminuir a circulação viral. A expectativa é proteger, no mínimo, 90% do público prioritário. 

UTI - Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 divulgado pela Fiocruz, aponta que ao longo da última semana o Brasil bateu recordes no número de óbitos causados pelo coronavírus. A sobrecarga dos hospitais, principalmente observada pela ocupação de leitos de UTI, se mantém em níveis críticos. 

Dezenove estados e o Distrito Federal se encontram com taxas de ocupação superiores a 90%. São eles: Rondônia, Acre, Amapá, Tocantins, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Sergipe, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul (106%), Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal.

Em contrapartida, entre os dias 29 de março e 5 de abril, cinco estados apresentaram redução nas taxas de ocupação de leitos de UTI adulto no SUS. Roraima (de 62% para 49%), Amapá (de 100% para 91%), Maranhão (de 88% para 80%), Paraíba (de 84% para 77%) e Rio Grande do Sul (de 95% para 90%). Assim, Roraima saiu da zona de alerta intermediário para fora da zona de alerta, e a Paraíba da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário, juntando-se ao Amazonas (75%). 

Na última pesquisa realizada pela Fiocruz foi observado um novo aumento da taxa de letalidade, de 3,3% para 4,2%. A instituição aponta que o resultado pode ser consequência da falta de isolamento social, capacidade de diagnóstico correto e oportunamente aos casos graves, somado à sobrecarga dos hospitais. No final de 2020, este indicador estava em torno de 2%. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil chegou à marca de 336.947 óbitos em decorrência da doença. Continue lendo

Hospital Miguel Arraes, em Paulista, no Grande Recife, é uma das unidades com novos leitos de UTI — Foto: Bruno Lafaiete/TV Globo

Com recorde de pacientes com Covid-19 internados em leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI), o governo de Pernambuco anunciou, neste sábado (03), a abertura de mais 50 leitos do tipo em cinco unidades hospitalares, até a sexta-feira (09). Atualmente, 16 cidades, menos de 10% do total de 184 municípios pernambucanos, concentram os 1.570 leitos de UTI montados para atender às vítimas da doença.

O anúncio foi feito através de um vídeo gravado pelo governador Paulo Câmara (PSB) e enviado à imprensa. Dados da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) de Pernambuco apontam que, na noite da sexta-feira (02), havia 112 pacientes esperando por um leito de UTI. A ocupação era de 96%.

As cinco unidades de saúde que receberão os leitos são as seguintes:

  • Hospital e Maternidade Santa Maria, em Araripina;
  • Hospital João Murilo de Oliveira, em Vitória de Santo Antão;
  • Hospital Miguel Arraes, em Paulista;
  • Centro de Educação Saúde Comunitário – Cesac Prado, no Recife;
  • Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa, no Recife.

“Nossa fiscalização tem trabalhado na observação das medidas restritivas e a avaliação, até agora, é de que a população vem colaborando com as orientações de evitar aglomerações”, afirmou Paulo Câmara no vídeo, ao comentar a liberação das atividades após 14 dias de quarentena em todo o estado.

Roberto Muniz Junior já chegou a olhar 200 fichas em 12 horas para escolher apena um paciente para ser internado Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

O Globo

Em fevereiro do ano passado, o infectologista Roberto Muniz Junior, de 41 anos, mudou-se com sua família de São Paulo para São Carlos, cidade com cerca de 254 mil habitantes a 239 quilômetros da capital, para ter uma vida mais tranquila. Com uma proposta de emprego na Santa Casa, acreditava que teria mais tempo para se dedicar ao filho, na época com seis meses. Ele não imaginava, porém, o que aconteceria nos meses seguintes.

Na última semana, o hospital entrou em colapso. Sem anestésicos necessários para a intubação de pacientes, o gerente médico pediu a transferência de 60 pacientes. Diante da crise, 27 profissionais, entre técnicos de enfermagem e enfermeiros, se demitiram. Passado um ano do começo da pandemia, profissionais de saúde que combatem a Covid-19 estão no limite.

Somado à falta de remédios, oxigênio e leitos, o esgotamento dos profissionais de saúde é mais uma triste faceta do cenário de colapso hospitalar que o país vive. Nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI), cada médico intensivista costumava ficar responsável por 10 pacientes, em média, antes da pandemia. Agora, cada profissional cuida de 25 pessoas, todas com a saúde debilitada, segundo dados da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (Amib).

A falta de profissionais qualificados e em número adequado é um dos motivos apontados por especialistas para justificar a alta taxa de mortalidade nas UTIs do país. Entre os pacientes intubados, 83,5% morrem, segundo dados do Ministério da Saúde compilados por pesquisadores da Universidade de São Paulo e da Fundação Oswaldo Cruz. Continue lendo

Vacinação drive thru na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), zona norte do Rio. A cidade do Rio de Janeiro retoma hoje (25) sua campanha de aplicação da primeira dose da vacina contra a covid-19 em idosos da população em geral.

Mais de 70 mil paraibanos que tomaram a primeira dose da vacina CoronaVac ainda não apareceram para tomar a segunda dose.

A aplicação da segunda dose deve acontecer com um intervalo de 28 dias após a primeira. O governador da Paraíba, João Azevêdo, usou as redes sociais para alertar sobre o quadro e fazer um apelo à população.

“Mais de 70 mil pessoas em toda a Paraíba, que receberam a primeira dose da Coronavac, ainda não procuraram os postos de vacinação para tomar a segunda dose. Essa dose é fundamental para garantir a imunização”, disse Azevêdo em sua conta no Twitter. A vacina produzida no Instituto Butantan é a mais usada para vacinação no estado.

“Renovamos o apelo para todos que foram vacinados até 5 de março, retornem aos postos para receber a segunda dose e garantir que estarão livres do risco de ser mais uma vida que perdemos para essa doença terrível”, acrescentou. O governador também pediu aos municípios que façam uma busca ativa para garantir a cobertura vacinal da sua população.

Quem perde a data, ainda pode tomar o reforço da vacina. Dúvidas podem ser esclarecidas com as secretarias estaduais de Saúde. Continue lendo