SES confirma terceira morte por dengue em Pernambuco, em 2026

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) confirmou a terceira morte por dengue em Pernambuco. A vítima, uma mulher de 93 anos, era moradora de Parnamirim, no Sertão. O óbito ocorreu em 05 de maio, e de acordo com a pasta, a paciente tinha comorbidades, como diabetes e hipertensão. A confirmação consta no Boletim Epidemiológico de Arboviroses nº 34, com dados que compreendem o período entre 04 de janeiro e 29 de agosto.

No total, Pernambuco contabiliza 45.017 casos notificados de dengue: um aumento de 38,8% em comparação ao mesmo período de 2025. Dessas notificações, foram confirmadas 10.848, sendo 649 casos graves da doença. O Boletim mostra que 81 municípios têm baixa incidência de dengue, 56 têm incidência média, enquanto que a alta incidência é registrada em 41 cidades.

Em maio, o estado registrou a primeira morte por dengue, sendo a vítima um homem de 65 anos que morava no Recife, mas foi infectado e faleceu no Rio de Janeiro. Em julho, o Boletim Epidemiológico de Arboviroses de nº 25 trouxe a informação de um segundo óbito, ocorrido em Tacaratu, no Sertão de Pernambuco.

Outras Arboviroses 

Quanto a outras arboviroses, foram notificados 6.292 casos de Chikungunya, com 346 confirmações. E para o Zika, houve 1.128 casos notificados, porém, sem confirmações.

A maior armadilha do emagrecimento: o que a balança não conta na era do Ozempic

SEDENTARISMO: No Brasil, a alta dependência do uso de carros e a falta de áreas seguras e acessíveis para caminhadas podem ser algumas das razões para os baixos índices de atividade física diária.

Perder peso e ganhar saúde parecem a mesma coisa. Não são. Essa distinção, tão simples quanto negligenciada, está no centro de um artigo que acaba de sair na revista científica Obesity Medicine, assinado por um grupo de pesquisadores brasileiros, de universidades e institutos de Goiânia, Florianópolis e Rio de Janeiro. O título traz uma provocação elegante: estamos olhando para o lugar errado.

Vivemos a era dos análogos de GLP-1, os agora célebres remédios da família do Ozempic e do Mounjaro. Eles funcionam, e funcionam bem: reduzem o apetite, derretem quilos e mudaram para sempre o tratamento da obesidade. Mas, à medida que milhões de pessoas passam a usá-los, cresce uma preocupação legítima, a de que, junto com a gordura, se perca também massa muscular.

O alarme soou, e boa parte do debate médico passou a girar em torno de uma única pergunta: como preservar o músculo?

Os autores brasileiros propõem que essa pergunta, embora importante, mira o alvo errado. O ponto não é apenas quanto músculo se preserva, mas sim as atividades que o corpo é capaz de fazer. E aqui entra uma evidência relevante.

Um estudo dinamarquês recente, o ensaio S-LiTE, dividiu pacientes em grupos: alguns tomaram apenas o medicamento; outros combinaram o remédio com exercício estruturado. Todos tiveram redução de peso de forma parecida.

Mas só os que se exercitaram melhoraram o condicionamento cardiorrespiratório, a capacidade do coração e dos pulmões de sustentar esforço, e a função física, aquilo que permite subir escadas sem ofegar. O remédio sozinho, apesar de reduzir a balança, não entregou esses ganhos. A conclusão incomoda quem procura atalhos: emagrecer, por si só, não deixa ninguém mais apto.

A distinção não é acadêmica. Décadas de pesquisa mostram que o condicionamento cardiorrespiratório e a força muscular são preditores mais robustos de mortalidade do que o simples volume de músculo. Em outras palavras: importa menos o tamanho do bíceps e mais o que o organismo consegue realizar.

Uma pessoa magra e sedentária pode ter risco cardiovascular maior do que alguém com sobrepeso e bem condicionado, um paradoxo que a balança jamais revelaria.

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‘Adoçante natural’: níveis mais elevados de xilitol no sangue são associados a maior risco de infarto

Seis colheres douradas com cabos pretos e brancos sobre um fundo verde-água, contendo açúcar mascavo, branco, em cubos e gotas de azeite

Um tipo de adoçante natural comumente usado para substituir o açúcar, o xilitol foi associado a um risco maior de eventos cardiovasculares em estudo apresentado no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, na Alemanha.

A pesquisa analisou dados de cerca de 17 mil participantes e descobriu que aqueles com níveis mais elevados dessa substância no sangue apresentaram um risco maior de infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com aqueles que tinham níveis mais baixos.

Os dados da investigação vieram de duas grandes coortes prospectivas: o Estudo Longitudinal Canadense sobre Envelhecimento (CLSA) e a Investigação Prospectiva Europeia sobre Câncer (EPIC)-Norfolk. Na coorte canadense, durante aproximadamente seis anos de acompanhamento, quem tinha valores mais altos de xilitol no sangue teve um risco 57% maior de morte, infarto do miocárdio ou AVC, em comparação com aqueles com valores mais baixos.

Segundo os pesquisadores, a associação permaneceu mesmo após ajustes para fatores de risco cardiovasculares conhecidos, como idade, sexo, tabagismo, lipídios, diabetes e hipertensão. Já na EPIC-Norfolk, acompanhada por até 30 anos, a associação observada foi de 18%.

Em nota sobre o estudo, um membro do Comitê de Comunicação da Sociedade Europeia de Cardiologia afirmou que, apesar de os adoçantes artificiais serem amplamente aceitos pela sociedade moderna, o estudo indica que o xilitol pode ter “um efeito negativo a longo prazo na saúde cardiovascular da população em geral”. O xilitol é comumente usado em produtos como chiclete, pasta de dente, geleia, iogurte e sorvete.

No entanto, ele destacou que o estudo é observacional, ou seja, demonstra uma associação consistente e levanta uma hipótese, mas não estabelece uma relação de causa e efeito entre o consumo de xilitol e os eventos cardiovasculares observados. “Como em todos os estudos observacionais, é difícil inferir causalidade, mas este trabalho demonstra a necessidade de mais estudos sobre este tema de grande importância social“, afirmou o cardiologista Dan Atar.

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Pernambuco tem 40 médicos especialistas em atividade e recebe mais 86 profissionais

O Ministério da Saúde prorrogou até fevereiro de 2027 a permanência dos profissionais do primeiro ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas (PMM-E) em todo o país. Em Pernambuco, 40 médicos especialistas estão em atividade, contribuindo para ampliar o acesso da população à atenção especializada. Outros 86 profissionais chegam ao estado nessa semana para reforçar o atendimento em nove municípios.

A medida garante a atuação ininterrupta de médicos especialistas nos municípios de todo o país até a publicação de um novo edital, previsto para dezembro de 2026. A continuidade fortalece o objetivo central do programa: ampliar o acesso à atenção especializada e reduzir o tempo de espera da população por consultas, exames e cirurgias.

Em Pernambuco, os profissionais em atividade atuam nas especialidades de anestesiologia, cirurgia geral, colonoscopia, colposcopia, ecocardiografia, oncologia, entre outras. A chegada de novos especialistas reforça a assistência nos municípios e contribui para reduzir vazios assistenciais, especialmente no interior.

Em todo o país, o projeto já alcança 2 mil médicos especialistas, quatro vezes a meta inicial. Cerca de 500 são anestesiologistas, profissionais fundamentais para a realização de cirurgias, e 52% dos especialistas atuam no interior do país. Atualmente, 1.480 médicos estão em atividade, além de 451 profissionais que chegam nesta semana pelo 3º Ciclo do Projeto Mais Médicos Especialistas.

De acordo com o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, o PMM-E é inovador e já está consolidado como uma política de formação e provimento de especialistas para o Sistema Único de Saúde (SUS).  Proenço afirma ainda que o projeto tem melhorado a prestação de serviços, o que reforça a necessidade de prorrogação das atividades.

“A redução do tempo de espera está relacionada ao aumento do número de procedimentos realizados pelos especialistas. A produção é acompanhada por meio dos registros do Sistema de Informação Ambulatorial e do Sistema de Informação Hospitalar, além dos dados inseridos pelos profissionais em formação na Universidade Aberta do SUS,’’ explicou.

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Governo prorroga até 2027 contratos do Mais Médicos Especialistas

O Ministério da Saúde decidiu ampliar por seis meses a permanência dos médicos que ingressaram no primeiro edital do Mais Médicos Especialistas, programa lançado no ano passado.

A medida foi publicada nesta quarta-feira (26), no Diário Oficial da União, e contempla 676 profissionais, que poderão continuar no programa até fevereiro de 2027. Estes médicos ingressaram na primeira fase da iniciativa, em setembro de 2025.

A prorrogação depende da adesão dos profissionais e da manifestação de interesse dos serviços de saúde onde atuam. A extensão dos contratos ocorre enquanto o governo avalia um modelo de continuidade e fixação desses médicos após o fim do período atual do programa.

“Os 676 que começaram no ano passado são objeto dessa prorrogação que foi publicada hoje no Diário Oficial. Os 451 chegaram recentemente, nos últimos dias, e estão começando a fazer os procedimentos. Tudo junto compõe os 2 mil”, informou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

Os especialistas estão distribuídos em cerca de 690 estabelecimentos de saúde em 380 municípios. Mais da metade atua no interior, com maior presença no Nordeste, no Norte de Minas Gerais e na região Norte, áreas com maior carência de médicos especialistas, de acordo com a Saúde.

O ministério tem direcionado os profissionais para locais que já possuem unidades de saúde, mas enfrentam a falta de profissionais capacitados para determinados procedimentos. Segundo a pasta, a cidade de Bocaiuva (MG), por exemplo, saltou de uma média de sete para 104 endoscopias após a chegada de um especialista.

“No Acre, há quatro cirurgiões oncológicos em todo o estado, e três deles são do programa. Então, está havendo cirurgia para pacientes com câncer por causa da presença do Mais Médicos Especialistas. São 75% dos profissionais dessa especialidade vinculados ao programa”, destacou a pasta.

Formação 

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Campanha de multivacinação reforça imunização de crianças e adolescentes em Pernambuco

O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e ampliar as coberturas vacinais no país. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D nacional marcado para 22 de agosto.

Para a campanha, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Em Pernambuco, a mobilização conta com o reforço de 657,7 mil doses destinadas aos estoques estaduais. Ao longo de 2026, o estado já recebeu quase 9 milhões de doses de vacinas.

Pneumo 20 é novidade na campanha

A edição de 2026 é a primeira Campanha de Multivacinação a contar com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação.

O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonias e meningites. A vacina é indicada para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal. Para a campanha, Pernambuco recebeu mais de 28 mil doses da Pneumo 20.

A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário nacional, como a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a imunização contra a covid-19 para crianças, de acordo com as indicações específicas de cada imunizante.

Novo reforço contra a poliomielite

Outra mudança incluída na estratégia é a atualização do esquema de vacinação contra a poliomielite. Desde 3 de agosto de 2026, o calendário passou a contar com um segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.

A alteração complementa o esquema de vacinação exclusivamente com a VIP, adotado pelo Brasil desde 2024, e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente. Para a mobilização, Pernambuco recebeu mais 48 mil doses da vacina.

Vacinas disponíveis

Durante a Campanha de Multivacinação, crianças e adolescentes poderão receber as doses indicadas para sua faixa etária e situação vacinal. A estratégia oferece 20 imunizantes do Calendário Nacional de Vacinação.

Veja a lista:

  • BCG;
  • hepatite B;
  • pentavalente (DTP/Hib/HB);
  • poliomielite (VIP);
  • rotavírus humano;
  • pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
  • meningocócica C;
  • influenza;
  • covid-19;
  • febre amarela;
  • meningocócica ACWY;
  • tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
  • varicela;
  • DTP;
  • hepatite A;
  • dT;
  • HPV4;
  • dengue tetravalente.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. A manutenção de altas coberturas vacinais contribui para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem provocar complicações graves, sequelas e mortes.

Entre as doenças que podem ser prevenidas pelas vacinas estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.

Hemope em parceria com a Alepe promove campanha ‘Doar para Salvar’ que pode beneficiar 600 pessoas

A Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Pernambuco (Hemope), em parceria com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), realiza nesta terça-feira (18), a campanha “Doar para Salvar 2026”. Na ocasião, serão instaladas 10 cadeiras de coleta de sangue na sede da Alepe, no bairro da Boa Vista, área central do Recife, para atender os doadores.

A atividade é direcionada para os servidores da Alepe e aberta à população. Não é necessário agendar para participar. A coleta acontecerá das 8h às 16h, no hall de entrada do Anexo 1, em frente a Biblioteca da Alepe. A expectativa é coletar 120 bolsas de sangue, que beneficiará até 600 pessoas.

Além da Alepe e do Hemope, a campanha conta com a participação do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) e da Câmara de Vereadores do Recife. O Conselho Regional de Medicina (CRO-PE) também estará presente fazendo doação de kits de escovação e dando orientação sobre saúde bucal para os doadores.

Com slogan “Doar para Salvar”, a ação visa reforçar os estoques de sangue que abastecem hospitais de todo o estado. No mês de julho, por conta das férias e dos deslocamentos de viagens, os estoques tiveram uma baixa, em torno de 30%. Essa redução acaba por ocasionar a necessidade de intensificação da conscientização e sensibilização da população em agosto.

A campanha da Alepe, Hemope, TCE e Câmara de Vereadores do Recife tem por objetivo mostrar para a população sobre a importância de manter os estoques de sangue abastecidos, especialmente neste período do ano. O sangue doado ajuda a salvar vidas e abastecer os hospitais em Pernambuco.

No último dia 05 de agosto a Alepe e o Hemope promoveram um treinamento de mobilizadores para captação de doadores de sangue. A atividade aconteceu no Auditório Ênio Guerra, sede da Casa Joaquim Nabuco.

A campanha ‘Doar para Salvar’ é coordenada pela Superintendência de Saúde da Alepe, liderada por Wildy Ferreira. Para ele, ao participar dessa ação, o cidadão não apenas contribui para fortalecer os estoques do Hemope, mas também recebe orientações sobre saúde.

“Ao aderir à campanha, o cidadão não apenas ajuda a garantir os estoques de sangue, como também recebe informações valiosas para cuidar melhor da própria saúde. Com essa ação, a Alepe reafirma seu compromisso com a população, unindo solidariedade e educação em prol do bem-estar coletivo”, destacou Wildy.

Critérios para doação

É necessário ter entre 16 e 69 anos (menores de idade devem estar acompanhados de um responsável legal); pesar mais de 50 kg; estar alimentado, em boas condições de saúde; não estar gripado ou com sintomas de infecção. Será preciso apresentar documento oficial com foto.

De acordo com o Hemope, a instituição é responsável por 80% da demanda transfusional do Estado, o que torna ações como essas fundamentais para garantir o atendimento a pacientes em todo o território pernambucano. Uma bolsa de sangue tem o potencial de salvar até quatro vidas.

Serviço:

  • Campanha: “Doar para Salvar”, parceria da Alepe/Hemope/TCE/Câmara de Vereadores do Recife
  • Data: Terça-feira (18)
  • Local: Hall de entrada do Anexo 1 (em frente à Biblioteca da Alepe)
  • Horário: 8h às 16h

Pernambuco registra quase 10 mil atendimentos por picadas de escorpião em sete meses

Pernambuco contabilizou 9.932 atendimentos a vítimas de picadas de escorpião entre janeiro e julho deste ano, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Os casos foram registrados tanto na rede pública quanto em unidades particulares.

No ano passado, 19.591 pessoas receberam atendimento médico após acidentes com escorpiões no Estado. Os números mostram a frequência desse tipo de ocorrência em Pernambuco e reforçam a atenção necessária principalmente entre os grupos considerados mais suscetíveis a quadros graves.

De acordo com o diretor-geral de Vigilância Ambiental de Pernambuco, o biomédico sanitarista Eduardo Bezerra, a espécie envolvida no caso de André é também a mais comum no Estado e está relacionada à maior parte dos acidentes registrados.

Há ainda suspeita da circulação de outra espécie em território pernambucano. Até o momento, porém, ela não foi associada a ocorrências confirmadas, conforme explicou o especialista.

A picada de escorpião costuma provocar dor intensa, mas também pode desencadear outros sintomas em razão da reação do organismo ao veneno. Crianças e idosos exigem atenção especial por apresentarem maior risco de evolução para quadros mais graves.

Os escorpiões costumam encontrar condições favoráveis em ambientes quentes, úmidos e com locais que sirvam de abrigo. Entulhos, restos de obras e acúmulo de lixo estão entre os pontos onde esses animais podem se esconder.

Segundo Eduardo Bezerra, o período de transição entre as chuvas e a estiagem também interfere no comportamento dos escorpiões. A mudança nas condições do ambiente pode favorecer o deslocamento dos animais e aumentar a possibilidade de contato com moradores.

Governo de Pernambuco entrega ambulâncias do Tipo A e D para municípios de diferentes regiões do estado

O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE), realizou a entrega de novas ambulâncias para municípios de diferentes regiões do estado. Os veículos serão utilizados no deslocamento de pacientes e no fortalecimento da assistência nos municípios.

Entre as unidades entregues estão quatro ambulâncias do tipo D, destinadas aos municípios de Surubim, Salgueiro, Pesqueira e Bezerros. Os veículos custaram, no total, pouco mais de R$ 2 milhões e são equipados para funcionar como Unidades de Terapia Intensiva (UTI) móveis, permitindo o transporte de pacientes que necessitam de suporte avançado durante o deslocamento.

Além disso, foram destinadas ambulâncias do tipo A, para transportes sem risco a vida, por meio do Programa Colo de Mãe. Foi investido R$ 1.5 milhão na compra de seis desses veículos que foram destinados aos municípios de Cabrobó, Camaragibe, Paudalho, Itambé, Surubim e Orobó.

No Programa Colo de Mãe, essas ambulâncias são voltadas ao transporte com segurança de gestantes, puérperas (mulheres no pós-parto) e crianças de até dois anos cadastradas na rede pública.

Farmácia Popular agora pode oferecer exames e testes rápidos

Uma nova regulamentação do Programa Farmácia Popular publicada pelo Ministério da Saúde prevê a modernização tecnológica, a ampliação do acesso e a melhoria do monitoramento do serviço.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que um grupo de trabalho vai discutir a oferta de exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.

Segundo a pasta, também será avaliado o credenciamento de unidades em áreas vulneráveis, considerando critérios como densidade demográfica e priorizando periferias de grandes centros.

Para locais com maior dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, será estudada a possibilidade de estruturas alternativas para assistência, como unidades volantes ou avançadas de atendimento.

Ainda de acordo com o ministério, o uso de inteligência artificial poderá permitir a identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, reforçando o combate a fraudes no programa.

“A oferta efetiva das ações está condicionada às avaliações técnicas nos estados e municípios, pesquisa sanitária e assistencial, de acordo com a necessidade de cada território”, completou a nota.

Unidades credenciadas

De forma imediata, a atualização da portaria do Farmácia Popular traz o aprimoramento do controle e o monitoramento das unidades credenciadas, com foco em gestão de risco.

“O novo modelo visa aprimorar o controle e o monitoramento do programa por meio de sanções administrativas proporcionais à gravidade da situação, com suspensão automática em casos de risco alto ou muito alto”, informou o ministério.

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Programa Alepe Cuida oferece consultas oftalmológicas gratuitas e triagem de catarata

Da Assessoria

Os pernambucanos terão acesso a um mutirão de atendimento focado na saúde dos olhos entre os dias 26 e 27 de agosto. A iniciativa faz parte das atividades regulares do programa itinerante ‘Alepe Cuida’, desenvolvido pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), que nesta edição terá foco exclusivo em consultas oftalmológicas e triagem para cirurgia de catarata (pessoas com mais de 55 anos), em parceria com a Fundação Altino Ventura.

A estrutura de atendimento será instalada no hall de entrada do Edf. Miguel Arraes, sede da Alepe, com funcionamento no horário das 8h às 17 horas. Devem ser apresentados documentos como RG, CPF e cartão do SUS.

Os cidadãos interessados devem realizar o agendamento prévio nesta quarta-feira, dia 12, das 8h às 17 horas, pelos fones (81) 3183.2242, 3183.2026 e 3183.2443.

Serão oferecidas 400 vagas para triagem de catarata (pessoas 55+) e 80 vagas para consultas em oftalmologia. Os pacientes passarão por exames oftalmológicos para avaliação da acuidade visual, medição da pressão intraocular e exames de refração.

Os casos diagnosticados com catarata, doença que se caracteriza por uma opacidade do cristalino que causa visão nublada e é muito comum em pessoas idosas, serão encaminhados para o processo de triagem cirúrgica à entidade parceira da Alepe, a Fundação Altino Ventura.

A instituição filantrópica é uma das mais importantes em saúde e reabilitação visual do país, voltada para pessoas de baixa renda, com atendimento 100% gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Serviço:

Ação de Saúde Visual – Alepe Cuida

  • Atendimento: Consultas oftalmológicas e triagem de catarata para pessoas com mais de 55 anos.
  • Datas: 26 e 27 de agosto.
  • Horário: Das 8h às 17 horas no Hall de entrada do Edf. Miguel Arraes, sede da Alepe, na Rua da União, nº 397, Boa Vista.
  • Agendamentos e Informações: a partir deste dia 12 de agosto, pelos fones (81) 3183.2242, 3183.2026 e 3183.2443 no período das 8h às 17 horas.

‘Intestino faminto’: estudo identifica tipo de obesidade que dobra efeito de ‘caneta emagrecedora’

Pessoa com pele morena aplicando uma injeção subcutânea na barriga com uma caneta injetora branca e roxa, segurando uma prega de pele com a mão esquerda e a caneta com a direita

A obesidade é uma doença tão complexa que, na prática, seria possível falar em “obesidades”, no plural. Isso porque não existe um único mecanismo por trás do ganho de peso. Entre os subtipos está o chamado “intestino faminto”, em que o organismo produz menos hormônios que ajudam a regular a saciedade. O resultado pode ser uma sensação de fome que volta pouco tempo depois de uma refeição.

E esse subtipo pode responder especialmente bem à tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, que reproduz a ação de dois hormônios envolvidos no controle do apetite e da glicemia, o GIP e o GLP-1. É o que sugere um estudo da Mayo Clinic publicado na revista científica Gastroenterology.

A pesquisa sugere que diferenças na biologia do intestino podem ajudar a explicar por que algumas pessoas emagrecem mais do que outras com medicamentos contra a obesidade que atuam sobre os hormônios envolvidos no controle do apetite.

“A obesidade é uma doença complexa, impulsionada por diferentes mecanismos biológicos”, afirma Andres Acosta, gastroenterologista, pesquisador em obesidade da Mayo Clinic e autor sênior do estudo, em comunicado à imprensa. “Nossos achados sugerem que podemos começar a identificar quais pacientes têm maior probabilidade de responder a terapias específicas, em vez de tratar a obesidade como uma única doença”.

O que diz o estudo

Os pesquisadores avaliaram 483 adultos com obesidade e identificaram três perfis biológicos distintos. Em 130 deles, cerca de 27% da amostra, o estômago esvaziava mais rapidamente depois das refeições e os níveis de GLP-1 no sangue eram menores do que o esperado.

Esses participantes também apresentavam concentrações mais baixas de outros hormônios relacionados à saciedade, como PYY e colecistoquinina, além de relatarem mais fome após comer. É esse conjunto de características que os pesquisadores associam ao fenótipo do “intestino faminto”.

A relação com a tirzepatida apareceu em uma análise separada. Entre os 61 participantes que tinham dados sobre o tratamento com o medicamento, aqueles com o perfil de “intestino faminto” perderam, em média, 21,5% do peso corporal após seis meses, contra 11,7% entre os demais. A diferença foi de quase dez pontos percentuais.

É importante destacar que os 483 participantes não receberam necessariamente tirzepatida, já que a comparação da perda de peso foi feita apenas entre os 61 indivíduos para os quais havia dados de tratamento.

A tirzepatida atua justamente sobre dois dos sinais envolvidos nesse sistema. O medicamento reproduz a ação do GIP e do GLP-1, hormônios que participam da regulação da glicemia, da fome e da saciedade.

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Remédio que pode salvar os rins é aprovado para doença do coração

Coração e menopausa

VEJA

Imagine um coração que ainda bombeia o sangue com a força normal, mas que perdeu a elasticidade para relaxar entre uma batida e outra, como um balão que enrijeceu e já não se estica direito para receber o ar. É essa a lógica por trás da insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada, a ICFEp: o músculo cardíaco não “falha” no sentido clássico, mas fica rígido demais para se encher de sangue de forma eficiente.

O resultado é que o sangue represa nos pulmões e no corpo, causando falta de ar, inchaço nas pernas e um cansaço desproporcional mesmo em esforços simples, como subir um lance de escada.

Nas últimas duas décadas, a proporção de pacientes com essa forma de insuficiência cardíaca subiu de 38% para 54% do total de casos, tendência que deve continuar por causa do envelhecimento da população e do aumento de hipertensão, obesidade e diabetes.

A obesidade, em especial, não é apenas mais um fator de risco cardiovascular tradicional: estudos identificaram uma relação independente e forte entre o excesso de peso e o desenvolvimento dessa forma de insuficiência cardíaca, diferente do que ocorre com as doenças ateroscleróticas, aquelas que entopem as artérias do coração, por exemplo.

A gordura visceral e a que se acumula ao redor do próprio coração parecem inflamar e enrijecer o músculo cardíaco por vias próprias, o que ajuda a explicar por que a doença cresce junto com as curvas globais de obesidade.

Mal grave que age na surdina

Diferente de um infarto, que aparece de forma abrupta, a ICFEp não tem um exame único que feche o diagnóstico. O diagnóstico depende da combinação de biomarcadores como BNP e NT-proBNP dosados no sangue, de exames de imagem do coração e da avaliação das pressões de enchimento do ventrículo esquerdo, e os sintomas (cansaço, inchaço, falta de ar) são facilmente confundidos com sedentarismo, envelhecimento normal ou obesidade mal controlada. Isso faz com que muitos pacientes só sejam identificados anos depois de a doença começar, quando já perderam qualidade de vida e capacidade funcional.

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Anvisa aprova cinco novas canetas com semaglutida, princípio ativo do Ozempic

 — Foto: Unsplash

Valor

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (29) o registro de cinco novas canetas com semaglutida. Agora, o país conta com seis remédios aprovados com a molécula, a mesma usada nas canetas emagrecedoras da dinamarquesa Novo Nordisk, fabricante do Ozempic e do Wegovy, desde que ela perdeu a exclusividade em março. Entre os novos medicamentos estão aqueles que serão vendidos pela farmacêutica suíça Sandoz, pelo laboratório brasileiro Hypera e pelo laboratório indiano Sun Pharma.

As canetas usam semaglutida sintética e não se enquadram como genéricas, já que a legislação não permite a fabricação de genéricos de produtos biológicos, caso do princípio ativo do Ozempic. Foram classificadas como medicamento novo, alternativa sintética do produto biológico, assim como o Ozivy, a caneta com semaglutida da EMS, farmacêutica brasileira do conglomerado de Carlos Sánchez, até então única com semaglutida sintética registrada no país.

Os registros são para o Owozy, caneta que será vendida pela Sandoz, a partir de parceria com a Ávita Care e com o laboratório europeu Adalvo; para o Seemasun, da farmacêutica indiana Sun Pharma; para o Orsema, caneta do laboratório Ranbaxy, também controlado pela indiana Sun Pharma; para o Zempneo, da farmacêutica brasileira Brainfarma, controlada da Hypera; e para a Semavy, da também subsidiária da Hypera, Cosmed, resultado de parceria com a indiana Sun Pharma.

Todos os cinco remédios são indicados para o tratamento de diabetes.

A chegada de cinco concorrentes deve intensificar ainda mais a disputa pelo consumidor em um mercado de semaglutida que movimentou R$ 5,6 bilhões em vendas no ano passado, segundo dados da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (Alanac) com a IQVIA. Junto com a tirzepatida, molécula do Mounjaro, a caneta emagrecedora da americana Eli Lilly, esse segmento deve movimentar R$ 35 bilhões no mercado formal até 2030, de acordo com o Itaú BBA.

A entrada da EMS neste mercado com preços mais baixos já tinha provocado reações na Novo Nordisk e no laboratório brasileiro Eurofarma. As duas mantêm parceria na qual a brasileira distribui versões locais das canetas da dinamarquesa. Ambas têm adotado condições de preço especiais para pacientes do programa de suporte dos laboratórios.

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Anvisa proíbe creme para cabelos e outros produtos irregulares; saiba marcas

Mulher com cabelos longos e molhados, curvada para frente, com as mãos em concha para pegar água no chuveiro

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu nesta segunda-feira (27), a comercialização de três produtos sem registro ou notificação exigidos pelo órgão. Os itens não podem ser fabricados, distribuídos, divulgados nem utilizados.

Uma das medidas envolve todos os lotes do Creme Relaxante Miss Hidrat para uso Líquido Ativador Guanidina fabricados a partir de 20 de dezembro de 2023. Segundo a Anvisa, o produto é fabricado pela empresa Anaber Cosméticos Indústria e Comércio Ltda. e deverá ser recolhido.

O alvo de uma outra resolução é a Fibra Capilar Full Hair Instantly. A medida também determina a apreensão e proíbe a comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de todos os lotes do cosmético que, segundo a Anvisa, é produzido por empresa desconhecida, o que impede a verificação de sua origem e das condições de fabricação.

O mesmo motivo levou à proibição de todos os lotes do produto Mata Mofo Eurodecor. Segundo a Anvisa, não havia identificação de fabricante regularizado para o item.

A agência alerta que produtos sem registro ou notificação podem não ter passado por avaliações de segurança, qualidade e eficácia exigidas antes de chegar ao consumidor. A comercialização de produtos proibidos configura infração sanitária e pode resultar em medidas administrativas, como apreensão e aplicação de penalidades.

Consumidores que possuam algum dos produtos devem interromper o uso e podem denunciar irregularidades à Anvisa por meio dos canais oficiais do órgão.