
Pernambuco tem dois novos casos suspeitos de intoxicação por metanol, segundo boletim divulgado na noite desta terça-feira (07) pela Secretaria Estadual de Saúde (SES). As ocorrências são de uma mulher de 33 anos, moradora de Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e um homem de 29 anos que mora em Quipapá, na Mata Sul.
Em balanço realizado na noite desta terça-feira pela Secretaria de Saúde de Pernambuco, o município de Flores, Sertão do Pajeú, aparece com um caso notificado, porém em investigação. Mesma situação do município de Mirandiba, Sertão Central, também em vias de investigação de um caso. Serra Talhada ainda não foi registrado nenhum caso suspeito.
As autoridades suspeitam que o metanol foi misturado em bebidas alcoólicas adulteradas, principalmente em destilados como uísque, vodca, conhaque e cachaça. A Vigilância Sanitária de Pernambuco tem lembrado, porém, que qualquer bebida pode ser adulterada.
A Secretaria de Saúde diz que pacientes com sintomas suspeitos devem procurar serviços de pronto atendimento, como as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Depois de o caso ser avaliado, os pacientes em situação mais grave serão transferidas para hospitais de referências.
A Secretaria Estadual de Saúde elaborou um material com recomendações para profissionais de saúde sobre o atendimento a pacientes intoxicados por metanol, diante dos 31 casos suspeitos registrados no estado.
O documento tem como objetivo padronizar o manejo clínico, laboratorial e epidemiológico dos casos, garantindo respostas rápidas e eficazes frente a uma substância altamente tóxica.
O texto destaca que a ingestão de bebidas adulteradas é a principal causa das intoxicações, que podem levar de sintomas leves à cegueira e morte. Os sinais clínicos surgem entre 6 e 30 horas após a exposição e incluem náusea, dor abdominal, tontura, cefaleia intensa, confusão mental e alterações visuais. O reconhecimento precoce é considerado essencial para evitar sequelas.
As orientações laboratoriais incluem coleta imediata de sangue e urina, além de exames como gasometria arterial e função renal. O diagnóstico deve ser, prioritariamente, clínico, sem aguardar resultados laboratoriais para iniciar o tratamento.



