Falta d’água se agrava em Sertânia e Compesa se mantém em silêncio

Com o Moxotó da Gente

A irresponsabilidade da Compesa no tratamento com os usuários não é coisa inerente ao Sertão de Pernambucano. Os reclames pela falta de abastecimentos nas residências, comércios de várias ordens, é uma grita só. E isso é no estado de Pernambuco. Solução para sanar os problemas só aparecem promessas dos gestores dos escritórios. Quando não há estouramento, bombas que aparecem com defeitos e outras desculpas mais.

Moradores do município de Sertânia enfrentam, há mais de duas semanas, uma grave crise no abastecimento de água. O problema teve início no dia 24 de dezembro, quando a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) informou que o Sistema Jatobá estaria operando com redução de 30% na vazão, em razão de uma suposta manutenção emergencial em equipamentos.

Na ocasião, a Compesa afirmou que os serviços seriam concluídos até o dia 29 de dezembro e que o abastecimento seria temporariamente afetado em áreas como o Centro da cidade, os bairros Rufino Ferreira e Alto do Rio Branco, além de comunidades da zona rural. No entanto, o prazo venceu, a situação se agravou e a Compesa não apresentou novas explicações à população.

Passados mais de 15 dias desde o anúncio inicial, moradores seguem sem água nas torneiras e nenhuma atualização oficial foi divulgada pela companhia. A reportagem do Moxotó da Gente entrou em contato com a assessoria de imprensa da Compesa na última segunda-feira (12) e recebeu como resposta que um posicionamento seria repassado assim que houvesse retorno interno. Até agora a Compesa não se pronunciou.

Denúncias vindas das comunidades rurais de Recanto Verde, Cacimba de Cima e Sete Voltas apontam que, sem qualquer aviso prévio, a Compesa teria interrompido tubulações para impedir a chegada da água às residências. Moradores também relatam a retirada dos registros dos chafarizes, que eram a única fonte de abastecimento local.

Para a população, as medidas adotadas não podem ser caracterizadas como simples serviços de manutenção, mas uma demonstração de falta de transparência, de respeito e de comunicação por parte da companhia. A ausência de informações oficiais tem gerado revolta, especialmente entre famílias que dependem exclusivamente do abastecimento público.

Diante de um cenário considerado crítico, a Compesa segue em silêncio, enquanto moradores de Sertânia continuam enfrentando sérias dificuldades para realizar atividades básicas do dia a dia.