Líder de Márcia Conrado admite golpe contra Luciano Duque a exemplo do que aconteceu com Dilma

Enquanto o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou as contas do ex-prefeito e atual deputado estadual Luciano Duque, com ressalvas comuns a diversas gestões, inclusive à da atual prefeita Márcia Conrado, o que se viu ontem na Câmara de Vereadores de Serra Talhada foi um julgamento político travestido de análise técnica.

Os vereadores da base da prefeita ignoraram o parecer do órgão responsável pela fiscalização e adotaram justificativas quase idênticas, como se escritas pela mesma mão. Mas o absurdo vai além: o líder do governo na Casa, vereador Gin Oliveira, usou o impeachment da presidenta Dilma Rousseff como exemplo para justificar seu voto contra as contas de Duque. Assumindo, sem pudor, o caráter político da decisão. A mesma linha foi seguida pelos vereadores Jaime Inácio e Juliana Tenório.

E não parou por aí. A repetição dos mesmos argumentos pelos vereadores escancarou o alinhamento político por trás da decisão e deixou evidente que o julgamento já estava definido antes mesmo da sessão começar.

Se a intenção fosse fazer um julgamento técnico, o parâmetro deveria ser o parecer do TCE, não um dos episódios mais controversos da política nacional. Estão trocando a responsabilidade institucional pela conveniência eleitoral. Isso não é justiça, é golpe.