
Uma análise de Itan Medeiros, editor do blog virtual Pernambuco Ligado, que mais uma vez traz à tona o que até hoje é incorrigível pelos gestores dos poderes públicos, que muitas vezes tem gerido seus órgãos, dos quais tratam sem o mínimo amedrontamento e como se fossem seus. Eis abaixo a análise de Itan Medeiros:
O sistema político tem regras muito sólidas para a permanência no poder, na visão real. Não basta ser carismático ou homem honesto de boas ideias. O sistema financeiro na política é fator que determina desde o primeiro momento que você decide entrar na política. Neste contexto, a própria escolha partidária é primordial para imaginar sobre o tema estrutura financeira de campanha, há sempre uma pergunta na mesa, qual o partido oferece melhores expectativas de estrutura?
Basicamente para o entendimento comum, qualquer despesa financeira na política precisa de uma fonte direta de dinheiro. Aqueles poucos reais que o político lhe entrega na campanha como suposto agrado, nasce de uma fonte de corrupção na grande e imensa maioria das vezes. A lógica é simples, pegue o imposto de renda de um político ao entrar na política e verifique as anotações patrimoniais na data de saída de um mandato. Nada a ver com o suposto bom salário que recebe mensalmente.
Dito isto, eu explico o motivo para a afirmação no parágrafo anterior, há uma prática comum de aumento de patrimônio pessoal do político visando futuras ocorrências de fiscalização, uma forma legal de ficar rico com aparência de honestidade. Exemplos, o registro de guarda pessoal de valores em espécie em casa, observando a cronologia de a cada ano aumentasse estes valores no imposto de renda, a ideia prática, a polícia bateu na porta, dinheiro apreendido é legal. Outra forma comum, a maioria dos políticos não mexem no salário mensal, gerando reserva de valores poupados, como também, trocam de veículos particulares com ganho de capital. Em particular no Pajeú, o registro como criador de animais em crescente volume e ganho de capital é muito comum.
Todas essas manobras supostamente legais, nada mais são que espécies criminosas para lavagem de dinheiro. Qual de fato é a dificuldade de prender o político corrupto? Posso afirmar categoricamente, que a maior dificuldade é o tempo necessário de investigação, a demanda de pessoal, a estrutura do Estado para juntar cada peça de xadrez de uma organização criminosa do colarinho branco.



