

Por Pedro Araújo
A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), achando pouco pelos horrendos serviços que vem prestando a população, onde os estouramentos são constantes, pelo menos nas ruas de Afogados da Ingazeira, e também pela ineficiência na distribuição de água em diversos bairros da cidade, achando pouco essas e outras mazelas, vem entregando nas residências dos consumidores as contas que vão se vencer com dois meses pra frente, como por exemplo, já estão entregando as contas com vencimentos em agosto, ainda estamos no mês de junho (fotos).
Os senhores deputados estaduais bem que deveriam apresentar projetos de leis em que o tratamento da Compesa deveria ser igual ao da Neoenergia Pernambuco, ou seja, paga-se pelo que consumiu durante o mês. Mas não, a Compesa além de não fornecer o líquido como deveria, cobra uma taxa mensal de consumo de 10m³ a quantia de R$ 61,77, quer o consumidor tenha água nas torneiras ou não. Ainda mais, por falta de infraestrutura nas tubulações, que são dos anos 80, quando Afogados da Ingazeira tinha àquela época em torno de 15 ou 20 mil habitantes, hoje passam dos 40 mil e as tubulações são as mesmas, e isso é a causa de tantos estouramentos, tendo como consequência a falta de distribuição de água nos bairros.
O que não se concebe mais, são os representantes dessa empresa ir para programas de rádios explicar o inexplicável, levar inverdades a população que a cada dia reclamam mais desta Companhia. Pelo que a Compesa arrecada mensalmente, ninguém sabe onde está indo à quantidade de recursos recebidos. Não se conhece um estudo sequer, em que a diretoria da Compesa tenha ou esteja fazendo para readequar essas tubulações para a realidade da quantidade dos usuários de hoje, e se preparando para um futuro de mais 20 ou 30 anos pela frente. Quem paga suas contas em dia, tem o dever de cobrar, e além do mais, de serem atendidos. O resumo é: para essa Compesa ficar ruim, tem que melhorar muito.



