

Por Pedro Araújo
As convenções partidárias que aconteceram este último final de semana, no Recife, custaram, em alguns casos, exorbitâncias para alguns municípios do interior do estado, isso é fato, mesmo com discordâncias de alguns gestores. O Blog PE Notícias procurou alguns prefeitos, de diferentes lados partidários, para saber quem custeou a ida de vários simpatizantes, eleitores de coligações partidárias aos megas-eventos, um no sábado e o outro no domingo, com deslocamentos de transportes, alimentações, e segundo informações extraoficiais chegadas ao blog, de que, fora essas despesas, teve partido que fez doações financeiras (em dinheiro vivo), foi informado valores, não citaremos por desconhecer a veracidade destes fatos, a alguns privilegiados.
Procurado, um dos prefeitos informou ao Blog PE Notícias que a despesa do seu município teria ficado por conta do próprio prefeito e outra parte veio de candidatos a deputados, federal e estadual, “uma vez que o município não tem como fazer esses tipos de despesas, não é da alçada dos cofres públicos”, disse conscientemente o gestor.
Outro gestor, já de uma coligação diferente, informou ao blog no mesmo sentido, que as despesas foram rateadas entre o próprio prefeito, alguns vereadores, e secretários municipais. E também dos seus candidatos a deputados, mas devido a atenção dos parlamentares, alguns candidatos à reeleição e outros de primeira candidatura, tinham que suprir outros municípios, e essa ajuda de custo, com deslocamentos de transportes e alimentação ficaram aquém do imaginado.
Mas houve município que enviou mais de um ônibus com seus eleitores, e além disso, outros veículos de passeio fizeram parte das comitivas, o que gera uma despesa extra de gastos com mais combustíveis, de mais pessoas a bordo e isso deve ter onerado as previsões financeiras. Tais previsões, se não foram para “ponta do lápis” pode ter dado diferença no final, e é aí onde talvez algumas prefeituras tenham feito “seus malabarismos” para suprir, de uma forma ou de outra, no final das contas.
Num País onde 30 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vão receber juntos quase R$ 5 bilhões do Fundo Eleitoral para gastar nas eleições de 2026, com um Fundo Eleitoral que é constituído por recursos públicos destinados ao financiamento das campanhas eleitorais, já que empresas são proibidas de doar.
Os candidatos ao governo de Pernambuco poderão gastar até R$ 17,3 milhões durante a campanha eleitoral de 2026, conforme limites estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
No primeiro turno, o limite de despesas para governador no estado de Pernambuco é de R$ 11.562.724, com possibilidade de acréscimo de R$ 5.781.362 – e em caso de segundo turno, totalizando R$ 17.344.086. Já os candidatos ao Senado poderão gastar até R$ 4.447.201,54. Para os cargos proporcionais, os valores são menores: até R$ 3.176.572,53 para deputado federal e R$ 1.270.629,01 para deputado estadual.
E ainda tem prefeitos, vereadores, secretários municipais gastando dos próprios bolsos para transportar eleitores para convenções partidárias? Com uma fortuna dessas, autorizadas pelo TSE? Que serão pagas com dinheiro dos impostos do povo brasileiro? Desse jeito, o Brasil jamais será passado à sério.



