
Nesta segunda-feira (13), o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Serra Talhada (Sintest), realizou mais uma assembleia na Câmara Municipal de Vereadores, em busca de melhorias para os servidores e reajuste salarial que consideram justo para os profissionais. A assembleia aprovou o estado de greve e estipulou um prazo para o governo Márcia Conrado atender as reivindicações da categoria.
Durante entrevista ao Programa Falando Francamente, a presidente do sindicato, Veraluza Nogueira, já havia adiantado os principais pontos de pauta a serem discutidos na assembleia de hoje. Segundo ela, os professores haviam proposto um aumento de 10%, entretanto, a gestão municipal havia feito uma contraproposta, com reajuste de apenas 6% para a categoria.
Além disso, os servidores também cobram da gestão municipal, o pagamento retroativo do Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), a inclusão dos servidores auxiliares de creche como profissionais do magistério e que ocorra a troca dos membros que compõe o colegiado do Fundef.
Diante deste cenário, de acordo com a presidente, os profissionais irão aguardar um posicionamento da gestão municipal até o próximo dia 24 e caso não tenham retorno, a categoria irá entrar em greve a partir do próximo dia 27.
“A gente entrou em estado de greve. Tem a Assembleia dia 27, a gente vai esperar o retorno da Prefeitura, como foi discutido. Os servidores aceitam os 6% mas, com a condição que venha o retroativo de janeiro a julho todinho. E sobre o PCCR, a gente vai dar até o dia 24 para mandar o projeto para a Câmara e também a inclusão dos servidores, dos auxiliares de creche. Todos os pontos, a gente vai esperar o retorno do pessoal da prefeitura, aí, caso não mande até a próxima semana, no dia 24, no dia 27, entraremos de greve”, explicou Veraluza, complementando:
“Também teve a questão da mudança do colegiado do Conselho do Fundef, que são aquele colegiado que são governo, e a gente quer que seja trocado. Porque eles só votam alguns pontos, mesmo discordando da presidência, se a presidência disser que a conta está errada, eles não querem concordar. Porque para eles tudo que é vindo para benefício da Prefeitura eles aprovam, eles aprovam a favor, aí depois querem obrigar a presidente a assinar uma coisa que ela está vendo que não está correta”, finalizou.





