02 – LÍDERES QUE ME INSPIRAM – JK

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Iniciemos esta série falando sobre JK, o que nele você destaca.

Papa – Considerando que a primeira crônica do ano, por tradição, é a apresentação do assunto a ser tratado durante o período, efetivamente o segundo texto abre a série. Por merecimento resolvi começar pelo mineiro Juscelino Kubitschek de Oliveira, nascido na cidade de Diamantina em 12.09.1902, ingressou na política pelas mãos do folclórico Benedito Valadares, interventor nomeado por Getúlio Vargas, como Chefe de Gabinete Civil do Estado de Minas Gerais. Seu primeiro cargo eleito foi deputado federal, com o golpe do Estado Novo perdeu o cargo.

Retomou a carreira de médico e em 1940 foi nomeado por Benedito Valadares como prefeito de Belo Horizonte. Neste cargo começou uma carreira de executivo futurista, o projeto da Pampulha é prova disto.

Em 1945 voltou para Câmara Federal e em 1950 venceu as eleições para governador de Minas. Na condição de governador ratificou a característica de gestor que pensa à frente do seu tempo, dando ênfase para obras estruturantes relacionadas com geração de energia e transportes.

Em 1955 ganhou o pleito para Presidente da República. Neste cargo, sob meu ponto de vista, inseriu seu nome entre os maiores presidentes da história. As marcas de desenvolvimentista, capacidade de enxergar o futuro e tocador de obras levaram-no ao topo pela construção de Brasília e a retirada do país do estágio de nação eminentemente agrícola, dando-lhe condição para acessar outros segmentos da economia, especialmente relacionados com a indústria e abertura de estradas.

Para este cronista a maior qualidade de JK foi não permitir que os congressistas levassem adiante a proposta de reeleição, demonstrado lealdade com suas convicções e não apego ao poder. Sua morte é uma incógnita, nunca foi esclarecida. Lições que busco com ele aprender: “Coragem, respeito as regras do jogo, leitura e interpretação correta de cenários futuros, carisma, capacidade de perdoar seus inimigos, amor pelo Brasil e a boemia”.