
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Hoje apresentamos o poema “Apocalipse” de Zé Adalberto.
Papa – Extrair um único trabalho na obra do alquimista das rimas de Itapetim (PE), é uma missão impossível em função da riqueza em sua produção poética. A opção pelo poema abaixo deriva da sua pertinência com o momento atual da sociedade mundial. Muitas reflexões podem dele podem ser retiradas.
Desative a bomba do peito iracundo
Proclame a concórdia, desarme a intriga
Plante um grão de fé, que breve uma espiga
Nutrirá a vida dos povos do mundo,
O amor de Cristo, por nós é fecundo
Mais que terra fértil que a chuva irriga
Que germina os frutos, que a gente mastiga
Mas nós nem notamos quanto ele é profundo.
Jamais use o nome do Senhor, sem ser
Em favor daqueles que a dor flagela
Pois, a falsidade é a sentinela
Da porta que Cristo nunca vai bater,
Tome a sua cruz, sem se maldizer
Da extremidade nem do peso dela
Quando a força física não puder com ela
Virá outra força que há de poder.
Seja solidário, com a inocência
Divida com ela o riso e a paz
Auxilie com atos firmes e leais
Não macule a alma nem a consciência,
Não julgue as pessoas, pela aparência
Respeite os direitos individuais
Na dúvida, reflita e aguarde os sinais
Que o trânsito da vida requer paciência.
O apocalipse não é muito claro
Mas ele revela que o Filho Santo
Virá qualquer hora enxugar o pranto
Daqueles que o mundo não quer dar amparo,
O trigo do joio, Deus disse: Eu separo!
Como Vosso Servo, eu vos adianto:
Trate de acolher os sem pão e manto
Que o descaso humano pode custar caro.
A humanidade tem contras e prós
Contudo, ela pode fazer muito ainda
Perdoar, ao próximo, e preparar a vinda
De quem mais sofreu, sem erguer a voz,
Os falsos profetas e os faraós
Continuam pondo Jesus na berlinda
Pergunte a si mesmo quando o mal se finda
Quantas vezes Cristo vai morrer por nós.
Se converta logo, dê perdão e peça
Deus não dá duas chances, aproveite essa!





