
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Vamos destacar hoje a carioca Benedita da Silva.
Papa – Benedita Sousa da Silva Sampaio, nasceu 26.04.1942 no Hospital Miguel Couto na encantadora Rio de Janeiro. Servidora pública, auxiliar de enfermagem, assistente social, ativista, feminista, evangélica do bem.
A filha da lavadeira Maria da Conceição e do pedreiro e lavador de carros José Tobias foi a primeira senadora negra do Brasil. Entende como poucos a luta dos moradores das favelas, líder graduada pelas necessidades de vizinhos da Praia do Pinto e Morro Chapéu Mangueira ganhou confiança de eleitores cariocas ao ser eleita vereadora, deputada federal, senadora e vice-governadora, assumiu o governo com afastamento do titular, é por merecimento uma MULHER VENCEDORA.
Muito cedo teve que enfrentar o luta diária para colocar dinheiro em casa foi vendedora de frutas nas ruas da cidade, trabalhou como tecelã numa fábrica de tecidos, faxineira e ajudou a mãe entregando roupas por ela lavadas nas casa dos clientes. Esta fase da vida deu-lhe o direito da cunhar a frase: “Eu não tenho problema nenhum de andar sobre tapetes vermelhos, porque já lavei tantos na minha vida”.
A política Benê sempre manteve viva a essência da sua luta em favor dos excluídos desde sua atuação na Assembleia Nacional Constituinte, onde ganhou nota DEZ na avaliação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP), teve ação destacada na proposta de inclusão de Zumbi dos Palmares no panteão dos heróis nacionais, na criação do “Dia Nacional da Consciência Negra”, na criação de delegacias especiais para apurar crimes raciais, na extensão de direitos trabalhistas para empregadas domésticas e na Lei de Emergência Cultural Aldir Blanc, entre outras.
Pelo seu ativismo político foi eleita Miss do IV Centenário da Cidade do Rio de Janeiro, em 1965. Nos anos 1960-70 manteve seu ímpeto ativista ativo ao fundar o departamento Feminino da Associação de Moradores do Chapéu Mangueira, sob os ares da redemocratização com o seu pioneirismo no associativismo articulou com o Centro da Mulher Brasileira troca de experiência para fortalecer os movimentos sociais de vanguarda. Estas batalhas deram-lhe o direito de ser homenageada pelo Organização das Nações Unidas (ONU), em 2017 na exposição “Lembre-se da Escravidão”. Esta é uma mulher cuja ação política merece muito respeito, sua garra é motivo de orgulho para todos brasileiros que amam os nossos valores e a nossa cultura raiz.



