
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Destaque nesta data para Zélia Duncan.
Papa – Zélia Cristina Duncan Gonçalves Moreira, cantora, musicista e compositora nasceu em 28.10.1964 em Niterói (RJ), enquadra-se entre as personalidades que transitam em cenários alternativos com esplêndida desenvoltura, são seres que enfrentam o inédito sem medo. Dos dez aos dezesseis anos foi destacada jogadora de basquetebol, chegando a integrar a Seleção Feminina de Brasília. Nesta época com seu inseparável violão já demonstrava seu talento como cantora.
No início da década de 1980 ao ser selecionada em certame promovido pela Sala Funarte de Brasília entrou no cenário musical. Sua destacada apresentação com a música “Fazenda”, de Milton Nascimento, foi a chave para abrir muitas portas. Em seguida ao se apresentar na abertura de show de Luiz Melodia no Teatro Municipal de Brasília ganhou a oportunidade de ser escolhida para representar o Distrito Federal no exitoso projeto Pixinguinha em várias cidades pelo Brasil. Retornou para Niterói, trabalhou no Tribunal Regional do Trabalho 1ª Região (RJ), foi locutora de Rádio Fluminense FM, como Cristina Moreira foi vocal de Zé Augusto e Bebeto.
Esta MULHER VENCEDORA no final dos anos 1980 juntou seu talento ao talento da diretoria de teatro Ticiana Studart, que trazia de Nova Iorque ideias arrojadas e irreverentes, para com o nome de Zélia Cristina criar o espetáculo “Zélia Cristina no Caos”, numa lógica onde a principal tese seria “produzir é um caos, os espaços são um caos, a violência é um caos, o isolamento cultural é um caos” Nesta época gravou seu primeiro disco “Outra Luz”. No último trimestre de 1991 recebeu e aceitou o convite para cantar durante três meses no Hotel Meridien, nos Emirados Árabes. Sem medo enfrentou o choque cultural, fez bem feita a sua parte e o prazo foi estendido em mais dois meses. Amadurecida ao retornar ao Brasil retomou seu trabalho autoral no estilo acústico. Venceu preconceitos e se impôs como grande artista.
As frases a seguir demonstram um pouco da sua coragem: “Difícil conjugar a vida, separar cicatriz e ferida…”; “Ou você voa ou se esborracha. Eu prefiro voar”, e “Dignidade é fato, não dá pra pedir”. Na metade da década de 1990 assumiu o nome Zélia Duncan. Essa artista ganhadora de vários prêmios e gravou mais de duas dezenas entre Discos, CDs e DVD, é uma voz para ser ouvida sem restrições, nossos ouvidos serão gratos pelo presente recebido. Seu sucesso é merecido por ter sido construído sob o amparo de um talento infinito.



