33 – MULHERES VENCEDORAS – MARIA QUITÉRIA

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje falaremos sobre a heroína Maria Quitéria.

Papa – Maria Quitéria de Jesus Medeiros, nasceu no dia 27.07.1792, na Fazenda Serra da Agulha, no distrito de São José da Itapororoca, hoje a grande cidade de Feira de Santana (BA), heroína brasileira. Podemos afirmar que seu caráter e as suas habilidades incomuns com as armas nasceram das características do ambiente em que foi criada e estimulada pelas transformações sociais e culturais do Brasil na época.

Com apenas dez anos de idade viu a morte da mãe, e como filha mais velha prematuramente assumiu encargos relacionados com a administração da casa e cuidado com os irmãos mais novos. A estes afazeres adicionou trabalhos somente exercidos pelos homens, tais como caça e pesca. Com estas atitudes nasce a MULHER VENCEDORA e seu ingresso no rol das mulheres que legitimaram seu legado com muita coragem para vencer desafios e quebrar barreiras e preconceitos.

Seu ingresso nas forças armadas se deu após fuga da Fazenda onde morava em 1821, quando assumindo identidade masculina ingressou na Batalhão de Voluntários do Príncipe, regimento conhecido também pelo nome de Batalhas dos Periquitos. Com seu desempenho no Regimento de Artilharia foi promovida para Primeiro Cadete. Mesmo com a existência de outras mulheres combatentes é reconhecida como a primeira mulher a assentar praça em Unidade das Forças Armadas Brasileiras.

Com o disfarce e uma coragem indomada destacou-se na Guerra da Independência nos anos 1822 e 1823 e suas bravas batalhas importantes rendeu-lhe respeito e promoções. O soldado Medeiros por sua habilidade chamava atenção dos superiores. Sua contribuição em referidos conflitos é reconhecida em todos os registros sérios que tratam dos fatores decisivos para vitória das tropas brasileiras, destacando-se ainda mais pelo ambiente e grau de dificuldades enfrentados.

Por força de Lei Federal nº 13.697, de 26 de julho de 2018, com outros combatentes da Guerra de Independência do Brasil na Bahia teve seu nome merecidamente incluído no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”. Em seu estado natal são inúmeras as homenagens em estátuas, ruas e praças. A frase: “Se todos amam a liberdade, por que tantos a temem?”, é atribuída a Maria Quitéria. Uma coisa é certa ela amou e não teve medo de lutar pela liberdade do seu país, merece tudo que recebeu e muito mais.