
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Agora vamos dar outra volta pelo no Brasil do Sul ao Nordeste, traga-nos informações sobre a dança Mazurca.
Papa – Vários pontos de pesquisas indicam a Mazurca como uma dança de origem na Polônia, na literatura encontra-se muitos registros como uma dança polaca. Sua execução é feita em compasso três quartos com os pares formando figuras e desenhos em formatos diferentes. Existem informações que a caracterizam como uma dança derivada de danças folclórica da Grã-Bretanha, prefiro o primeiro registro como dança polonesa, esta escolha é motivada pelo fato de que a Mazurca tem ligação com a obra de Chopin, registro confiáveis apontam que o pianista polonês publicou em vida mais de quarenta músicas relacionadas com o estilo.
Atualmente é pouco praticada no país de origem, e muito executada em Cabo Verde e em diversos locais no Brasil. Nos estados do Sul do Brasil, especialmente Paraná e Santa Catarina, se faz presente em eventos culturais. Nos referidos Estados a presença de agricultores que vieram da Polônia são fortes e este motivo contribui com a sustentação da tradição da dança.
No Nordeste, na cidade de Manari (PE), sua prática da dança é marca do folclore local. Na referida localidade a dança polonesa ganha adaptações e absorve características que lhe aproxima de uma valsa. As vestimentas utilizadas na dança pelas mulheres são preferencialmente bata estampada e saia longa, os homens utilizam camisa social, colete e calças longas e folgadas.
Buscamos a letra de “Mazurca” na obra de Luiz Gonzaga, parceria com Raymundo Granjeiro: “Mazurca, velha mazurca/Inda se dança no meu sertão/Quando toca uma mazurca/Na latada, no salão/Os meninos com as meninas/Vão desatando com pé no chão/Toca, toca e é bom cantador/Toca mazurca lá no meu sertão – Mazurca, velha mazurca/Dança grossa do meu sertão/Quando toca uma mazurca/Véio macho cai no salão/Dança duro batendo o pé/Balança a casa, balança o chão/Tocador que não for tocador/Perde o compasso e num toca mais não”.



