
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Vamos tratar hoje de Evita Perón.
Papa – Eva Maria Duarte, atriz, ativista, filantropa, política nasceu no dia 07.01.1919 em Los Toldos – Buenos Aires – Argentina. Sua primeira infância foi em ambiente familiar pobre e neste cenário alimentou seu grande sonho em ser artista. Com a morte do pai mudou-se para capital e seguiu perseguindo o desejo de ser atriz, em 1937 fez sua estreia no cinema no filme “Segundos Afuera” e posteriormente atou em várias radionovelas.
Em 1944 como arrecadadora de fundos para atender pessoas vitimadas como grande terremoto de San Juan estreou como ativista social efetivamente, tornando-se a MULHER VENCEDORA que foi e que se entregou às causas que defendeu. Neste período conheceu Juan Domingo Perón com quem se casou em 22.10.1945. Após a eleição e posse do esposo como presidente da Argentina teve participação decisiva no fortalecimento do peronismo, no apoio aos vulneráveis da economia do país e nas conquistas sociais relativas conquistas para os trabalhadores.
Nas frases a seguir transcritas identificamos sua perfeita percepção sobre a sua luta e dedicação ao povo argentino: “A violência nas mãos do povo não é violência, mas justiça”. – “Eu não queria nem quero nada para mim. A minha glória é e sempre será o escudo de Perón e a bandeira do meu povo”. – “Onde há uma necessidade, surge um direito”. – “Não, eu não sonhava em ser primeira-dama. Muito menos em virar Líder Espiritual da Nação Argentina, como me nomearam, para minha mais profunda honra. Eu apenas sonhava com uma nação justa! Uma nação onde prevaleceria a vontade daqueles que trabalham! Uma nação que nada teria a temer…”. – “Se este povo me pedisse a vida, dar-lhe-ia cantando, pois a felicidade de um só descamisado – apelido dado aos trabalhadores simpatizantes do peronismo – vale mais que toda a minha vida”.
No texto abaixo, retirado da letra de “Não Chores Por Mim, Argentina”, percebemos nitidamente o rosto de Evita Perón sem maquiagem: “…Não chores por mim, Argentina/Minha alma está contigo/A vida inteira eu te dedico/Mas não me deixes/Fica comigo…”. Diante de tudo isto julgo ser uma enorme miopia histórica vincular o nome de Evita Perón somente às questões ideológicas e aos “ismos” que foram impostos pela grande mídia e por alguns setores que se julgam “donos da verdade”. Precisa ser estudada como a grande líder que foi, carece sem copiada e não estigmatizada como agente do populismo, do peronismo e o esquerdismo. Viva Evita, és muito grande.



