
Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)
Ade Maleu Lapa-el – Hoje vamos trazer para o palco Beth Carvalho.
Papa – Elizabeth Santos Leal de Carvalho – Beth Carvalho, cantora, compositora e instrumentista nasceu na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 05.05.1946 para torna-se uma referência no mundo da música e uma mulher de luta pelas causas socais.
Na história vitoriosa dessa MULHER VENCEDORA podemos encontrar que pelas suas interpretações ela deu voz, vez e fama para artistas e grupos musicais, entre os quais destacamos: Luiz Carlos da Vila, Jorge Aragão, Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Fundo de Quintal e Quinteto em Branco e Preto.
Ao mergulharmos em dados da sua biografia detectamos que Beth Carvalho conviveu em ambiente fértil para desenvolver seu potencial. Sua avó e sua mãe tocavam instrumentos de cordas, violão e bandolim e piano clássico, respectivamente. Vânia a sua irmã, era cantora de samba. Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso e Aracy de Almeida faziam parte do ciclo da amizade do seu pai. Fez balé, estudou e foi professora de música. Com o pai foi assídua em ensaios de Escolas de Samba. Começou cantar sob influência da bossa nova.
No ano de 1965 gravou um compacto simples, em 1968 participou do movimento “Musicanossa” no Teatro Santa Rosa, de Ipanema. Neste mesmo ano foi classificada em terceiro lugar no III Festival Internacional da Canção (FIC), cantando “Andança” de Paulinho Tapajós, Danilo Caymmi e Edmundo Souto. A partir deste momento sua fama, merecidamente, cresceu. De “Porque morrer de amor, 1965” até “Nosso samba tá na rua, 2011” foram lançados em torno de quarenta de discos e CDs, quatro DVDs e uma coletânea em 2005. É praticamente impossível destacar seu maior sucesso, assim como relacionar as homenagens recebidas das Escolas de Samba do Rio de Janeiro e São Paulo, os prêmios recebidos e as turnês realizados no Brasil e no exterior.
Para este cronista, o ativismo político de Beth Carvalho vinculado aos movimentos de esquerda e apoio às candidaturas progressistas que nasceram nos anos 1960. Época que seu pai foi cassado pelo regime militar de 1964 e das marcas que ficaram com as lutas empreendidas para superar dificuldades advinda com a cassação. Além de grande personalidade do mundo musical foi uma mulher de luta em favor das minorias, dos excluídos e combate às injustiças que imperam neste país de tantos desequilíbrios, expôs sua posição política sem temer críticas ou danos a vitoriosa carreira.



