41 – MULHERES VENCEDORAS – MARIA DA PAZ

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje destacaremos a iluminada Maria da Paz.

Papa – Maria da Paz Sousa – “Paizinha” – Maria da Paz, cantora, compositora nasceu no dia 25.03.1959 em Jaboatão dos Guararapes (PE), e adotou Afogados da Ingazeira (PE) como sua terra, nela cresceu e dela partiu para o mundo com seu infinito talento.

Essa MULHER VENCEDORA muito cedo disse para que veio ao mundo. Suas apresentações em programas de auditório promovidos pela Rádio Pajeú e realizados no Cine São José serviram de senha para seu ingresso no mundo da música. Neste espaço conquistou o segundo lugar no concurso “A mais bela voz do Nordeste”, com apenas nove anos. A sua obra tem raízes no fecundo Alto Pajeú, nas músicas de Vicente Celestino, Luz Gonzaga, Waldick Soriano, Roberto Carlos, Clara Nunes, Ângela Maria e outros tantos. Afirmava que sua formação musical foi ao pé do rádio.

Esta premiação despertou em Maria da Paz e necessidade de ingressar no universo da música, ganhou um violão da mãe, aprendeu tocar o instrumento e fez dele a sua arma do bem. No começo da década de 1970 sob a regência de Mestre Dinamérico Lopes (Seu Dino), e em companhia de jovens afogadenses participou do conjunto “Os Unidos”. Sua voz ecoou pelo mundo, seu talento foi descoberto por Demétrio, criador e dono do conjunto “Marajoara” de Sertânia (PE). Neste grupo musical, em conjunto com Charuto, galgou a fama merecida. Muita gente em todo Nordeste ia aos bailes para dançar e, principalmente, ouvir a menina da voz doce e encantadora.

O mundo lhe abriu os braços e Maria da Paz deixou-se ir. Em 1980 gravou o LP “Pássaro Carente”, álbum em que fez a melhor interpretação da música “Súplica Cearense” até esta data. Neste trabalho a compositora surge com grandeza, em cada verso a força da sua poesia é perceptível. Morou na Suíça, encantou na Europa, compôs sucessos esplêndidos para os sertanejos, voltou ao Brasil e nos presenteou com obras primas. Reservo-me ao direito de não apontar seu maior sucesso como amigo, fã e por amar cada composição sua, seria injusto comigo mesmo.

Quando nos deixou estava dando vida a belíssimo trabalho sobre Amália Rodrigues, cantora portuguesa. Tive o privilégio de assistir a gravação do CD no Teatro Santa Isabel em Recife (PE), e ver o show em João Pessoa. Maria da Paz para este cronista e fã é uma das mais expressivas vozes da Música Popular Brasileira. Sua lucidez, seu carisma e seu sorriso suas maiores marcas fora do palco. Paz e luz Maria da Paz.