46 – MULHERES VENCEDORAS – MARIELLE FRANCO

Por Ademar Rafael Ferreira (Papa)

Ade Maleu Lapa-el – Hoje o nosso foco é para Marielle Franco.

Papa – Marielle Francisco da Silva (Marielle Franco), socióloga, política, ativista nasceu na cidade do Rio de janeiro (RJ), em 27/07/1979, desde muito cedo destacou-se na luta em favor dos moradores das comunidades carentes e nas denúncias sobre o abuso de autoridade por parte daqueles que existem para defender a população.

Nunca negou sua origem como filha de comunidade inserida no “Complexo da Maré”, sempre se apresentava como “Cria da Maré”, trabalhou com os pais como camelô, foi vendedora ambulante e educadora infantil em creche da área suburbana que defendia com unhas, dentes e coração.

Munida de uma bolsa integral do programa Universidade para Todos (ProUni), em 2002, ingressou na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) e graduou-se em Ciências Sociais. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), concluiu Mestrado em Administração Pública defendendo dissertação sobre assunto que entendida como poucos, cujo título “UPP – A redução da favela a três letras”. Este texto publicado como livro em 2018 analisa com extrema clareza os reais beneficiários da fajuta política de segurança pública do estado do Rio de Janeiro.

Em 2006 participou ativamente da campanha que elegeu Marcelo Freixo à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), por uma década foi assessora parlamentar do deputado exercendo frutífero trabalho no apoio às vítimas e familiares de vítimas da violência carioca. Em 2016 foi eleita vereadora pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSol), toda sua ação na Câmara de Vereadores da “Cidade Maravilhosa” foi dedicada para as causas que sempre defendeu. Ganhou visibilidade pela forma corajosa que enfrentou o que há de mais podre na política brasileira.

Na frase a seguir transcrita, eu vejo Marielle Franco com sua intensidade: “Não sou livre enquanto outra mulher for prisioneira, mesmo que as correntes dela sejam diferentes das minhas”. Defendo a tese que a guerreira “Cria da Maré” foi assassinada não pelo estava fazendo e sim pela capacidade que possuía para fazer muito mais. Sua voz não foi calada na noite fatídica de 14/03/2018, segue ecoando nas gargantas dos que lutam em favor das comunidades exploradas pelo sistema que sufoca liberdades e nega direitos aos brasileiros das camadas inferiores. Seu legado é maior do que o medo, seu exemplo de coragem é maior que a covardia dos seus algozes. Marielle Vive!