
Estadão
Os candidatos à Presidência já receberam R$ 164 milhões em doações até a última sexta-feira (02), a dois dias do primeiro turno. Desse total, R$ 130,3 milhões, ou 80%, foram repasses do PT para Lula e do PL para Flávio Bolsonaro. Augusto Cury (Avante) doou R$ 550 mil à própria campanha, Renan Santos (Missão) obteve R$ 2,4 milhões de financiamento coletivo e Ronaldo Caiado (PSD) ganhou R$ 2,3 milhões de um empresário.
Lula é o presidenciável com mais doações, com R$ 77,3 milhões. Foram R$ 75,1 milhões do PT, o que equivale a 97% de tudo o que o candidato já declarou até agora à Justiça Eleitoral. O presidente recebeu R$ 423 mil de financiamento coletivo, além de R$ 500 mil do empresário Erasmo Carlos Battistela, CEO da Be8, a maior produtora de biodiesel do País. Ele também repassou o mesmo valor a Flávio Bolsonaro.
Veja a lista das doações aos presidenciáveis:
- Lula (PT) – R$ 77,3 milhões;
- Flávio Bolsonaro (PL) – R$ 61,9 milhões;
- Ronaldo Caiado (PSD) – R$ 13,2 milhões;
- Romeu Zema (Novo) – R$ 5,3 milhões;
- Augusto Cury (Avante) – R$ 3,6 milhões;
- Renan Santos (Missão) – R$ 2,7 milhões.
Flávio Bolsonaro auferiu R$ 55,2 milhões do PL, 89% de toda a verba que obteve até o momento. A doação de pessoa física mais generosa à campanha do senador foi do empresário Luiz da Rocha Salles Filho, com R$ 1 milhão. Flávio obteve R$ 107 mil de financiamento coletivo.
Ronaldo Caiado, por seu turno, recebeu a maior doação de pessoa física entre presidenciáveis: R$ 2,3 milhões do empresário Carlos Eduardo Ferraz de Mattos Barroso, do ramo de cartórios em Brasília.
Candidato do Novo ao Planalto, Romeu Zema recebeu R$ 5 milhões do partido, que pela primeira vez usa recursos públicos nas campanhas de seus candidatos. Esse valor corresponde a 94% das doações feitas a Zema. Ele não declarou financiamento coletivo.
O escritor Augusto Cury colocou R$ 550 mil do próprio bolso na campanha. Outros R$ 2,8 milhões vieram do seu partido, o Avante, soma que representa 92% de todas as doações obtidas pela campanha.
Por fim, Renan Santos foi o que mais recebeu financiamento coletivo, com R$ 2,4 milhões nessa modalidade. Do partido estreante nas eleições, recebeu apenas R$ 20 mil.



