Simples Nacional: mais de 160 mil empresas pernambucanas precisam definir regime para a reforma tributária

Mais de 160 mil Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) de Pernambuco enquadradas no Simples Nacional terão até 30 de setembro para escolher como pretendem recolher os novos tributos previstos na reforma tributária, o IBS e a CBS. A mudança não se aplica aos Microempreendedores Individuais (MEIs). Para auxiliar os empresários, o Sebrae/PE disponibiliza consultores e ferramentas digitais voltadas à análise das alternativas.

A decisão entre continuar no Simples tradicional ou adotar o chamado Simples Híbrido deve levar em consideração aspectos como o perfil dos clientes, faturamento, fornecedores, formação de preços, competitividade e possibilidade de geração e aproveitamento de créditos tributários.

Um dos principais critérios é o tipo de público atendido pela empresa. Negócios que vendem principalmente para outras empresas, no modelo B2B, podem encontrar vantagens no sistema híbrido, já que o IBS e a CBS serão recolhidos pelo regime regular e existe a possibilidade de geração de créditos ao longo da cadeia. Já empresas que comercializam diretamente para consumidores finais, como restaurantes e lanchonetes, podem se beneficiar da permanência no Simples tradicional, dependendo de suas características.

Por isso, a recomendação é que o empresário não tome a decisão apenas com base na alíquota dos impostos. A estrutura da empresa, o relacionamento com clientes e fornecedores, o volume de vendas e a capacidade de aproveitar créditos podem fazer com que a escolha mais vantajosa seja diferente para cada negócio.

Com o prazo de escolha se aproximando, o Sebrae orienta os pequenos empresários a tratarem a mudança como uma etapa de planejamento financeiro. A instituição disponibiliza gratuitamente o Simulador da Reforma Tributária, que permite comparar diferentes cenários e ter uma estimativa inicial sobre os possíveis efeitos de cada modelo.

O Sebrae também recomenda que os empreendedores acompanhem seus canais oficiais durante o período de transição. A instituição disponibiliza informações sobre alterações nas regras, prazos e orientações para que as empresas possam se preparar para as próximas etapas da reforma tributária.