
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro rejeitou a realização de uma audiência de conciliação no processo no qual é acusado de calúnia pela procuradora da República Monique Cheker.
A possibilidade foi aberta pela relatora do caso, ministra Cármen Lúcia, seguindo previsão do Código de Processo Penal.
“Jair Messias Bolsonaro, por seu novo advogado, vem informar a Vossa Excelência que NÃO tem interesse na realização da audiência de conciliação”, afirmou o advogado Antonio Carlos Fonseca.
Cheker, por sua vez, concordou com a possibilidade, mas apresentou três condições: que o Bolsonaro apresente uma “retratação expressa da acusação formulada, reconhecendo ser inverídica”, que essa retratação seja publicada em três veículos de comunicação de circulação nacional e que pague uma indenização de 50 mil reais.
A queixa-crime foi apresentada pela procuradora após Bolsonaro afirmar, em uma entrevista, que ela teria “forjado provas” contra ele.
O ex-presidente fez referência ao episódio no qual foi acusado de crime ambiental, por ter realizado pesca em área protegida, em 2012, quando era deputado federal.



