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A comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não passou ilesa de uma auditoria minuciosa realizada pelos fiscais da Receita Federal, após retorno da viagem presidencial à China.
No dia 16 de abril, quando Lula, a primeira-dama Janja e seus principais assessores e ministros desembarcaram no aeroporto de Brasília, após uma escala nos Emirados Árabes, fiscais da Receita abordaram os passageiros e fizeram uma vistoria detalhada em suas bagagens.
A coluna apurou que Lula chegou a ficar irritado com o procedimento, o qual foi visto por alguns membros da comitiva como um ato exagerado. Não houve, porém, nenhuma apreensão de item irregular ou não declarado.
A Receita Federal nega que tenha feito um procedimento fora do padrão. Segundo o órgão, quando da chegada de voos e viajantes vindos do exterior, é realizado corriqueiramente o controle aduaneiro, em obediência à legislação em vigor.
A conferência das bagagens, segundo a Receita, foi feita nas instalações cobertas de recepção de passageiros, na Base Aérea. Essa fiscalização leva em consideração elementos de gestão de riscos, aleatoriedade e conta com a ajuda de scanners. As fiscalizações aduaneiras costumam envolver outros órgãos públicos, como a Anvisa, a Vigilância Agropecuária Internacional e a Polícia Federal.
O único presente que Lula trouxe dos Emirados Árabes foi uma caixa de tâmaras, que foi compartilhada com os funcionários do gabinete presidencial.





