A derrota de Renan Calheiros na Justiça contra uma pesquisa eleitoral

Homem de meia-idade, cabelos grisalhos, óculos finos, terno azul-marinho e camisa azul-clara, olhando para cima com expressão séria

A Justiça Eleitoral de Alagoas rejeitou uma ação do senador Renan Calheiros (MDB) que tentava proibir a circulação de uma pesquisa eleitoral no estado. O levantamento publicado pelo instituto Paraná Pesquisas nesta sexta-feira (03), mostra o emedebista em desvantagem contra o deputado federal e rival alagoano Arthur Lira (PP).

No processo, a campanha de Calheiros acusava a pesquisa de “vício metodológico” devido à ausência de três nomes na sondagem ao Senado: os pré-candidatos Ítalo Bonja (DC), Marcos Omena (Avante) e Alexandre Fleming (UP). A ação foi movida junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE-AL) na última quinta-feira, antes da publicação do levantamento.

O pedido, no entanto, foi negado pelo desembargador Maurício César Breda Filho, do TRE-AL. Segundo o magistrado, a inclusão de todos os nomes nas pesquisas eleitorais é obrigatória somente após o registro oficial das candidaturas, cujo prazo começa em 20 de julho. “No caso em exame, a pesquisa foi realizada em período pré-convencional, momento no qual inexistem candidaturas formalizadas ou definitivas perante a Justiça Eleitoral”, escreveu o juiz em decisão divulgada nesta sexta-feira.

Breda Filho rejeitou, ainda, o argumento do MDB que apontava “inconsistência no plano amostral”, de acordo com a acusação, a pesquisa utilizaria dados de renda desatualizados do Censo 2010 como base para a amostra. Segundo o magistrado do TRE-AL, a escolha se justifica porque os mesmos indicadores referentes ao Censo de 2022 ainda não foram publicadas na íntegra pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na mesma semana, PSDB tentou barrar pesquisa sem nome de Eudócia Caldas em Alagoas

Também nesta sexta-feira (03), o desembargador Breda Filho negou, pelo mesmo raciocínio, uma ação da federação PSDB/Cidadania contra uma pesquisa Real Time Big Data para o Senado em Alagoas. O levantamento foi publicado na última quarta-feira.

Em argumentação semelhante à do MDB, o PSDB acusou a pesquisa de vício metodológico ao não incluir o nome da senadora tucana Eudócia Caldas nas simulações de cenário ao Senado. Na mesma linha, o TRE-AL rejeitou a ação, afirmando que a obrigação existe somente após o registro formal das candidaturas e que “a empresa de pesquisa não tem condições de saber previamente todos os pré-candidatos e as nuances políticas apresentadas”.