
A menos de duas semanas do primeiro turno, Lula chega à reta final da campanha em uma disputa apertada pela Presidência. Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (21), mostra o presidente com 40% das intenções de voto, ante 37% de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. Numa eventual segunda rodada entre os dois, são 46% a 45%, diferença dentro da margem de erro. O levantamento eleitoral está registrado no TSE sob o número BR-00485/2026.
Uma pesquisa da Ipsos-Ipec divulgada também nesta segunda-feira ajuda a dimensionar o ambiente de insatisfação enfrentado pelo presidente. Nas nove áreas de atuação do governo avaliadas, a parcela dos brasileiros que considera o desempenho ruim ou péssimo supera a que o classifica como ótimo ou bom.
O maior desequilíbrio aparece justamente nas contas públicas. Para 54% dos entrevistados, a atuação do governo no controle e corte dos gastos é ruim ou péssima, ante 24% que a consideram ótima ou boa. No combate à inflação, a avaliação negativa chega a 51%, contra 25% de positiva. Segurança pública registra os mesmos percentuais: 51% de ruim ou péssimo e 25% de ótimo ou bom.
O quadro se espalha pelas demais áreas. Saúde tem 47% de avaliação negativa e 31% de positiva. No combate ao desemprego e na política externa, são 45% contra 31%. Nem a educação, que apresenta o melhor resultado entre os nove temas, consegue saldo favorável: 41% classificam a atuação do governo como ruim ou péssima e 35% como ótima ou boa.
Os cruzamentos por renda revelam diferenças importantes na percepção da política econômica. Entre os brasileiros com renda familiar superior a cinco salários mínimos, 69% consideram ruim ou péssima a atuação do governo no controle dos gastos públicos e 65% fazem a mesma avaliação do combate à inflação. Entre aqueles com renda de até um salário mínimo, os percentuais são de 36% e 37%, respectivamente.
Há também sinais de deterioração recente em alguns indicadores. Desde junho, a avaliação negativa da atuação no combate ao desemprego passou de 40% para 45%. No meio ambiente, avançou de 37% para 42% e, na política externa, de 39% para 45%. São as três áreas em que a Ipsos-Ipec aponta piora em relação à rodada anterior.
O levantamento da Ipsos-Ipec não é uma pesquisa de intenção de voto. Ele mede exclusivamente a avaliação dos brasileiros sobre a atuação do governo federal em diferentes áreas e, portanto, não permite estabelecer uma relação causal entre esses resultados e a escolha eleitoral. Os números ajudam, porém, a retratar a percepção sobre a gestão no momento em que o país entra na reta final da disputa presidencial.
A Ipsos-Ipec ouviu presencialmente 2.000 pessoas em 130 municípios entre os dias 9 e 13 de setembro. A margem de erro para o conjunto da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.



