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A resposta de Alexandre de Moraes ao inquérito da PF tornado público na última terça-feira por determinação de André Mendonça veio rápida, e, bem ao seu estilo, dobrando a aposta. Pediu a Edson Fachin que abra uma investigação contra Mendonça. Beleza.
Faltam, no entanto, outras respostas que estão demorando a chegar:
- Qual foi a razão para, segundo a PF, oito encontros presenciais com Vorcaro, o enrolado cliente de sua mulher, Viviane? Conversaram sobre o quê? Charutos? Degustação de Macallan?
- Que conselhos deu a um desesperado Vorcaro que, também segundo a PF, enviou 28 mensagens para o número de Moraes na semana de sua primeira prisão, em novembro passado? O que exatamente respondeu ao pedido de Vorcaro dois dias antes de ser preso: “Acha que segunda tenho que estar fora?”.
- Que avaliação faz da versão final do contrato de R$ 131 milhões firmado entre o escritório de Viviane e Vorcaro, que, segundo a PF, teve uma revisão final feita por Moraes? Foi um valor justo? Ou um “pagamento exorbitante”, termo que Moraes usou quando barrou o pagamento de penduricalhos a juízes no mês passado?
- O senhor não considera que deve explicações à opinião pública sobre suas relações com Vorcaro?



