A vergonha da falta de fiscalizações no futebol brasileiro; com contrato de mais 4 anos, Ancelotti receberá R$ 237 milhões até a Copa de 2030

Carlo Ancelotti, técnico que comandará da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026

O técnico Carlo Ancelotti receberá 10 milhões de euros por ano (R$ 59,3 milhões, na cotação de 5 de julho de 2026) até a Copa do Mundo de 2030. O contrato do treinador italiano foi renovado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2026 e estabelece um pagamento total de R$ 237 milhões até o próximo mundial.

A renovação segue válida mesmo depois da eliminação da seleção na Copa de 2026 neste domingo.

O contrato de Ancelotti estabelece salário mensal de R$ 4,9 milhões. A CBF anunciou a extensão do acordo com o treinador em 14 de maio de 2026, um mês antes da estreia da seleção na Copa 2026.

Ancelotti está no comando da seleção brasileira desde maio de 2025.

A Copa de 2030 será uma edição histórica. Marcará os 100 anos da competição e será realizada em 06 países:

  • África – Marrocos;
  • América do Sul – Argentina, Paraguai e Uruguai;
  • Europa – Espanha e Portugal.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro, realizado a cada quatro anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.

No caso do Brasil, cabe à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) definir quem é o treinador e quais são os jogadores convocados, na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à convocação. A CBF é uma organização de direito privado, sem nenhum vínculo com o governo federal.

O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.

As autoridades competentes sabem do antro de corrupções existentes dentro da entidade (CBF), se não houvesse, a maioria dos seus ex-presidentes não teriam trocado seus luxuosos gabinetes e terem ido parar em celas de prisões, por falcatruas. Mas essas autoridades vivem de mãos atadas tendo em vista de ser essa entidade de fins lucrativos e usarem os recursos como bem entenderem. Uma vergonha.