Alckmin se torna o vice que mais assumiu o cargo de titular nos primeiros 14 meses de governo

Lula e Alckmin no lançamento da Nova Indústria Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta quarta-feira para sua 18º viagem internacional desde que assumiu o mandato, no ano passado, tonando o seu vice, Geraldo Alckmin (PSB), o que mais assumiu o posto do titular nos primeiros 14 meses de um governo desde a redemocratização. Até agora, foram 82 dias no comando do país, a frente de nomes como Hamilton Mourão, José Alencar e Marco Maciel.

Com o novo tour, em que o presidente visitará Guiana e São Vicente e Granadinas, Alckmin deve completar 85 dias no cargo mais alto da República. Quem chega mais perto é Alencar, substituto no primeiro mandato do petista, quando o então chefe da Nação ficou fora do país por 78 dias no início do governo. Já no segundo mandato de Lula, seguindo o mesmo método de comparação, foram 70 dias.

Já Marco Maciel assumiu a presidência da República de forma interina durante 69 dias, dos 73 que Fernando Henrique Cardoso passou fora do Brasil durante o primeiro mandato. Já no segundo governo, Marco Maciel assumiu o governo por 37 dias, dos 38 que FHC ficou fora do país.

Michel Temer, por sua vez, assumiu por 44 dias no primeiro mandato de Dilma Rousseff e 39 dias no segundo mandato da petista. Depois disso, acabou por assumir definitivamente, com o impeachment da titular.

Por fim, no pé do ranking, está Hamilton Mourão, vice do ex-presidente Jair Bolsonaro, que ficou 31 dias no comando da presidência da República ao longo do primeiro ano de governo. Embora não tenham tido um vice-presidente, Michel Temer passou apenas oito dias fora do país, o período considerado e Itamar Franco apenas nove.

O levantamento um ano e dois meses do começo de cada mandato presidencial. Para o terceiro mandato de Lula, o levantamento foi feito com base na agenda oficial da presidência da República. Para os outros presidentes, foi considerado os dias registrados nos arquivos oficiais do Palácio do Planalto.

Alckmin chegou ao Palácio do Planalto carregando a desconfiança da base petista ao ingressar na chapa de Lula, seu antigo adversário. A estratégia do ex-tucano para dissolver a resistência tem sido a de demonstra publicamente sua fidelidade a Lula, em discursos, por exemplo, sempre cita e exalta o presidente.