
Blog Dellas
Na história política de Pernambuco nunca existiu tanta antecipação de uma eleição como está acontecendo agora. Ainda não foram oficialmente lançados os candidatos a prefeito neste ano de 2024 e, na base do prefeito João Campos, além dos seis pré-candidatos a vice, tem fila de pré-candidatos ao senado.
Já há cinco postulantes às duas vagas que serão disponibilizadas em 2026: Miguel Coelho, Sílvio Costa Filho, Fernando Dueire, Marília Arraes e Humberto Costa. Mais nomes podem surgir até lá de maneira que, se o prefeito se reeleger e for candidato a governador, vai enfrentar em dois anos a mesma dor de cabeça que o perturba agora com a escolha do companheiro ou companheira de chapa.
Miguel (UB) e Marília (Solidariedade) foram candidatos a governador em 2022 e aguardam 2026 para voltar ao cenário majoritário; Fernando Dueire (MDB) e Humberto Costa (PT) pretendem renovar os seus mandatos; e Sílvio Costa Filho (Republicanos) é ministro do governo Lula e trabalha dia e noite para chegar ao Senado.
A diferença para João entre os candidatos a vice de agora e a senadores de mais adiante é que, dos postulantes a vice, quatro são da cozinha da Prefeitura e vão aceitar de bom grado a decisão que o prefeito tomar. Já os candidatos a senador têm partidos e cabeças diferentes que não aceitam qualquer desculpa para serem preteridos. Sem contar que do outro lado estará a governadora Raquel Lyra candidata à reeleição e com duas vagas disponíveis para o Senado. Qualquer deslize de um lado, o outro pode servir de abrigo.
O senador Humberto Costa disse que quem vai escolher o vice do Recife “é o presidente Lula em conversa com o prefeito.” Ele acha que não tem nada definido e que a vice pode ser do PT. O nome que o senador apoia é o do deputado federal Carlos Veras. Já a deputada Teresa Leitão está com a pré-candidatura do ex-vereador e médico Mozart Sales. No PSB há líderes que torcem o nariz quando falam nas duas opções.



