Alexandre de Moraes fixa novo prazo para a PF concluir investigação contra Geddel Vieira por lavagem de dinheiro

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes decidiu, nesta quarta-feira (24), estender por 60 dias o prazo para a Polícia Federal concluir um inquérito contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima (foto), e seu irmão Lúcio Vieira Lima.

Relator do caso, Moraes mencionou a necessidade de prosseguimento das investigações, com a realização das diligências pendentes. A medida acolhe uma solicitação da Procuradoria-Geral da República, que havia defendido a extensão do prazo, ao fim do qual a PF deverá elaborar seu relatório final.

A investigação mira suposta lavagem de dinheiro por meio da simulação de um contrato de locação de maquinário agrícola destinado à fazenda da família, além da simulação de compra e venda de gado.

Em 2019, quando Geddel já não exercia mais um mandato, Moraes mandou o caso à Justiça Federal do Distrito Federal, em linha com o entendimento do STF à época sobre o chamado foro privilegiado. Com a mudança promovida pela Corte em 2025 na extensão do foro, os autos voltaram à alçada do ministro.

Geddel, Lúcio e outros alvos buscam arquivar o inquérito sob o argumento de que ele resulta da Operação Cui Bono, “já declarada nula, com trânsito em julgado, pelo TRF-1”.

Em maio, porém, Moraes rejeitou o pedido, sob o argumento de que a investigação está em tramitação regular, com diversas diligências já realizadas e a apresentação de relatório parcial pela Polícia Federal. Assim, o encerramento seria “absolutamente prematuro”.