
Com a indefinição do nome com quem pode compor uma chapa nas eleições, o presidente Lula tem ouvido de aliados, em tom de pressão, para que a definição do vice seja tomada “o quanto antes”.
A intenção de integrantes do Planalto e das siglas mais próximas ao Partido dos Trabalhadores — como PSB, PDT, PSol e Rede — ecoa nas palavras do presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos. Em encontro recente com Lula, o pernambucano pediu que o correligionário Geraldo Alckmin seja pré-candidato a vice: “Não dá para mexer em time que está ganhando”.
Integrante da base do chefe do Executivo federal e também filiado ao PT, o ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou haver espaço e desejo para que o MDB ocupe a vaga. Questionado sobre o tema, porém, ele respondeu que a escolha cabe ao atual presidente da República.
Santana também deve pedir o afastamento do cargo para cuidar da campanha do petista na região Nordeste, bem como reforçar o palanque de Lula no Ceará e na Bahia.
Contudo, se a situação no Ceará, reduto de Camilo, continuar a se afunilar para que Ciro Gomes (PSDB), com apoio do PL, figure melhor nas pesquisas, há indícios de que Lula escale o chefe da Educação ao governo cearense.





