
A Páscoa é um dos períodos do ano em que as compras de alguns alimentos costumam aumentar, e com elas, os preços também tendem a subir. O comércio de pescados, vinhos e outros ingredientes específicos acaba sendo mais intenso, gerando, portanto, uma tentação aos donos de estabelecimentos em aumentar alguns preços.
O Procon-PE revelou que a variação de preço entre alimentos típicos da Páscoa foi de até 195,14% no Recife. O levantamento listou produtos em 13 estabelecimentos na capital pernambucana, entre crustáceos, vinhos, azeite de oliva, e alertou ainda sobre o aumento exagerado em alguns locais.
O topo da lista de variação de preço é o leite de coco, que custava entre R$ 8,50 e R$ 2,88 nos supermercados, apresentando, portanto, uma alteração de 195,14%. Em seguida na listagem, o quilo do camarão cinza com casca desponta com uma mudança de preço de 182,16%. O pacote chegou a custar R$ 75,90 no local mais caro, e R$ 26,90 no mais barato. Outro produto com alta variação é o azeite de dendê, que costuma ter uma busca maior neste período do ano. O ingrediente variou de R$ 19,30 a R$ 8,29, com um percentual de 132,81%.
Confira outros produtos com variação acima de 100%
- Filé de tilápia – menor preço: R$ 37,00; maior preço: 75,90; percentual: 105,14%
- Posta de pescada amarela – menor preço: R$ 40,00; maior preço: R$ 109,90; percentual: 174,75%
- Vinho tinto seco ou suave – menor preço: R$ 11,49; maior preço: R$ 22,99; percentual: 100,09%
Produtos com as menores variações na Páscoa
Apesar do aumento vertiginoso de alguns itens fundamentais para uma boa ceia de Páscoa, outros ingredientes não sofreram tanto com a inflação. As alternativas, mesmo não sendo tão discrepantes das opções tradicionais, permitem que o consumidor avalie as alternativas.
A carne de siri, por exemplo, teve a menor variação da pesquisa, de 27,27%, sendo o preço mais acessível R$ 55,00, e o mais caro R$ 70,00. Já o sururu, custando de R$ 35,00 a R$ 45,00, apresentou uma diferença de 28,57%.
Ainda foi possível observar outros itens com uma variação menor do que 40%, como o filé de surubim (36,78%), a corvina em posta (36,53%) e o peixe tipo bacalhau do porto (37,52%).
A pesquisa está disponível no portal do Procon.



