Apadrinhado pelo Prerrogativas eleva críticas contra a gestão de Flávio Dino

Marco Aurelio Carvalho e Fabiano Silva, coordenadores do grupo Prerrogativas, posam para foto com o ministro da Justiça, Flávio Dino, e com o secretário-executivo da pasta, Ricardo Cappelli

Uma das principais vozes da esquerda críticas à atuação do Ministério da Justiça na crise de segurança pública tem alinhamento com o grupo de advogados Prerrogativas, que está de olho na sucessão de Flávio Dino.

Douglas Belchior, cofundador do movimento Uneafro, elevou o tom das críticas contra as respostas do Ministério da Justiça para conter a violência no Rio de Janeiro e na Bahia. O secretário-executivo do ministério, Ricardo Cappelli, bloqueou Belchior no Twitter, após o ativista dizer que a declaração dada por ele, em defesa da letalidade da Polícia Militar da Bahia, era racista.

No ano passado, Belchior concorreu à Câmara dos Deputados pelo PT de São Paulo, mas não conseguiu se eleger. O advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas, costumava apresentar Belchior como o seu candidato. Ele doou R$ 50 mil para o ativista investir na campanha eleitoral.

Flávio Dino é apontado como o favorito de Lula para ocupar a vaga deixada por Rosa Weber no STF. Carvalho é um dos nomes que sonham em suceder Dino na pasta, assim como Cappelli.

Ao expor que tinha sido bloqueado por Cappelli, Belchior afirmou que torcia para o secretário-executivo não assumir o Ministério da Justiça.

Dino e Cappelli foram muito criticados pelo Prerrogativas quando o ministro indicou a advogada Marilda Silveira para colaborar com o governo. Marilda integrou a defesa do Novo e atuou em ações judiciais contrárias a Lula. Em agosto, Carvalho e Fabiano Silva, outro coordenador do grupo de advogados, almoçaram com Dino e Cappelli para aparar as arestas da relação.

Oficialmente, o Prerrogativas defende a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o STF.