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G1
Pernambuco fechou 2021 com o terceiro maior número de homicídios de todo o Brasil, mesmo com uma baixa de 10% nos assassinatos, em comparação com 2020, primeiro ano da pandemia de Covid-19. Apesar disso, o secretário de Defesa Social, Humberto Freire, disse que o estado está “no caminho certo”.
Foram, ao todo, 3.370 mortes violentas no ano passado, de acordo com dados levantados pelo Monitor da Violência do G1.
O estado só fica atrás da Bahia, que teve 5.099 vítimas, e do Rio de Janeiro, com 3.394 ocorrências. Esses dois estados têm 5 milhões e 6 milhões de habitantes a mais que Pernambuco, respectivamente.
“Realmente, o número ainda é alto e a gente ainda tem muito o que fazer para trazer mais paz e mais segurança para o povo pernambucano, reduzindo ainda mais os homicídios. Mas estamos no caminho certo, tanto que 2021 foi a menor taxa de homicídios da história”, afirmou o secretário Humberto Freire.
Quando se leva em conta a taxa de homicídios por 100 mil habitantes, Pernambuco tem os piores números entre os três estados que estão nos primeiros lugares do ranking.
São 34,83 mortes violentas a cada 100 mil habitantes em Pernambuco. Na Bahia, essa taxa é de 34,02 assassinatos. O Rio de Janeiro tem incidência de 19,4 mortes violentas por 100 mil moradores.
O cálculo sobre o índice de mortes violentas por 100 mil habitantes foi feito com base na estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para a população de Pernambuco, que, em 2021, foi de 9.674.793.
Humberto Freire disse, ainda, que o estado consegue resolver a maioria dos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem homicídios, lesões corporais que resultam em morte e latrocínio, que é o roubo seguido de morte.
“Pernambuco é vanguarda na investigação de homicídios, a gente investiga e entrega ao sistema de Justiça 65% dos homicídios praticados. Ou seja, de cada três homicídios, dois, dentro do mesmo ano, a gente soluciona e entrega os culpados ao sistema de Justiça. Isso é um índice de vanguarda no Brasil e comparável a alguns países desenvolvidos do mundo. E o investimento para isso é muito grande”, declarou.



