
Após uma mesa de negociação realizada entre o Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere) e a Prefeitura do Recife, na última sexta-feira, a categoria mostrou insatisfação quanto a proposta apresentada pela gestão.
Em assembleia no pátio da Prefeitura, professores e professoras criticaram a conduta do governo, que propôs o parcelamento do reajuste do Piso Salarial Nacional do Magistério em 3% a partir de julho e 2,4% em setembro, sem retroatividade ao mês de janeiro. A luta da categoria é para atingir o índice de 5,4%.
“A legislação municipal estabelece janeiro como data-base da categoria, o que garante o direito à retroatividade do reajuste. Ao negar essa aplicação, a gestão está impondo um prejuízo financeiro às professoras e aos professores e esvaziando o sentido da valorização da carreira docente”, declarou Jaqueline Dornelas, coordenadora geral do Simpere.
Sindicato desaprovou outras medidas
Outra questão desaprovada pelos profissionais foi o adiamento do debate sobre a reestruturação da carreira, importante bandeira defendida pelo sindicato. Além disso, segundo o Simpere, também não houve, por parte da Prefeitura, a apresentação do reajuste para gratificações da educação em 2026, incluindo o Abono Educador, que costuma ser atualizado anualmente.
Há previsão de uma nova mesa de negociação para a próxima terça-feira (03), às 9h, bem como uma nova assembleia geral, que será realizada no dia seguinte, às 14h, no Teatro Boa Vista.



