
Por André Beltrão
Às vésperas de viajar para Turquia e Filipinas, o presidente Lula (PT) já avançou em tratativas para compor o ministério de seu quarto governo. O petista teria intensificado conversas com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que podem respaldar em Pernambuco.
Kassab pressionaria para que João Campos, presidente nacional do PSB e candidato derrotado ao governo do estado, não assuma um ministério. Com isso, ele ficaria sem protagonismo para rivalizar com a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD), que o derrubou nas urnas.
Lula teria sondado Kassab para assumir o ministério, mas o Cacique recusou. Candidato a vice-presidente na chapa puro sangue encabeçada por Ronaldo Caiado, o dirigente não quer se comprometer com as alas divergentes de sua sigla. Ao mesmo tempo, possui um poder de fogo que envolve 43 deputados federais, mais do que partidos alinhados ao PT, como PCdoB (11), PSol (15) e o próprio PSB (15) juntos.
Ciente dos desafios que terá com o próximo Congresso Nacional, Lula sabe que os partidos do centrão, mesmo rachados, lhe trarão mais votos que seus aliados votando “em manada”. Por isso, precisa dos caciques por perto. Além de Kassab, Baleia Rossi (MDB) e Antônio Rueda (Federação União Progressista) estão em conversas. Até Marcos Pereira (Republicanos) quer garantir um espaço na Esplanada, mas por hora está focado na manutenção de Hugo Motta como presidente da Câmara dos Deputados.



