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G1
Para os comerciantes que dependem das vendas na faixa de areia da orla de Boa Viagem e do Pina, na Zona Sul do Recife, o verão de 2022 ainda não deu retorno financeiro. Nos últimos meses, além do fator climático, com o registro de dias mais chuvosos, o faturamento não foi mais o mesmo. Além disso, os barraqueiros esperam, desde julho do ano passado, o auxílio emergencial prometido pelo governo de Pernambuco para compensar parte dos prejuízos.
Segundo o vice-presidente da Associação dos Barraqueiros de Boa Viagem, José Rodney Costa, os comerciantes não têm dinheiro para renovar os equipamentos como gostariam. “Os barraqueiros não conseguem pagar o aluguel de carroças e estão com o material defasado”.
Além disso, segundo José Rodney, os trabalhadores da faixa de areia cobram o auxílio. “Prometeram o auxílio de três parcelas de R$ 180. Esse valor seria distribuído não só aqui [em Boa Viagem e Pina], mas como em todo o estado. Até o momento, não chegou nada. Esse dinheiro foi repassado para as prefeituras pagarem, mas a do Recife ainda não pagou”, conta.
Luciano da Silva Alves, que tem uma barraca na praia de Boa Viagem há 18 anos, conta que desde que a pandemia começou, os frequentadores diminuíram.
“O movimento caiu em 60% e ainda não se recuperou. O turismo aqui diminuiu e isso desfavoreceu o comércio da orla”, diz Luciano da Silva. Antes da pandemia, o barraqueiro contava com a ajuda de três funcionários, mas, atualmente, só consegue pagar pelo trabalho de um ajudante.
Ao todo, 476 barraqueiros possuem cadastro para trabalhar em Boa Viagem, segundo a Associação dos Barraqueiros da Orla de Boa Viagem. Somando os ajudantes, passam de mil as famílias que garantem o sustento com o comércio na faixa de areia.
Repostas
Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, ligada ao governo de Pernambuco, informou que todos os 13 municípios do litoral de Pernambuco já receberam o montante destinado ao benefício eventual para comerciantes que atuam nas faixas de praia.
“O Governo do Estado investiu mais de R$ 3 milhões para atender 5.597 profissionais das cidades do Cabo de Santo Agostinho, Goiana, Igarassu, Itamaracá, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Recife, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Sirinhaém e Tamandaré”, diz trecho da nota.
Ainda segundo o governo, o repasse teve o objetivo de viabilizar que as prefeituras destinassem, para cada trabalhador, um total de R$ 540, em três parcelas de R$ 180.
Também por meio de nota, a prefeitura do Recife informou que recebeu, do governo de Pernambuco, uma lista de trabalhadores da orla de Boa Viagem que para receberem o benefício, destinado a quem se enquadra no perfil de beneficiários do Cadastro Único.
Ainda segundo a prefeitura, a Secretaria de Desenvolvimento Social, Direitos Humanos, Juventude e Políticas sobre Drogas está verificando os dados para relacionar os inscritos com perfil para o Cadastro Único e fazer o pagamento até o final do mês de março, em uma única parcela.



