Brasil atinge marca de 2 milhões de residências com energia solar

Placas solares instaladas em teto de edifício — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O Brasil atingiu a marca de 2 milhões de residências que contam com instalações de energia solar fotovoltaica nos telhados, de acordo com dados da associação do setor, a Absolar.

Segundo a associação, São Paulo é o Estado que lidera o ranking com mais residências que contam com centrais solares, que são enquadradas como microgeração distribuída, aquelas com até 75 quilowatts (kW) de capacidade instalada. O Estado totaliza 385,4 mil residências.

Rio Grande do Sul (303,2 mil), Minas Gerais (291,8 mil) Paraná (176,5 mil) e Bahia (173,5 mil) vêm na sequência. As 2 milhões de residências totalizam uma potência instalada de 13 gigawatts (GW), segundo a Absolar.

Ao se considerar todos os perfis de usuários de energia solar em telhados, como comércios e pequenas indústrias, a microgeração própria totaliza 28 GW de capacidade instalada, atendendo a mais de 3,5 milhões de unidades consumidoras.

Em comunicado, o presidente da associação, Rodrigo Sauaia, afirmou que o investimento em centrais solares se paga em quatro a cinco anos, em média, com cerca de 100 linhas de financiamento disponíveis. Já o presidente do conselho de administração da Absolar, Ronaldo Kolosuk, disse que os painéis solares registraram, queda de 50% no preço médio final.

O crescimento da energia solar se deu mais fortemente entre 2020 e 2022, com a perspectiva de fim dos subsídios concedidos à modalidade. Na micro e minigeração distribuída, até a entrada em vigor da Lei 14.300/2022, usuários podem contar com isenção de 100% das tarifas de uso de sistemas de distribuição (Tusd), a chamada tarifa-fio, tanto para uso da rede elétrica em momentos sem geração (como no horário noturno) quanto para injeção de energia excedente.

Com a entrada em vigor na lei, houve um prazo de um ano para permitir novas adesões, encerrado no dia 7 de janeiro de 2023. A partir daí, o subsídio é reduzido paulatinamente. Centrais instaladas até esta data contam com a isenção total do uso do fio até 2045.

Os subsídios são considerados os principais fatores de pressão nas contas de energia elétrica. Dados da Aneel estimam que em 2023 os subsídios para diversas modalidades, inclusive a instalação de painéis solares, tenham totalizado R$ 40 bilhões. Para este ano, a previsão é que esse número aumente entre R$ 3 bilhões e R$ 4 bilhões.