Brasil tem 106 mil estrangeiros registrados como MEIs, diz Sebrae

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Estadão

O Brasil alcançou, em junho, a marca de 106 mil estrangeiros registrados como Microempreendedores Individuais, os MEIs. O número é 24% maior do que o contabilizado no mesmo mês do ano passado (85,4 mil), segundo levantamento feito pelo Sebrae.

O principal País de origem dos estrangeiros que atuam como MEI no País é a Venezuela, com 25% total dos registros. Segundo o Sebrae, as principais atividades desses empreendedores são o comércio varejista de artigos de vestuário e acessórios, confecção de peças de roupas e serviços de cabeleireiros e outras atividades de beleza.

Veja os 05 países com mais empreendedores no Brasil:

  • Venezuela tem 26,3 mil MEIs, 25% do total;
  • Bolívia tem 15,3 mil e representa 14,5% do total;
  • Colômbia: 10,5 mil MEIs, 10% do total;
  • Argentina: 8,6 mil, 8,1% do total;
  • Cuba tem 4,9 mil microempreendedores, 4,7% do total.

Sudeste e Sul concentram maioria de estrangeiros

Os estrangeiros que atuam como Microempreendedores Individuais no Brasil se encontram principalmente nas Regiões Sudeste (50,5 mil MEIs) e Sul (35 mil), aponta o levantamento obtido pela Coluna do Estadão.

Em números absolutos, São Paulo tem o maior número de CNPJs ativos de microempreendedores estrangeiros, cerca de 39 mil profissionais, seguido por Santa Catarina (14 mil), Paraná (13 mil) e Rio Grande do Sul (8 mil).

Já Roraima lidera o ranking de MEIs estrangeiros registrados no Estado: dos 24 mil empreendedores, 11% são de fora do País. O Amazonas vem em seguida, onde 2% do total de MEIs são estrangeiros, seguido por Santa Catarina (1,87%) e Paraná (1,37%).

O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou à Coluna que o MEI é um instrumento de geração de oportunidades, combate à pobreza e que pode dinamizar a economia.

“O MEI é reconhecido como uma política pública de inclusão produtiva bem-sucedida do Brasil. Para muitos estrangeiros, ter o próprio negócio é uma forma de iniciar uma nova trajetória no país”, diz ele. “A formalização abre a oportunidade de transformar talento, trabalho e dedicação em negócios sustentáveis, com acesso a direitos, crédito, mercados e proteção social”.