Brasil x Japão: ingressos na revenda chegam a impressionantes R$ 126 mil

Os ingressos para a partida da Copa do Mundo de 2026 entre as seleções de futebol do Brasil e do Japão esgotaram no site oficial da Fifa neste sábado (27). Locais de venda on-line extraoficiais oferecem entradas por valores de R$ 8.200 a R$ 52.000, a depender do setor do estádio.

O jogo será realizado nesta segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), no Estádio de Houston, no Texas (EUA).

Outras partidas agendadas para os dias próximos à disputa brasileira seguem disponíveis na página oficial da Fifa. Para fins de comparação, o confronto entre África do Sul e Canadá, neste domingo (28), tem ingressos cotados a US$ 4.800 por pessoa, o equivalente a R$ 24.800 na cotação da última sexta-feira (26).

Já para o duelo entre Alemanha e Paraguai, nesta segunda-feira (29), as entradas partem de US$ 1.200 por pessoa (cerca de R$ 6.200).

Sites pedem até R$ 126 mil

No site TicketMaster, os bilhetes extraoficiais para o jogo da seleção brasileira partem de US$ 2.310,98 (R$ 11.954) e chegam a US$ 6.157,06 (R$ 31.849) na primeira fileira, próxima ao gramado. No SeatPick, os ingressos partem de R$ 5,770 cada e chegam a R$ 125,565.

A plataforma StubHub comercializa os ingressos para o jogo do Brasil a partir de R$ 8.200, alcançando até R$ 126.732. O site intermedeia a revenda de entradas de outros usuários, razão pela qual o preço costuma ser superior ao original.

Todos os valores informados incluem taxas embutidas. A partida entre as seleções de Brasil e Japão é eliminatória e vale vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor enfrentará a seleção da Costa do Marfim ou da Noruega.

Copa do Mundo

A Copa do Mundo é um evento esportivo privado com fins de lucro. É realizado a cada 04 anos pela Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias. A comissão técnica e o elenco de cada time que disputa a competição são escolhidos por entidades privadas.

No caso do Brasil, cabe à CBF definir quem é o treinador e quais são os jogadores “convocados” (na realidade, todos são convidados e vai quem tem interesse; como o ganho comercial de marketing é grande, os atletas atendem à “convocação”).

O governo do Brasil não tem nenhuma influência na escolha do time que participa do torneio. Ou seja, não é o país que está representado na Copa do Mundo, mas uma equipe de futebol escolhida por uma entidade privada.