
Em uma tramitação célere, o senador Rodrigo Pacheco foi aprovado por deputados e senadores para ocupar uma das cadeiras do TCU. A indicação segue para promulgação do Congresso.
O ex-presidente do Senado assume vaga deixada por Bruno Dantas, que anunciou a saída antecipada na última segunda-feira. Horas após, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, formalizou a indicação de Pacheco para o posto.
Os senadores aprovaram a escolha de Pacheco para o cargo no tribunal de contas. Em seguida, foi a vez de deputados darem o aval para que o parlamentar mineiro passe a ocupar uma cadeira na Corte. Ele foi aprovado com o placar de 404 votos favoráveis a 61.
Relator da indicação, o deputado Aécio Neves avaliou que Pacheco está apto para ocupar o cargo de ministro do TCU e qualquer outra função que exija notório saber jurídico e administrativo, reputação ilibada, idoneidade moral inatacável e compromisso com a democracia. “O equilíbrio e moderação nata e notórias de Rodrigo Pacheco permitirão que o momento em que tantas inquietudes passam o país, ele será aberto ao diálogo, equilíbrio e moderação tão necessárias aos dias de hoje”.
O nome de Pacheco esteve no centro da crise, superada há poucas semanas, entre Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O amapaense queria que o petista tivesse indicado o colega para uma vaga no STF, aberta após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. O presidente optou por escolher o advogado-geral da União, Jorge Messias, que acabou rejeitado, em uma votação histórica, pelo Senado.
O revés determinou uma piora da relação entre os chefes de Executivo e Legislativo, mas os dois retomaram o diálogo nas últimas semanas.



