Procon-PE já soma 70 estabelecimentos notificados por alta nos combustíveis

O Procon Pernambuco informou que 70 postos de gasolina e distribuidoras foram fiscalizados no estado, até esta segunda-feira (16), após denúncias sobre reajustes expressivos no valor do combustível. De acordo com o órgão, as fiscalizações continuarão nos próximos dias no interior de Pernambuco.

Do total, 52 estão localizados na Região Metropolitana do Recife e foram fiscalizados até a última sexta. Já os outros 18 foram analisados nesta segunda nos municípios de Timbaúba e Goiana, na Zona da Mata Norte, e Bezerros, no Agreste.

No início de março, de acordo com o levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio da gasolina no Recife era de R$ 6,66 por litro. Já na semana passada, em alguns postos do Grande Recife, o litro era vendido entre R$ 7,45 e R$ 7,49. Nesta segunda, havia postos mais baratos, com a gasolina sendo vendida a R$ 7,39/litro.

“Nosso objetivo é garantir transparência na formação dos preços e assegurar que qualquer reajuste tenha justificativa, evitando práticas abusivas e protegendo o consumidor pernambucano”, afirmou o secretário executivo de Justiça e Promoção dos Direitos do Consumidor, Anselmo Araújo.

Segundo o Procon-PE, os locais notificados terão prazo para apresentar ao órgão as notas fiscais de compra dos combustíveis referentes aos últimos 15 dias, com o objetivo de comprovar se os reajustes aplicados têm justificativa.

Caso seja comprovada alguma irregularidade, será aplicada multa. Ainda conforme o Procon-PE, os valores das penalidades dependem do tipo de irregularidade pelo porte da empresa e pela vantagem tida pela empresa em detrimento do consumidor.

Mercado de diesel também é monitorado

Além da gasolina, o mercado de diesel também está sob monitoramento devido a diretrizes nacionais.

O diretor-geral da ANP, Artur Watt, afirmou que a “prioridade máxima” da agência é definir o preço de referência do diesel no âmbito da Medida Provisória 1.340, que viabilizou a subvenção do preço do diesel diante da alta do produto no mercado internacional. Ele informou que o preço de referência será divulgado ainda esta semana, após reunião extraordinária da diretoria aprovar a nova regulamentação.

Após a divulgação, nenhum agente poderá vender diesel acima do preço de referência, disse Watt.

“A ANP está com esforço integral 24 horas para atender a MP 1340 regulamentação e implantação, e também na oscilação de preço combate ao abuso de preços”, disse Watt em evento da ANP em parceria com a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) sobre gás natural.

Segundo o executivo, após estabelecer o preço de referência da subvenção do diesel, a agência vai seguir todos os procedimentos necessários para receber as informações de notas fiscais de venda de diesel, como prevê a MP 1.340.

Gasolina e etanol sobem nos postos na 1ª quinzena de fevereiro; veja preço médio

O preço médio da gasolina teve leve alta e o do etanol avançou mais de 2% nos postos de combustíveis do Brasil na primeira quinzena de fevereiro, com a elevação do ICMS contrabalançando o repasse de uma redução da cotação pela Petrobras no combustível fóssil, apontou o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) nesta quarta-feira.

O valor médio da gasolina subiu 0,16%, para média de R$6,45, enquanto o etanol hidratado, seu concorrente direto nas bombas, avançou 2,36%, a R$4,77 por litro, mostrou a pesquisa, com base em abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.

A alta de preços ocorreu mesmo após um corte de mais de 5% no valor da gasolina da Petrobras em suas refinarias em janeiro, com impulso de aumento do ICMS e por outros fatores ao longo da cadeia, segundo o diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas.

“No caso do etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores, enquanto, na gasolina, custos logísticos, distribuição e dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor”, disse Mascarenhas, em nota.

A Petrobras havia reduzido em 5,2% o preço de sua gasolina A (pura, sem mistura de etanol anidro), vendida a distribuidoras, em 27 de janeiro, para uma média de R$2,57 por litro. Na ocasião, a petroleira informou que foi o terceiro corte seguido no preço da gasolina. O penúltimo havia sido em outubro do ano passado, quando a redução foi de 4,9%.

Instalação de cisternas no Estado cresce 29.200% nos últimos quatro anos, diz Governo Federal

Pernambuco recebeu 11.600 novas cisternas nos últimos dois anos. O número ilustra um crescimento de instalação de equipamentos de captação e armazenamento de água em áreas de escassez hídrica: entre 2022 e 2025, o serviço cresceu 29.200% no Estado. Os dados são do Governo Federal.

A instalação de cisternas é importante para garantir o consumo de água familiar e escolar, e também em lavouras e criação de animais. Em 2024, 7.200 novas cisternas foram instaladas em território pernambucano, e 4.400 em 2025. Os serviços fazem parte do Programa Cisternas, do Governo do Brasil.

Brasil

O Programa Cisternas fechou 2025 com 104.300 unidades de captação e armazenamento de água entregues desde o início deste mandato do presidente Lula. Na comparação entre 2025 (48.900) e 2022 (quando foram entregues 6,7 mil cisternas em todo o país), o crescimento é de 630%, divulgou o Governo.

Estados

Ainda de acordo com informações da gestão nacional, do total de estruturas finalizadas desde o início do mandato, 88,6% estão no Nordeste. Em 2025, das 48.900 entregas, 43 mil foram na região.

Outros avanços expressivos ocorreram no Maranhão, de 19 para 701 (3.500%), e no Rio Grande do Norte, de 218 para 2.300 (955%). O Ceará (28.900) é o estado com a maior quantidade de entregas desde 2023, seguido pela Bahia, com 21.200.

Sobre o Programa Cisternas

O projeto promove o acesso à água por meio de tecnologias simples e de baixo custo. O público-alvo é composto por famílias da zona rural com renda per capita de até meio salário mínimo, e equipamentos públicos rurais atingidos pela seca ou falta regular de água. As famílias devem estar no Cadastro Único do Governo do Brasil.

O semiárido brasileiro é a região prioritária de atendimento, destaca o Governo. Nela, a principal tecnologia são as cisternas de placas, que captam e armazenam água de chuva para uso nos meses mais críticos de estiagem.

O programa tem um conjunto extenso de tecnologias sociais: as cisternas de 16 mil litros são voltadas ao consumo humano. As cisternas de 52 mil litros têm o objetivo de viabilizar a produção rural e pecuária.

Há, ainda, vertentes específicas para escolas públicas rurais e sistemas multiuso, em modelos individuais e comunitários, implementadas principalmente na região Norte.

Pernambuco promove redução no preço do gás canalizado a partir deste domingo (1º)

O gás natural canalizado chegará, a partir deste domingo, 1º de fevereiro de 2026, com redução de tarifa para os consumidores pernambucanos. O Governo Estadual, por meio da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), promoveu a recomposição trimestral, com relação à distribuição do produto em seus diferentes segmentos, a exemplo do residencial, comercial, industrial e veicular. Pela iniciativa, o valor registra uma queda média de -4,85%, atingindo a tarifa na ordem de R$ 2,50 para cada metro cúbico. A operação beneficia todas as categorias existentes, com destaque para o segmento da cadeia industrial pernambucana.

“A redução do preço do gás canalizado a partir de fevereiro, beneficiando sobretudo as indústrias instaladas aqui em Pernambuco, promove maior competitividade, impactando a nossa economia e a geração de postos de trabalho. Além disso, essa medida também beneficia os motoristas que poderão abastecer com GNV mais barato, gerando economia para quem utiliza o veículo na geração de renda para suas as famílias. São ações como essa que melhoram a vida de toda a população pernambucana”, destacou a governadora Raquel Lyra.

A medida é consequência da alteração de preço do gás dos supridores para a Copergás, sendo proveniente da média ponderada. A alteração nas tarifas em Pernambuco ocorre trimestralmente, nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro, sempre no primeiro dia do mês.

Em alguns nichos, o percentual médio negativo consegue ainda ser mais expressivo, como por exemplo os grupos de climatização, cogeração e geração de energia elétrica, marcando baixa superior a 5%. Todos os valores refletem também a variação do dólar e do barril de petróleo, assim como do gás natural comercializado pelas empresas supridoras.

O diretor-presidente da Arpe, Carlos Porto Filho, destaca os efeitos positivos da redução tarifária para diferentes segmentos de consumo. “Essa medida contribui para compensar pressões de custos em outros setores da economia, reduzir despesas de produção e fortalecer a competitividade. A atuação regulatória da Arpe está integrada às ações do Governo de Pernambuco voltadas ao estímulo da atividade econômica e à geração de renda, com atenção especial à diminuição do impacto no orçamento das famílias”, afirmou.

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Em 2025, Compesa retirou 1.500 ligações clandestinas em Pernambuco

Ao longo de 2025, mais de 1.500 ligações clandestinas de abastecimento água foram retiradas em 2025 pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Foram recuperados cerca de 780 milhões de litros de água por mês, volume suficiente para abastecer, diariamente, aproximadamente 26 mil caixas d’água de mil litros.

No interior do estado, algumas operações resultaram em aumento da vazão e regularização do fornecimento. No Sistema Adutor do Pajeú, em Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, a retirada de tubulações irregulares e o corte de ligações clandestinas elevaram a vazão de 139 para 161 litros por segundo, garantindo o abastecimento de cerca de 12 mil pessoas.

Já na adutora de inversão de Jucazinho, a primeira fase da operação possibilitou a recuperação de mais de 20 litros por segundo e a triplicação da produção de água para o município de Riacho das Almas, no Agreste Central. A medida beneficiou a população local, que enfrentava dificuldades no abastecimento devido ao nível crítico da barragem de Jucazinho.

Durante as fiscalizações, foram identificadas ligações clandestinas destinadas ao abastecimento irregular de carros-pipa, além de desvios para chácaras, sítios e fazendas. Para o presidente da Compesa, Douglas Nóbrega, o enfrentamento a essas práticas é necessário para garantir a distribuição adequada do recurso.

“Cada ligação clandestina removida representa mais água chegando a quem está regularizado. Essas operações são fundamentais para recuperar a capacidade dos sistemas, assegurar justiça no acesso à água e permitir que os investimentos da Compesa se traduzam em melhoria real na vida das pessoas. Por isso, planejamos, para este ano, reforços em equipe e inteligência”, afirmou.

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Pernambuco inicia o ano com alerta hídrico: 23 reservatórios estão em colapso, aponta Apac

O início do ano acende um sinal de alerta para a situação hídrica em Pernambuco. Dados atualizados do Geoportal da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac) revelam que o estado possui atualmente 23 reservatórios em situação de colapso, cenário que atinge diretamente municípios do Sertão, Agreste e Zona da Mata.

Do total de barragens em colapso, classificação aplicada quando o volume de água está abaixo de 10% da capacidade, 20 estão localizadas em 13 cidades que decretaram situação de emergência devido à escassez de chuvas. Entre elas está a barragem de Jucazinho, a sexta maior de Pernambuco, que opera com apenas 0,83% da capacidade, comprometendo o abastecimento humano em diversas localidades.

Segundo a Apac, 10 dessas barragens têm como uso principal o abastecimento humano, enquanto outras possuem finalidades distintas: sete são voltadas ao combate à seca, três para irrigação, duas para regularização de vazão e uma para defesa contra inundações. É o caso da barragem de Serra Azul, em Palmares, na Mata Sul, que acumula 9,92% da capacidade.

O coordenador da Unidade de Monitoramento de Recursos Hídricos da Apac, Wagner Felipe, explica que o elevado número de reservatórios em colapso já era esperado, sobretudo no Sertão, região historicamente mais vulnerável à irregularidade das chuvas.

“Essa grande quantidade de reservatórios em colapso já era esperada, porque as chuvas nas regionais ficaram próximas da média. No entanto, para que os reservatórios do Sertão se recuperem de forma significativa, são necessárias chuvas intensas e concentradas, as chamadas torrenciais, que acabam gerando impactos urbanos, mas são fundamentais para o acúmulo de água”, destacou.

Dos 23 reservatórios em colapso, 17 estão localizados no Sertão, quatro no Agreste, um na Mata Norte e outro na Mata Sul. Três deles ficam em municípios que, mesmo enfrentando baixos volumes, não decretaram situação de emergência.

Outro fator que contribui para o quadro crítico, segundo a Apac, é a característica do solo nas regiões mais secas, que possui maior capacidade de infiltração, dificultando o escoamento da água até as bacias hidrográficas e reservatórios.

Atualmente, 11 barragens do estado operam com menos de 1% da capacidade, sendo que sete registram volume zero. Todas estão no Sertão e são utilizadas principalmente para abastecimento humano e enfrentamento da seca.

Entre os maiores reservatórios de Pernambuco, quatro também se encontram em colapso: Entremontes (3º maior), com 0,84%; Serra Azul (4º), com 9,92%; Jucazinho (6º), com 0,88%; e Chapéu (7º), com 0%. Já os dois maiores do estado, Engenheiro Francisco Sabóia, em Serra Talhada, e Serrinha II, em Ibimirim apresentam volumes entre 30% e 40%, sendo utilizados principalmente para regularização de vazão.

A barragem de Carpina, no município de Lagoa do Carro, quinta maior do estado, encontra-se em pré-colapso, com nível entre 10% e 30% da capacidade.

Abastecimento rural em Pernambuco receberá R$ 105 milhões em investimentos do Novo PAC

O estado de Pernambuco foi contemplado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do Governo Federal, com R$ 105 milhões para investimentos em obras de abastecimento de água em áreas rurais.

Serão 14 projetos e cerca de 38 mil pessoas beneficiadas. Cada intervenção, desenvolvida pela Secretaria de Recursos Hídricos de Pernambuco (SRHS-PE), visa viabilizar a execução de um novo sistema simplificado de abastecimento de água rural em municípios das regiões Agreste e Sertão.

Segundo o Ministério das Cidades, foram selecionados, prioritariamente, municípios que enfrentam grande escassez hídrica, uma vez que o programa visa contribuir para elevar a qualidade de vida e reduzir as desigualdades sociais nas regiões contempladas.

“Os recursos do Novo PAC 2 irão se somar aos investimentos já angariados pela pasta, tanto no Novo PAC 1 quanto no Programa de Saneamento Rural (Prosar). Uma soma que chega a R$ 753 milhões”, destaca o secretário-executivo de Saneamento do estado, Artur Coutinho.

Confira os municípios contemplados no Novo PAC Rural 2 e os recursos previstos para cada:

  • Arcoverde – R$ 3,8 milhões;
  • Bezerros – R$ 7,2 milhões;
  • Buíque – R$ 9,6 milhões;
  • Caetés – R$ 7,8 milhões;
  • Dormentes – R$ 874,9 mil;
  • Riacho das Almas – R$ 3,2 milhões;
  • Floresta – R$ 9,1 milhões;
  • Itaíba – R$ 4,9 milhões;
  • Caruaru – R$ 6,5 milhões;
  • Paranatama – R$ 11,00 milhões;
  • Salgueiro – R$ 3,8 milhões;
  • Mirandiba – R$ 21,6 milhões;
  • Verdejante – R$ 5,5 milhões;
  • São José do Belmonte – R$ 10,5 milhões.

Propostas de empresas interessadas na concessão da Compesa serão entregues no dia 11

No próximo dia 11, as empresas e consórcios interessados em participar do leilão de concessão parcial dos serviços da Compesa devem entregar documentação na Bolsa de Valores de São Paulo (B3) das 9h às 12h. Nesta data, a comissão de contratação abrirá os documentos e o resultado da análise das garantias de proposta será divulgado no dia 17 para realização do leilão no dia 18 na B3.

Podem disputar a licitação empresas e entidades, brasileiras ou estrangeiras, que atendam às exigências do edital. O processo está aberto a fundos de previdência, bancos, sociedades simples, empresas de diferentes portes, inclusive aquelas que atuam como investidoras, e fundos de investimento. Esses fundos também podem participar por meio de uma empresa criada especificamente para concorrer, desde que esteja sob seu controle direto ou indireto.

Visitas para conhecer 

Antes de apresentar propostas as interessadas realizam visitas técnicas. Essas visitas servem para que as empresas interessadas possam, por conta própria, conhecer de perto o local e entender exatamente o tamanho e as condições do trabalho que será contratado. Durante a visita, elas podem avaliar quais materiais e equipamentos serão necessários e levantar todas as informações consideradas importantes para preparar suas propostas comerciais.

O leilão tem atraído grupos do setor de saneamento e investidores interessados em entrar no mercado. Os projetos têm sido estudados por Aegea, Equatorial, Sabesp, Acciona, Pátria, Vinci Partners, Opportunity, BRK Ambiental e Águas do Brasil, segundo informações do jornal Valor Econômico.

Leilão terá dois lotes

A concessão foi dividida em dois blocos: um formado pela Microrregião do Sertão, com 24 municípios; e o outro pela Microrregião RMR-Pajeú, integrado por 150 municípios mais o Distrito de Fernando de Noronha. A outorga mínima estabelecida para a Microrregião RMR-Pajeú será de R$ 2,2 bilhões e a do Sertão ficará em R$ 87 milhões. outorga é o valor que a empresa vencedora paga ao governo para receber o direito de explorar um serviço.

No leilão, cada lote pode ser arrematado por uma empresa/consórcio, mas uma mesma empresa também poderá adquirir os dois blocos.

Compesa fica com água bruta

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Falta de chuvas compromete abastecimento no Agreste de Pernambuco; duas cidades terão água 5 dias por mês

A crise no abastecimento de água se agravou no Agreste de Pernambuco e famílias de quatro municípios terão o acesso ainda mais restrito aos recursos hídricos. Com a falta de chuvas na região, a Barragem de Jucazinho, em Surubim, entrou em situação de pré-colapso e o nível do reservatório atingiu apenas 1,30% da sua capacidade total. Ao todo, mais de 132 mil pessoas vão ser impactadas.

Nas cidades de Bezerros, Passira, Cumaru e Riacho das Almas, o calendário de distribuição foi alterado. De acordo com a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), os municípios atendidos pelo Sistema de Jucazinho sofrerão as seguintes alterações:

  • Bezerros: novo intervalo será de 5 dias com água e 25 sem;
  • Passira: ciclo será de 8 dias com água e 22 sem;
  • Cumaru: intervalo será de 7 dias com água e 23 sem;
  • Riacho das Almas: fornecimento funcionará no regime de 5 dias com água e 25 sem.

De acordo com a Compesa, a medida tem como objetivo conseguir prorrogar o atendimento pela rede de distribuição, reduzindo a exploração do manancial de 400 L/s para 250 L/s. O calendário completo está disponível no site (www.compesa.com.br) e no aplicativo da companhia.

O professor Adevando Luan, morador de Bezerros, afirmou que a população tem se mobilizado para buscar outras formas de abastecimento. “No momento em que a gente sabe dessa questão do racionamento de água e do baixo índice, a gente começa a procurar reservatórios extras, como carros pipa, e o custo aumenta”.

Para o músico José Edvaldo, também de Bezerros, faltou transparência da Compesa com os moradores da região. “Tudo tem um planejamento, então eu creio que faltou o órgão competente ter sido mais aberto com a população”, lamentou.

Jucazinho é a barragem com situação mais crítica atualmente. Por outro lado, os outros sistemas que atendem a região Agreste estão com níveis superiores a 87% da capacidade.

Os níveis são:

  • Prata: 96,38%
  • Tabocas: 87,62%
  • Pedro Moura Junior: 87,10%
  • Severino Guerra (Bitury): 90,49%

Obras

Para tentar atender uma demanda antiga da população por abastecimento de água, minimizar os efeitos da escassez no saneamento básico e buscar cumprir o Marco Legal, a Compesa tem executado obras estruturantes no Agreste do estado.

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Preço da gasolina cai nas distribuidoras mas não chega ao consumidor, diz Sem Parar

Estadão Conteúdo

A queda de 4,9% no preço da gasolina anunciada pela Petrobras no último dia 20 de outubro, válido para o dia seguinte, ainda não se refletiu no bolso do consumidor. Levantamento do Sem Parar mostra inclusive que houve até leve majoração no valor do combustível na bomba em outubro. Conforme a plataforma de soluções para o carro, o valor da gasolina aditivada sofreu um avanço de 0,4%, indo de R$ R$ 6,47 para R$ 6,50, enquanto o da comum subiu 0,2% e passou de R$ 5,97 para R$ 5,98.

Na carona do encarecimento da gasolina, o preço do etanol também registrou alta em outubro. Conforme a plataforma, o etanol aditivado subiu 0,5%, valendo R$ 4,61, ante R$ 4,58 anteriormente. Já o preço do etanol comum manteve o preço em R$ 4,06. Já o diesel aditivado teve aumento de 0,4%, passando de R$ 6,07 para R$ 6,09. Em contrapartida, o diesel comum registrou queda de 0,3%, e foi de R$ 6,19 para R$ 6,18.

Segundo o Sem Parar, o cenário se destaca pela desaceleração da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) para 0,18% em outubro, após alta de 0,48% em setembro. A análise considera mais de 20 milhões de litros abastecidos na capital paulista entre setembro e outubro de 2025.

Regiões

O levantamento também mostrou diferenças nos preços dos combustíveis entre as zonas de São Paulo, com uma variação de R$ 1 por litro na gasolina entre a zona sul e a zona norte. O menor preço do diesel aditivado foi registrado na zona sul de São Paulo, a R$ 6. Já o valor mais alto foi na zona oeste, a R$ 6,26. No diesel comum, os preços variaram de R$ 5,85 na região Leste a R$ 6,54 na Sul.

Quanto ao etanol aditivado, o consumidor da zona norte pagou menos – R$ 4,34 -, e o da zona Oeste, mais: R$ 4,96. O etanol comum oscilou de R$ 4,18 na zona Leste a R$ 3,78 na Norte. Em relação à gasolina aditivada, o Sem Parar captou que o preço menor foi de R$ 5,74, na zona Norte e, o maior, de R$ 6,74 na Sul. A gasolina comum, por sua vez, foi vendida em média a R$ 5,61 na zona Norte e a R$ 6,11 na zona sul, que foi o menor valor.

Preço da gasolina segue alto nos postos do Recife mesmo com nova redução para distribuidoras

Mesmo após a Petrobras anunciar uma nova redução de 4,9% no preço da gasolina tipo A para as distribuidoras, o valor do combustível permanece sem queda nos postos do Recife. O reajuste passou a valer na última terça-feira, 21 de outubro, mas até agora não se refletiu nas bombas da capital pernambucana.

Com a nova medida, o preço médio da gasolina nas refinarias caiu de R$ 2,85 para R$ 2,71 por litro, uma diferença de R$ 0,14. A expectativa era de que os consumidores sentissem algum alívio no bolso nos dias seguintes, mas o que se vê na prática é que o litro da gasolina ainda gira em torno de R$ 6,50 a R$ 6,60 nos principais postos da cidade.

Essa foi a segunda redução promovida pela Petrobras em 2025. A primeira ocorreu em junho, quando a gasolina teve queda de 5,6% no preço para as distribuidoras. Somando as duas reduções, o acumulado do ano chega a R$ 0,31 por litro, o que representa uma diminuição de 10,3% no valor médio praticado pela estatal.

De acordo com a empresa, os cortes seguem a política de preços que considera os custos de produção e as condições do mercado internacional. A Petrobras também destacou que, desde dezembro de 2022, o valor da gasolina nas refinarias ficou 22,4% mais barato, quando ajustado pela inflação do período.

Apesar da redução anunciada, o preço final ao consumidor depende de vários outros fatores que vão além da política de preços da estatal. Entre eles estão custos de transporte, impostos estaduais e federais, mistura obrigatória de etanol e a margem de lucro dos postos. Esses elementos fazem com que as variações nas refinarias nem sempre cheguem de forma imediata, ou integral ao bolso dos motoristas.

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Veja quais cidades de Pernambuco registraram fraudes em bombas de combustível

A confiança do consumidor foi abalada após uma grande operação revelar números preocupantes em Pernambuco. Quase metade das bombas de combustíveis inspecionadas no estado apresentou algum tipo de irregularidade, indo de falhas técnicas a fraudes que prejudicam diretamente quem abastece o carro.

A ação, que aconteceu entre 15 e 19 de setembro, mobilizou diversos órgãos, incluindo Ministério Público, Procon-PE, Ipem-PE, Polícia Civil, Secretaria da Fazenda e ANP. O objetivo era claro: garantir que o motorista receba exatamente o que paga ao colocar combustível no tanque.

O alcance da fiscalização

No total, 60 postos de combustíveis foram vistoriados em seis cidades: Recife, Jaboatão, Olinda, Paulista, Caruaru e Petrolina.

Foram analisados 392 bicos de bombas, e o resultado deixou os fiscais em alerta: 179 deles (45,6%) estavam irregulares.

Entre os problemas encontrados estavam:

  • Vazamentos, que aumentam o risco de incêndio;
  • Fraudes volumétricas, nas quais o consumidor paga por uma quantia e recebe menos combustível. Em alguns casos, ao pagar R$ 100, o cliente recebia apenas R$ 90 em gasolina ou etanol.

Caruaru no topo e Petrolina sem registros

A cidade de Caruaru liderou o ranking das irregularidades, com mais bombas reprovadas.

Já Petrolina chamou atenção pelo contraste: não foi detectada nenhuma fraude ou falha nos equipamentos inspecionados.

Na Região Metropolitana do Recife, apenas um posto acabou autuado, e em apenas um de seus bicos de abastecimento.

Multas e interdições aplicadas

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Quase metade de bombas de postos de gasolina tem irregularidades constatadas no estado de Pernambuco

Uma operação constatou várias irregularidades em quase metade das bombas de postos de combustíveis vistoriadas no estado. A Operação Especial Abastecimento foi deflagrada pelo Instituto de Pesos e Medidas de Pernambuco (Ipem-PE), órgão do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), entre os dias 15 e 19 de setembro.

Durante a operação foram fiscalizados 60 postos. Os alvos foram 393 bicos injetores de combustível.

Desse total, 193 apresentaram algumas irregularidades:

  • Mau-estado de conservação da bomba;
  • Erro de medição superior ao máximo admissível;
  • Bomba medidora com vazamento de combustível;
  • Bomba medidora apresentando violação dos pontos de selagem.

Os estabelecimentos que apresentaram irregularidades foram notificados e podem ser multados, com valores que variam de R$ 100 a R$ 1,5 milhão, conforme a gravidade da infração.

A ação teve como objetivo a fiscalização de bombas de combustíveis, visando combater irregularidades que prejudicam os consumidores e afetam a concorrência justa no mercado de combustíveis.

A operação aconteceu simultaneamente em todo o Brasil. Em Pernambuco, contou com a participação do Procon-PE, do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos do Estado de Pernambuco (CIRA) e das Polícias Civil (PCPE) e Militar (PMPE).

Além das bombas de combustíveis, foram objeto de fiscalização dispensers de gás natural veicular (GNV), extintores de incêndio e a oferta de Agente Redutor Líquido de NOx Automotivo (ARLA 32).

Os consumidores que desconfiarem de irregularidades podem registrar denúncias diretamente à Ouvidoria do Ipem-PE, através do telefone 0800 081 1526 (disponível apenas para chamadas de telefone fixo), de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, ou pelo site oficial: www.ipem.pe.gov.br.

Raquel Lyra anuncia R$ 600 milhões para garantir água e saneamento na Zona Rural de Pernambuco

Mais de 1,5 milhão de pernambucanos serão beneficiados com o Programa de Saneamento Rural (Prosar) anunciado, nesta quarta-feira (17), pela governadora Raquel Lyra (PSD). Serão investidos R$ 600 milhões no período de 7 anos para atender 101 municípios com água e sistema de esgotamento sanitário. Por serem áreas com poucos habitantes, não entram no projeto de concessão dos serviços da Compesa à iniciativa privada. Serão utilizadas seis unidades do Sisar que já fazem esse tipo de atendimento. Atualmente há cinco Sisar e outro está em construção. Mas uma sétima unidade está no planejamento para atender a todas as regiões.

A água é captada em adutoras ou barragens, sendo tratada no Sisar e levada a cada residência. Esse Sisar é uma iniciativa cooperada dos próprios moradores, que cuida do serviço e da cobrança das tarifas. De acordo com o secretário de Recursos Hídricos e Saneamento, Almir Cirilo, ficaria dispendioso para a Compesa manter equipes nessas áreas remotas e pouco habitadas.

Ao anunciar o Prosar, a governadora Raquel Lyra destacou o investimento com recursos do Banco Mundial para garantir água na torneira dos moradores. O programa faz parte do objetivo do Marco Regulatório do Saneamento, que estabelece o fornecimento de água para 99% da população e 90% de esgoto sanitário, até o ano de 2033.

“O Prosar vem junto com o programa Águas de Pernambuco. Nós já garantimos R$ 6 bilhões de investimentos que já estão em execução em Pernambuco inteiro. São soluções, obras grandes, obras miudinhas que acontecem em cada uma das regiões pernambucanas, mas que dão dignidade àqueles que moram na Zona Rural, que achavam que nunca seriam vistos e que agora são enxergados pelo Governo de Pernambuco”, ressaltou Raquel.

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Manutenção de Barragens em Pernambuco: Importância, Situação Atual e Desafios

Ascom/Compesa

Pernambuco conta atualmente com cerca de 590 barragens, sendo 139 operadas pela Compesa, responsáveis por funções estratégicas como abastecimento de água, irrigação, geração de energia e controle de cheias. Essas estruturas são consideradas fundamentais para o desenvolvimento sustentável do estado, sobretudo diante das condições do clima semiárido que predomina em grande parte do território pernambucano.

A manutenção das barragens é um fator determinante para a segurança e o bom funcionamento dessas estruturas. O processo envolve desde inspeções periódicas e reparos em concreto até o reforço de taludes, limpeza de canais e instalação de sistemas de drenagem e instrumentação capazes de detectar falhas antecipadamente.

Para Nyadja Menezes, engenheira civil, Doutora em Recursos Hídricos e docente do UniFavip Wyden, a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir riscos. “A manutenção adequada é fundamental para evitar acidentes e desastres, como rupturas ou vazamentos, que podem causar graves prejuízos ambientais, sociais e econômicos”, ressalta.

Entre os principais problemas registrados nas barragens pernambucanas estão infiltrações, fissuras, corrosão de peças metálicas, acúmulo de sedimentos e presença de vegetação em áreas de proteção. A ausência de manutenção regular e falhas na drenagem são fatores que ampliam a vulnerabilidade dessas estruturas.

As soluções vão desde ações de reforço estrutural e desassoreamento até a substituição de componentes danificados e a instalação de sistemas modernos de monitoramento. A capacitação de equipes técnicas e o uso de novas tecnologias, como drones e sensores, também são considerados essenciais.

Segundo Menezes, é preciso encarar a questão como prioridade de gestão pública: “Investir em inspeções regulares, ações corretivas e modernização dos sistemas de monitoramento é a melhor estratégia para garantir a longevidade das barragens e a segurança da população”, conclui.