Manutenção de Barragens em Pernambuco: Importância, Situação Atual e Desafios

Ascom/Compesa

Pernambuco conta atualmente com cerca de 590 barragens, sendo 139 operadas pela Compesa, responsáveis por funções estratégicas como abastecimento de água, irrigação, geração de energia e controle de cheias. Essas estruturas são consideradas fundamentais para o desenvolvimento sustentável do estado, sobretudo diante das condições do clima semiárido que predomina em grande parte do território pernambucano.

A manutenção das barragens é um fator determinante para a segurança e o bom funcionamento dessas estruturas. O processo envolve desde inspeções periódicas e reparos em concreto até o reforço de taludes, limpeza de canais e instalação de sistemas de drenagem e instrumentação capazes de detectar falhas antecipadamente.

Para Nyadja Menezes, engenheira civil, Doutora em Recursos Hídricos e docente do UniFavip Wyden, a prevenção é o caminho mais eficaz para reduzir riscos. “A manutenção adequada é fundamental para evitar acidentes e desastres, como rupturas ou vazamentos, que podem causar graves prejuízos ambientais, sociais e econômicos”, ressalta.

Entre os principais problemas registrados nas barragens pernambucanas estão infiltrações, fissuras, corrosão de peças metálicas, acúmulo de sedimentos e presença de vegetação em áreas de proteção. A ausência de manutenção regular e falhas na drenagem são fatores que ampliam a vulnerabilidade dessas estruturas.

As soluções vão desde ações de reforço estrutural e desassoreamento até a substituição de componentes danificados e a instalação de sistemas modernos de monitoramento. A capacitação de equipes técnicas e o uso de novas tecnologias, como drones e sensores, também são considerados essenciais.

Segundo Menezes, é preciso encarar a questão como prioridade de gestão pública: “Investir em inspeções regulares, ações corretivas e modernização dos sistemas de monitoramento é a melhor estratégia para garantir a longevidade das barragens e a segurança da população”, conclui.

Dezesseis reservatórios em Pernambuco estão em colapso, diz Apac

A atual situação de algumas barragens em Pernambuco ligou o alerta sobre a situação de escassez hídrica no estado. De acordo com o monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), 16 reservatórios, sendo 14 no Sertão e dois no Agreste do estado, estão em situação de colapso.

Conforme o monitoramento da Apac, os reservatórios Parnamirim, localizado no município de mesmo nome; e Serrinha/Serraria, em Brejinho, estão com 0% da capacidade. Outros quatro reservatórios do Sertão estão com menos de 1%.

“As barragens dependem das chuvas para serem recarregadas. Quando as chuvas não ocorrem de maneira significativa na bacia hidrográfica de contribuição do reservatório, estes não conseguem acumular água em grandes quantidades. Em relação à diminuição dos volumes acumulados, eles são ocasionados por diversos fatores, como a evaporação através do sol ou consumo para finalidades como irrigação ou abastecimento humano”, explica Kássio Kramer, gerente de Monitoramento Hidrológico da APAC.

Entre os reservatórios que estão em colapso, três estão entre os sete que possuem a maior capacidade de acúmulo de água do estado. São os casos das barragens de Entremontes, 3ª maior do estado, com apenas 1,47% da sua capacidade total; Chapéu, 7ª maior, com 0,16%; e Jucazinho, 6ª maior, com 2,5%.

Além desses, os reservatórios de Serro Azul, em Palmares; e Carpina (Lagoa do Carro), em Lagoa do Carro, que são respectivamente o 4º e 5º com maior capacidade de acúmulo de água, estão com volume de entre 16% e 28%.

Quinze reservatórios estão no estado laranja, que corresponde às barragens que estão com capacidades entre 10% e 30%.

Confira a situação dos reservatórios:

  • Parnamirim – 0% da capacidade
  • Serrinha/Serraria – 0% da capacidade
  • Chapéu – 0,16% da capacidade
  • Pau Branco – 0,29% da capacidade
  • Arrodeio – 0,29% da capacidade
  • Eng. Gamacho – 0,91% da capacidade
  • Entremonte – 1,47% da capacidade
  • Jucazinho – 2,5% da capacidade
  • Quebra Unha – 2,55% da capacidade
  • Abóboras – 3,01% da capacidade
  • Boa Vista (Itapetim) – 3,07% da capacidade
  • Araripina (Baixio) – 3,58% da capacidade
  • Machado – 4,5% da capacidade
  • Rancharia – 4,8% da capacidade
  • Boa Vista (Salgueiro) – 7,01% da capacidade
  • Serrote – 8.88% da capacidade

“O monitoramento é realizado através de observadores voluntários, que verificam réguas instaladas nos reservatórios e informam o valor para a Apac. Esse valor fornecido se chama cota e é utilizado para encontrar o volume e o percentual através de equações individuais para cada reservatório. Diariamente os valores são atualizados no estado, sendo publicado um boletim de reservatórios no site da Apac, além da publicação do Geoportal também no site da Apac”, complementa o gerente.

Petrobras reduz em 14% preço do gás natural para distribuidoras

Os preços de venda da molécula de gás serão atualizados e terão queda média de cerca de 14%, na comparação com o trimestre anterior. A redução, segundo a Petrobras, entra em vigor na próxima sexta-feira (1º) para os contratos acordados pela companhia com as distribuidoras.

A Petrobras informou, em nota, que os contratos com as distribuidoras incluem “atualizações trimestrais da parcela do preço relacionada à molécula do gás e vinculam esta variação, para cima ou para baixo, às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio R$/US$”.

Conforme a companhia, no trimestre, que começa em agosto de 2025, a referência do petróleo Brent caiu 11,0% e o câmbio teve apreciação de 3,2%, o que significa que a quantia em reais para a conversão em um dólar caiu 3,2%.

“Importante destacar que as variações por distribuidora dependem dos produtos contratados com a Petrobras, e que considerando os mecanismos criados pela empresa, em 2024, dos prêmios por performance e de incentivo à demanda é possível ampliar a redução no preço da molécula”, apontou a petroleira.

O preço médio da molécula vendido às distribuidoras acumula de dezembro de 2022 até esse efeito de agosto, um recuo de 32%. “Considerando a aplicação integral dos prêmios, a redução acumulada média poderia atingir mais de 33%”, completou a Petrobras.

A companhia chamou atenção que o preço final do gás natural ao consumidor depende não somente do preço de venda da molécula pela companhia, mas entram no cálculo também o custo do transporte até a distribuidora, o portfólio de suprimento de cada distribuidora. “Assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, concluiu.

Ler mais

Estados definem novos preços médios dos combustíveis a partir de agosto; veja lista

Os estados e o DF divulgaram os novos valores do Preço Médio Ponderado

Os estados e o Distrito Federal divulgaram os novos valores do Preço Médio Ponderado ao Consumidor Final (PMPF) dos combustíveis, que entrarão em vigor a partir de 1º de agosto. A tabela é usada como referência para cálculo do ICMS, imposto estadual que incide sobre produtos como gasolina, etanol, diesel, GNV, entre outros.

As informações constam no Diário Oficial da União, publicado nesta sexta-feira (25), com base em dados enviados pelas secretarias estaduais de Fazenda ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).

Apesar de não representar o valor final pago pelos consumidores nos postos, o PMPF influencia diretamente a arrecadação do ICMS, uma das principais fontes de receita dos estados.

Entre os destaques:

  • O preço médio da gasolina foi alterado em diversas unidades da federação. Em São Paulo, por exemplo, caiu para R$ 3,96 por litro, enquanto no Rio Grande do Sul foi fixado em R$ 4,67;
  • O GNV teve reajuste em estados como a Paraíba (R$ 5,05 o m³), Rio de Janeiro (R$ 4,56 o m³) e Pernambuco (R$ 4,82 o m³);
  • Tocantins registrou o maior PMPF para querosene de aviação, com R$ 7,31 por litro, seguido por Mato Grosso (R$ 6,84) e Roraima (R$ 6,76).

Confira os preços médios por estado e tipo de combustível:

Gasolina (R$/litro):

  • Acre (AC): R$ 5,73
  • Alagoas (AL): R$ 5,88
  • Amapá (AP): R$ 5,63
  • Amazonas (AM): R$ 5,84
  • Bahia (BA): R$ 5,95
  • Ceará (CE): R$ 5,93
  • Distrito Federal (DF): R$ 5,73
  • Espírito Santo (ES): R$ 5,93
  • Goiás (GO): R$ 5,99
  • Maranhão (MA): R$ 5,77
  • Mato Grosso (MT): R$ 5,92
  • Mato Grosso do Sul (MS): R$ 5,93
  • Minas Gerais (MG): R$ 5,98
  • Pará (PA): R$ 5,92
  • Paraíba (PB): R$ 5,85
  • Paraná (PR): R$ 5,95
  • Pernambuco (PE): R$ 5,89
  • Piauí (PI): R$ 5,84
  • Rio de Janeiro (RJ): R$ 6,02
  • Rio Grande do Norte (RN): R$ 5,90
  • Rio Grande do Sul (RS): R$ 6,11
  • Rondônia (RO): R$ 5,86
  • Roraima (RR): R$ 5,74
  • Santa Catarina (SC): R$ 5,92
  • São Paulo (SP): R$ 5,82
  • Sergipe (SE): R$ 5,91
  • Tocantins (TO): R$ 5,96

Etanol Hidratado (R$/litro):

  • Varia entre R$ 3,50 (MT) e R$ 4,39 (RR)

Diesel S10 (R$/litro):

  • Varia entre R$ 5,40 (SP) e R$ 6,45 (RR)

Gás Natural Veicular – GNV (R$/m³):

Ler mais

Programa Água Doce entrega 110 novos sistemas de dessalinização no semiárido em 2025

Com foco na segurança hídrica e no fortalecimento da cidadania, o Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), atingiu, em 2025, um marco histórico em sua trajetória. Até julho deste ano, 110 novos sistemas de dessalinização já foram implantados em comunidades rurais do semiárido brasileiro e estão em operação, promovendo acesso à água potável para milhares de famílias.

Distribuição dos novos dessalinizadores:

  • 05 na Bahia
  • 09 no Ceará
  • 03 no Maranhão
  • 02 em Minas Gerais
  • 70 em Pernambuco
  • 01 no Piauí
  • 17 no Rio Grande do Norte
  • 03 em Sergipe

A iniciativa, gerenciada pela Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), é voltada para áreas marcadas pela escassez de água e pela salinidade dos mananciais subterrâneos. Desde sua criação, em 2004, o programa já implantou mais de 1.100 sistemas em dez estados do semiárido, aliando tecnologia, participação comunitária e compromisso institucional. “O Programa Água Doce é uma das principais expressões do compromisso do Governo Federal com a segurança hídrica no semiárido. Estamos garantindo dignidade a milhares de famílias brasileiras por meio de uma política pública estruturante, contínua e com forte articulação entre União, estados, municípios e a própria comunidade beneficiada”, avalia o secretário da SNSH, Giuseppe Vieira.

Com planejamento estratégico e atuação federativa, o PAD deve alcançar, até o final de 2025, a marca de 172 sistemas entregues, superando com folga a meta inicial de 100 unidades previstas para o ano. As ações estão concentradas em estados historicamente afetados pela seca, como Bahia, Ceará, Piauí, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte, Sergipe e Paraíba. “Superar a meta prevista para 2025 demonstra o esforço conjunto entre diferentes esferas de governo. Cada sistema de dessalinização entregue representa uma transformação concreta na vida das pessoas, com impactos diretos na saúde e na permanência das famílias no campo”, completou Giuseppe.

Segurança hídrica e saúde

Ler mais

AGU pede investigação de distribuidoras por preços de combustíveis

A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), à Polícia Federal e a outros órgãos de controle uma investigação sobre práticas anticoncorrenciais nos preços dos combustíveis.

Segundo a advocacia, há indícios de que os distribuidores e revendedores não estariam repassando ao consumidor as reduções de preços praticadas pelas refinarias.

O pedido de investigação também foi encaminhado à Secretaria Nacional do Consumidor, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, e ainda à Procuradoria Nacional da União de Patrimônio Público e Probidade, unidade da AGU vinculada à Procuradoria-Geral da União.

No documento, a AGU diz haver indícios de práticas anticoncorrenciais na formação dos preços de gasolina, de óleo diesel e de GLP ao longo da cadeia de abastecimento de combustíveis, especialmente nos elos de distribuição e revenda de combustíveis.

A manifestação foi elaborada pelo Departamento de Assuntos Extrajudiciais da Controladoria-Geral da União da AGU, que analisou informações fornecidas pela Secretaria Especial de Análise Governamental, da Casa Civil da Presidência da República, e pela Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, do Ministério de Minas e Energia.

Também foram analisados problemas na formação de preços nos mercados de GLP, diesel e gasolina, especialmente na Região Norte, relacionados à Refinaria do Amazonas, além de problemas na formação de preços no mercado de distribuição de gás liquefeito de petróleo (GLP).

Valores não reajustados

Segundo a AGU, uma nota informativa do Departamento de Combustíveis Derivados de Petróleo, vinculada ao Ministério de Minas e Energia e analisada pela AGU, revela que os segmentos de distribuição e revenda de gasolina, diesel e gás liquefeito de petróleo têm praticado reajustes de preços de forma desproporcional aos ajustes realizados pelas refinarias.

Ler mais

Programa Água Doce avança com 61 dessalinizadores e prevê 150 até o fim do ano

O Programa Água Doce (PAD), coordenado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), segue avançando como política pública estratégica de combate à escassez hídrica no semiárido brasileiro. Somente em 2025, 61 novos sistemas de dessalinização já entraram em operação até o momento, e a expectativa é de que outros 111 sistemas sejam entregues até o fim do ano, nos estados de Pernambuco, Minas Gerais, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. Com isso, a atual gestão atingirá a marca de 172 sistemas entregues em 2025, superando com folga a meta inicial de 100 sistemas prevista para o ano.

Desde sua criação, o PAD já implantou 1.131 sistemas de dessalinização em 10 estados do semiárido: Alagoas (101), Bahia (298), Ceará (265), Maranhão (4), Minas Gerais (57), Paraíba (106), Pernambuco (44), Piauí (64), Rio Grande do Norte (153) e Sergipe (32). Destes, 207 foram entregues durante a atual gestão e 244 durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, evidenciando a continuidade do programa como uma política de Estado.

Criado com o objetivo de garantir água de qualidade para comunidades rurais que dependem de fontes salobras e salinas, o PAD utiliza tecnologia de dessalinização em poços profundos para transformar a realidade de milhares de famílias em regiões vulneráveis. A atuação é compartilhada entre União, estados, municípios e as próprias comunidades beneficiadas, promovendo uma gestão participativa desde a implantação até a operação dos sistemas.

Expansão do programa

O secretário nacional de Segurança Hídrica do MIDR, Giuseppe Vieira, destaca a importância estratégica da expansão do programa. “A missão do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional é chegar onde mais precisa. Com recursos do novo PAC, vamos levar dessalinizadores a assentamentos e comunidades em situação de vulnerabilidade hídrica. É água potável chegando onde antes só havia escassez. É o governo cuidando da população que mais precisa”, afirmou o secretário.

Ler mais

Pátio do Milho do Ceasa Pernambuco foi aberto com festa e expectativa de boas vendas

Foi aberto oficialmente o Pátio do Milho 2025 no Centro de Abastecimento e Logística de Pernambuco (Ceasa-PE). A abertura contou com uma festa junina no espaço e marcou o início das atividades da principal feira de milho verde do estado durante o período de São João.

Com funcionamento já em ritmo intenso, a feira atrai agricultores e comerciantes de diversas regiões do Nordeste, movimentando o entreposto com caminhões carregados, barracas montadas e compradores circulando pelos corredores durante as madrugadas. A previsão é que cerca de 9 milhões de espigas sejam ofertadas ao longo do mês.

A abertura do Pátio dá início ao calendário mais importante do ano para os produtores de milho verde em Pernambuco.

Os dias de maior pico são esperados entre 20 e 23 de junho, quando a demanda pelo produto aumenta com a proximidade das festividades juninas em todo o estado.

O Plantão do Milho, período em que o funcionamento será ampliado para 24 horas, começa no dia 14 e segue até 24 de junho.

esse intervalo, a Ceasa estima que até 40 mil veículos possam circular por dia no local, totalizando cerca de 200 mil ao longo do mês.

Para a edição de 2025, o Pátio do Milho passou por reformas que ampliaram a capacidade de operação do espaço.

A Ceasa também implementou o uso de drones, regularizados pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com o objetivo de apoiar a gestão do fluxo e da logística da feira.

A expectativa dos organizadores e permissionários é de uma temporada de grande movimentação, mantendo a tradição do milho verde como produto símbolo do São João em Pernambuco.

Transposição do São Francisco: nova etapa, água para 8,1 milhões

DPnet

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu, nesta terça-feira (27), entrevista exclusiva ao Diário de Pernambuco. Ele estará, ainda hoje, no município de Salgueiro, Sertão do estado, para assinar ordem de serviço para a duplicação da estação de bombeamento EBI-3, no Ramal do Salgado, Eixo Norte do Projeto de Integração do São Francisco. A governadora Raquel Lyra (PSD) e o prefeito do Recife, João Campos (PSB), confirmaram presença na cerimônia.

A agenda faz parte da iniciativa Caminho das Águas, do Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional, que desde o dia 25 percorre a trilha da Transposição do Rio São Francisco pelo Sertão nordestino, passando por Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Com a intervenção, a capacidade de bombeamento da estação passará de 24,75 m/s para 49 m/s. Segundo o presidente Lula, a previsão é que 237 municípios e cerca de 8,1 milhões de cidadãos dos quatro estados sejam beneficiados.

Ele falou ainda sobre temas como a fraude do INSS, o recuo das mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), alta dos preços dos alimentos, a posição do PT no Estado nas eleições de 2026, as relações do Brasil com Estados Unidos e China, e as obras da transposição do Rio São Francisco.

Quais estudos atualizados estão apoiando as atuais etapas da obra da Transposição, que garantem que o andamento do projeto não vá prejudicar a saúde do Rio São Francisco?

Estamos trabalhando fortemente pela recuperação de nossos rios. Temos no novo PAC um eixo voltado exclusivamente à revitalização das bacias hidrográficas, com investimento total de R$ 4,7 bilhões em todo o Brasil, incluindo 62 intervenções selecionadas apenas para as bacias do São Francisco e do Parnaíba.

Fico muito tranquilo em relação à saúde do São Francisco, especialmente porque não movemos uma pá de terra em uma obra dessa dimensão sem antes termos passado por um processo muito sério e abrangente de licenciamento ambiental. Nossa legislação é uma das mais exigentes do mundo nesse aspecto, e diversos órgãos de controle são envolvidos na questão. O Velho Chico está tendo nossa atenção, para que chegue com vitalidade às próximas gerações.

Ler mais

Governo de Pernambuco lança Programa Mais Gás 2025

Da Assessoria

Através da Companhia Pernambucana de Gás (Copergás), o Governo de Pernambuco lançou o Programa Mais Gás 2025. A iniciativa, já vigente e que seguirá até o dia 31 de dezembro deste ano, tem como objetivo fortalecer a indústria local, estimular a produção e fomentar o crescimento econômico do estado.

O programa é voltado para empresas do setor industrial e oferece diferentes condições comerciais para os clientes que expandirem seu volume de gás natural até o fim de 2025. Quem aumentar, terá o valor do metro cúbico adicional reduzido, o que resultaria, segundo o Governo do Estado, em uma “economia real para o setor produtivo”.

Para participar, é preciso que a empresa possua contrato vigente com a Copergás, esteja adimplente e atenda às condições estabelecidas no regulamento, disponível no site da companhia. O esperado que as indústrias que participarão do programa alcancem, no mínimo, 6% de redução no valor da fatura sobre o volume excedente.

“O Programa Mais Gás representa um passo estratégico na gestão da governadora Raquel Lyra para impulsionar o desenvolvimento econômico do nosso estado”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico, Guilherme Cavalcanti.

“O programa é um incentivo para o setor industrial ampliar sua capacidade de produção e gerar mais empregos. Essa iniciativa reforça nosso compromisso com um ambiente de negócios mais eficiente e preparado para o crescimento sustentável”, completou ele.

“A Copergás é uma parceira estratégica do setor produtivo. Com o Programa Mais Gás 2025, oferecemos um incentivo direto ao aumento da produção, à geração de empregos e ao fortalecimento das cadeias industriais. Nosso objetivo é impulsionar o desenvolvimento econômico em todas as regiões do estado, com destaque para a interiorização da infraestrutura de gás e a expansão para novos polos industriais”, afirmou Bruno Costa, diretor-presidente da Copergás.

Do Litoral ao Sertão, crimes em unidades da Compesa prejudicam milhares de moradores em apenas uma semana

Somente em 2024, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) realizou 16 operações que constataram um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão por mês.  Agora em 2025, em apenas uma semana, a empresa foi alvo de duas grandes ações criminosas que deixaram cidades de diferentes regiões do estado sem abastecimento de água. Foi para combater esse tipo de ação que foi criada, no ano passado, a Coordenação de Patrimônio.

Um dos exemplos do tipo de crime que é registrado, foi a descoberta, no Sertão do estado, de centenas de ligações clandestinas que beneficiavam chácaras, loteamentos irregulares e plantios que recebiam a água furtada. Uma operação da Compesa, articulada pela sua Coordenação de Segurança Patrimonial de com apoio das polícias Civil e Militar, identificou e retirou as 540 ligações clandestinas. Com isso, foram recuperados 15 litros de água por segundo para o sistema.

Uma pessoa chegou a ser presa em flagrante na operação por possuir uma estrutura ilícita, com diversas bombas, para desviar água. A ligação ilegal estava abastecendo o perímetro irrigado furtando água diretamente da tubulação que atende a um assentamento com 40 famílias. A água era usada para irrigar mais de dois hectares de culturas, entre elas cana-de-açúcar, feijão, milho, hortaliças, além da criação de carneiros, porcos e galinhas.

Outra situação que chamou a atenção das equipes foi a descoberta de duas caixas d’ água de grande volume, utilizadas para o abastecimento irregular de carros-pipa. A companhia registrou um Boletim de Ocorrência para identificar e punir outros responsáveis pelas irregularidades e as investigações seguem em andamento. Ao todo, foram vistoriados 35 quilômetros de tubulações nesta primeira etapa da operação e uma segunda fase da fiscalização na rede já está definida, destacou a Compesa.

Ler mais

Leilão do Ministério de Minas e Energia pode aumentar preço do diesel na bomba, alerta associação

Preços gasolina diesel defasagem reajuste Petrobras postos

O Ministério de Minas e Energia deve realizar nas próximas semanas uma nova consulta pública para discutir as diretrizes e a sistemática do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de potência de 2025, cuja realização foi cancelada no início do mês por conta de uma disputa judicial.

O certame prevê a contratação a partir de empreendimentos de geração termelétricos a gás natural e a biocombustíveis, ou decorrentes da ampliação de potência de hidrelétricas.

Neste contexto, a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis alerta que o leilão pode gerar um impacto direto no preço do diesel na bomba.

“O setor de biodiesel já opera próximo ao limite da sua capacidade produtiva e a medida tende a pressionar ainda mais a oferta, especialmente diante da impossibilidade legal de importar biodiesel”, alerta o presidente executivo da entidade, Sergio Araújo.

Outro ponto que preocupa a Abicom é que o leilão prevê a contratação dos biocombustíveis para geração de energia durante 15 anos.

“Biodiesel não pode ser armazenado por longos períodos, pois absorve umidade e oxida com facilidade, comprometendo sua qualidade. Diante disso, os produtores podem não se sentir seguros para fornecer biodiesel em condições de armazenamento adversas, devido ao alto risco de deterioração do produto”, complementa Araújo.

Com isso, segundo ele, as usinas podem não conseguir manter estoques para uso futuro, a fim de dar a agilidade necessária para o acionamento, o que limita a previsibilidade e segurança no suprimento.

Programa Água Doce avança no semiárido pernambucano com entrega de novos dessalinizadores

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica (SNSH), realiza, nesta quinta-feira (03), a entrega de 44 novos sistemas de dessalinização no semiárido pernambucano, como parte do Programa Água Doce. O evento contará com a presença do secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira e da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, além de autoridades estaduais e municipais.

A iniciativa visa garantir o acesso à água potável para comunidades rurais por meio da dessalinização de poços subterrâneos. Ao todo, os novos sistemas beneficiarão mais de 14 mil pessoas nos municípios de Águas Belas, Iati, Itaíba, Manari e Riacho das Almas.

Com essa entrega, o Programa Água Doce alcançará a marca de 1.097 sistemas de dessalinização implantados nos estados do semiárido brasileiro, fortalecendo o abastecimento de água e a qualidade de vida das comunidades atendidas.

Preços dos combustíveis nas bombas subiram mais que alta do ICMS em fevereiro, diz ValeCard

 Posto de combustível  — Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Valor

A nova alíquota do ICMS sobre os combustíveis, que entrou em vigor em fevereiro, resultou em comportamentos distintos nos preços praticados nas bombas, mas sempre com alta, de acordo com levantamento feito pela empresa de meios de pagamentos ValeCard com base em transações realizadas em mais de 25 mil postos.

Segundo a empresa, todos os combustíveis apresentaram alta acima do reajuste do imposto, que entrou em vigor a partir de 1º de fevereiro.

Em fevereiro, o preço médio da gasolina subiu 2,45% enquanto o etanol avançou 3,86% e o diesel-S10 teve alta de 4,28%.

O litro da gasolina chegou a custar, em média, R$ 6,505, mas desacelerou na segunda quinzena, fechando o mês em R$ 6,502, contra R$ 6,346 por litro em janeiro.

O etanol fechou o mês custando em média R$ 4,513 por litro, frente aos R$ 4,346 de janeiro.

O diesel S-10, que em janeiro era precificado em média a R$ 6,357, fechou fevereiro a um custo médio de R$ 6,629. Neste caso, pesou também um reajuste de 6,2% praticado nas refinarias da Petrobras.

Entre os Estados, o Distrito Federal teve a maior alta percentual nos preços dos combustíveis: de 6,19% nos preços médios da gasolina; de 12,48% no etanol; e de 7,82% no diesel S-10.

O Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) autorizou um reajuste de R$ 0,10 por litro na alíquota do ICMS que incide sobre os preços da gasolina, passando de R$ 1,37 para R$ 1,47 por litro, e de R$ 0,06 por litro nos preços do diesel (de R$ 1,06 para R$ 1,12 por litro).

A decisão foi tomada em outubro do ano passado e entrou em vigor a partir de 1º de fevereiro.

Presidente da Compesa acompanha vistoria de obra na Adutora do Agreste e promete melhorias de abastecimento

Presidente da Compesa, Alex Campos visita a Folha de Pernambuco - Folha PE

O presidente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), Alex Campos, esteve no Agreste para vistoriar o andamento das obras de reforço no abastecimento da região.

Entre as principais intervenções, está a conexão da Adutora do Agreste ao Sistema Adutor de Jucazinho, que opera com apenas 4,6% da capacidade.

A obra, que ocorre no bairro Santa Rosa, em Caruaru, tem investimento de R$ 4,4 milhões e visa beneficiar 850 mil pessoas.

Caso o nível da barragem de Jucazinho atinja 3%, a Compesa já se prepara para a instalação de duas balsas para garantir o aproveitamento da água do reservatório.

Integração dos sistemas no Agreste

A nova adutora terá três quilômetros de extensão, dos quais 1,2 quilômetros já foram assentados. Segundo Alex Campos, a integração dos sistemas permitirá o transporte de 400 litros de água por segundo do rio São Francisco para a Estação de Tratamento de Água (ETA) Salgado, em Caruaru.

“Essa solução técnica permitirá que Jucazinho deixe de abastecer Caruaru e passe a atender, exclusivamente, os demais municípios que dependem desse sistema, considerando a situação crítica de armazenamento da barragem”, afirmou o presidente da Compesa.

Outras intervenções em andamento

Além da conexão entre os sistemas, outras frentes de trabalho estão em execução para garantir a operação integrada da Adutora do Agreste e do Sistema Jucazinho.

Ler mais