Quem são as vítimas do acidente entre helicópteros que matou seis pessoas no Rio

Bombeiros e equipes de resgate em uniformes e capacetes laranja e bege inspecionam um helicóptero preto acidentado, com a fuselagem amassada e peças espalhadas no gramado. Ao fundo, carros e prédios.

As seis vítimas da colisão entre dois helicópteros ocorrida na manhã deste domingo (14), no Recreio dos Bandeirantes, foram identificadas pela Polícia Civil. Entre os mortos está o cantor norte-americano Oliver Tree Nickel, que estava na cidade durante uma pausa de sua turnê internacional. O artista, que reúne milhões de seguidores nas redes sociais e mais de 11 milhões de ouvintes mensais em plataformas de streaming, era um dos passageiros de uma das aeronaves.

Também morreram os passageiros Lucas Vignale, Gaspar Prim e Lucas Brito Chaves. Os pilotos Alexandre Souza e Charles Marsillac completam a lista de vítimas. Marsillac conduzia sozinho uma das aeronaves envolvidas na colisão, enquanto o outro helicóptero transportava cinco ocupantes.

Segundo informações das autoridades, os helicópteros se chocaram no ar antes de cair sobre um terreno utilizado para armazenar veículos elétricos e híbridos na Avenida das Américas. Um dos aparelhos explodiu ao atingir o solo, provocando um incêndio que se espalhou rapidamente e destruiu cerca de 20 automóveis estacionados no local.

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do acidente, enquanto peritos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) realizou a coleta de evidências para esclarecer o que provocou a colisão. As duas aeronaves possuíam documentação regular e estavam autorizadas a operar.

Avião da FAB sai da pista em Porto Seguro, na Bahia, e fecha aeroporto por 4 horas

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Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) saiu da pista nesta sexta-feira (05), durante o pouso no aeroporto internacional de Porto Seguro (BA). O incidente provocou o fechamento do local por cerca de quatro horas. Oito voos tiveram de ser cancelados.

A excursão de pista, segundo a Aeronáutica, ocorreu com uma aeronave C-98 Caravan que realizava voo de instrução, pertencente ao 1º/5º GAV (Primeiro Esquadrão do Quinto Grupo de Aviação) – Esquadrão Rumba.

Ao todo, seis pessoas estavam a bordo, sendo três passageiros e três tripulantes. “Todos passam bem”, diz a Força Aérea, em nota.

A Aeronáutica não informou porque o avião teve a excursão lateral de pista, nem se foi falha da aeronave ou humana.

Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foram acionados para realizar a ação inicial da ocorrência envolvendo a aeronave militar e conduzir a investigação.

Também em nota, a Socicam, que administra o aeroporto, disse que equipes de primeiro atendimento da concessionária foram imediatamente mobilizadas para prestar assistência.

“O desembarque dos tripulantes ocorreu com segurança e não houve registros de vítimas”, afirma.

As operações do aeroporto foram retomadas no final da tarde. Dos oito voos cancelados, seis foram da Gol.

Segundo a empresa, os passageiros impactados foram acomodados em outros voos.

Na nota, a concessionária diz que orientou os passageiros dos voos afetados a entrar em contato com as companhias aéreas para obter informações sobre suas viagens.

Chuvas em Pernambuco: pelo menos 14 voos são desviados do Aeroporto do Recife nesta sexta-feira

Pelo menos 14 voos com destino ao Aeroporto Internacional dos Guararapes, no Recife, foram desviados para outras cidades devido às fortes chuvas que atingem Pernambuco desde esta sexta-feira (1º).

Em nota, a Aena, empresa responsável pela gestão do terminal, informou que os desvios ocorreram “em razão das condições meteorológicas”.

Dentre as cidades que receberam os voos do Recife, estão Natal, no Rio Grande do Norte, e Maceió, capital Alagoana.

Ainda de acordo com a Aena, “toda a infraestrutura do Aeroporto Internacional do Recife está disponível para pousos e decolagens, além de todos os serviços para atendimento aos passageiros”.

A orientação é que os passageiros com viagens programadas verifiquem a situação de seus voos diretamente com as companhias aéreas antes de se deslocarem ao aeroporto.

Chuvas no Recife

O Recife já acumula mais de 175 mm de chuva nas últimas 24h, segundo a Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). A gestão municipal decretou estado de alerta máximo e pediu evacuação de áreas de risco.

A prefeitura informou que mantém uma rede de abrigos disponível para acolher a população. Moradores que não tiverem para onde ir devem procurar os espaços disponibilizados pelo município. A lista atualizada pode ser consultada no site da Ação Inverno: acaoinverno.recife.pe.gov.br.

Além disso, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) orienta que a população evite deslocamentos não essenciais, para não comprometer a circulação nas vias e facilitar o trabalho das equipes de emergência.

Querosene sobe novamente nesta sexta-feira, dobra em 2026 e pressiona aéreas

O setor aéreo brasileiro vê com preocupação a perspectiva de novos aumentos no preço do querosene de aviação (QAV) ao longo de 2026. Executivos do setor apontam que a alta acumulada pode chegar a quase 90% no ano, com o combustível chegando a quase R$ 10 por litro.

A expectativa é que a Petrobras anuncie um novo reajuste no primeiro dia de maio aproximadamente 20%, data tradicional de atualização dos preços. Embora a elevação prevista seja menor do que a registrada em abril, quando chegou a 55%, fontes ouvidas pela reportagem afirmam que o aumento ainda será expressivo, especialmente diante da sequência de reajustes sem perspectiva de interrupção, em meio ao cenário geopolítico global.

Em abril, com o objetivo de suavizar o impacto imediato, a estatal limitou o reajuste do QAV a 18% e permitiu o parcelamento da diferença em seis vezes. A medida, no entanto, gerou críticas após companhias aéreas e distribuidoras identificarem a cobrança de 108% do CDI.

Porém, há uma sinalização positiva em relação às medidas emergenciais adotadas para o setor. Entre elas, a zeragem das alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível, o adiamento do pagamento das tarifas de navegação aérea ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) e a criação de uma linha de financiamento de R$ 2,5 bilhões via Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac).

Na última semana, o Conselho Monetário Nacional (CMN), também aprovou uma nova linha de crédito de R$ 8 bilhões para companhias aéreas brasileiras, com recursos do Fnac. Outras medidas seguem em discussão, como cortes no IOF e no imposto de renda sobre operações de leasing de aeronaves.

Em nota, a Aeroportos do Brasil (ABR) manifestou apoio às ações do governo, afirmando que as iniciativas são uma resposta necessária “a um cenário global desafiador, que afeta diretamente a sustentabilidade do transporte aéreo e, por consequência, a conectividade do país”. A entidade destacou ainda que, com o combustível representando até 45% dos custos das companhias, as medidas ajudam a conter a pressão sobre tarifas e a manter rotas em operação.

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As 10 descobertas do TCU sobre a ‘farra’ de voos de autoridades com aviões da FAB

Estadão

A auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) que apontou irregularidades e ineficiência no uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por autoridades mapeou 7.491 voos realizados entre 2020 e 2024.

O estudo da área técnica levou o plenário do TCU a determinar uma revisão geral da estrutura regulatória. Em 30 dias, Casa Civil, Ministério da Defesa e Aeronáutica terão de apresentar um plano que torne as regras mais rígidas.

O Estadão pediu manifestação às duas pastas e à Força. Não houve manifestações até o momento. Os voos podem ser solicitados por integrantes do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

A seguir, os apontamentos da área técnica do TCU, em 10 pontos:

1 – Aumento de voos

O TCU constatou que o número de voos para transporte de autoridades pela FAB vem crescendo ano após ano.

  • 2020: 791
  • 2021: 1.531
  • 2022: 1.879
  • 2023: 2.124
  • 2024: 1.166, até julho.

2 – Gasto milionário

O custo total estimado dos voos da FAB para autoridades realizados entre 2020 e 2024 foi de R$ 285,2 milhões. A auditoria salientou, porém, que esse é um dado conservador por não incluir gastos com pessoal.

3 – Aviões vazios

Dos 7,4 mil voos, o TCU selecionou uma amostra de 266 voos. Destes, 111 foram realizados com um único passageiro a bordo.

Além disso, a taxa média de ocupação das aeronaves é de apenas 55%. O dado indica “ineficiência operacional significativa” e falta de compartilhamento de voos entre diferentes órgãos.

4 – Passageiros não identificados

Em 70% da amostra analisada, houve falha na identificação dos passageiros, seja com nomes incompletos, ausência de descrição do cargo ou falta de documentos oficiais de identificação.

De 2020 a 2024, os voos foram solicitados por 44 autoridades e transportaram 73.612 passageiros para uma média de 440 destinos por ano.

5 – Listas de passageiros descartadas

A FAB declarou, no decorrer do processo de auditoria, ter descartado as listas de passageiros dos voos realizados entre 2020 e 2023. A Aeronáutica entendia que cabia ao órgão requisitante do voo manter os registros.

Para o TCU, houve “grave inobservância do dever de cuidado” porque os documento deveriam ser preservados por pelo menos cinco anos. O descarte impediu análises mais profundas sobre características das viagens.

6 – Aeronáutica se exime de analisar pertinência de viagens

A Aeronáutica atua como “mera executora” das requisições para transportar autoridades, sem fazer análise das justificativas para os deslocamentos de autoridades e sem avaliar se todos os critérios necessários estavam cumpridos.

“A realização da despesa com o transporte não pode ser pautada unicamente no autocontrole exercido pelo solicitante da viagem. Como executora do ato de despesa, a FAB deve assegurar o funcionamento de controles que se fizerem necessários para reduzir o risco de realizar transporte irregular de passageiros e, com isso, dar espaço a despesa pública injustificável”, destacou a auditoria.

7 – Mais caro que a aviação comercial

Em média, o transporte de autoridades por aeronaves da FAB é 6,4 vezes mais caro do que o uso de voos comerciais, conforme uma análise que o TCU fez somente sobre viagens feitas em 2024.

Mas em 32% dos casos auditados, os custos de transporte da FAB superaram em mais de 20 vezes o da alternativa comercial.

A auditoria constatou a inexistência de análises que comprovem a necessidade do uso da FAB em vez de voos comerciais mais baratos.

“A ausência de justificativas claras para a escolha de voos da FAB leva ao uso ineficiente e antieconômico do serviço. Urge, portanto, estabelecer critérios objetivos para justificar o emprego da aviação oficial e evitar a utilização indiscriminada e mais cara dessa opção, aspecto já endereçado no encaminhamento do capítulo anterior”, diz a área técnica.

8 – Os motivos fora da norma

Dos quase 7,5 mil voos, 5.898 (78,7%) foram pedidos por motivos de “serviço”. Outros 377 (5%) por motivos de “segurança”. Emergência médica foi a razão de sete voos (0,01%).

A alegação de híbrida de “Serviço/Segurança” serviu para 1.209 voos (16,1%), sendo que essa classificação nem existe na norma que regula as solicitações.

9 – Falta de agenda correspondente

De um universo de 194 voos analisados especificamente pelo TCU, em 29 voos não foram declinadas a finalidade da missão ou apontada as agendas oficiais correspondentes. A falha compromete alegações de viagem “a serviço” feitas pelas autoridades.

10 – Sigilo virou regra

A FAB tem classificado informações relativas a voos de autoridades como sigilosas sem um ato que fundamente essa classificação. Em nenhum dos requerimentos de voos feitos por autoridades e analisados pelo TCU houve menção à necessidade de sigilo dos dados.

A classificação das informações partiu da FAB e tem sido realizada de modo amplo e generalizado, em desconformidade com a Lei de Acesso à Informação.

Até 2022, a FAB publicava de modo incompleto as informações relativas ao transporte de autoridades realizados com base em um decreto presidencial de 2020. O nome da autoridade solicitante era divulgado, mas sem a identificação dos passageiros transportados.

Uma decisão do TCU de 2022 determinou a publicidade dessas informações, mantido o sigilo para os casos em que a publicidade pode representar riscos à segurança de autoridades. A partir daí, o TCU detectou uma mudança no padrão de classificação dos voos, com elevação do número de viagens por motivos de “segurança”, em detrimento do motivo “serviço”, que até então era mais comum.

Voos da Azul Linhas Aéreas de Recife à Mossoró voltam em setembro; vendas de bilhetes será iniciada ainda em abril

A Azul Linhas Aéreas vai retomar os voos comerciais entre Recife e Mossoró a partir de setembro. A confirmação foi feita com previsão de início das vendas já em abril. O anúncio foi apresentado e confirmado pela gerente de Assuntos Institucionais da companhia, Isabela Betine. Ela detalhou o retorno das operações por meio de um vídeo.

A rota ligará Recife ao Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, com previsão de voo inaugural em setembro.

Quando começam as vendas das passagens

Segundo a representante da Azul, a comercialização dos bilhetes será iniciada ainda em abril.

“Em setembro a Azul está de volta a Mossoró, com voos a partir de Recife. Ainda em abril a gente vai começar a venda desses voos, então, se preparem e acompanhem as próximas notícias que traremos mais informações”, disse a gerente.

A orientação é que os interessados acompanhem os canais oficiais da companhia para atualizações sobre horários e disponibilidade.

O que motivou o retorno das operações

De acordo com Isabela Betine, a retomada foi resultado de um trabalho conjunto entre a empresa e o Governo do Estado.

Ela afirmou que houve avanço nas negociações nos últimos meses até a definição favorável para o retorno da rota.

“É preciso reconhecer todo o esforço do Governo do Estado para a retomada desses voos, que são fundamentais para o desenvolvimento de Mossoró e do Rio Grande do Norte”, destacou.

Por que os voos haviam sido suspensos

A Azul havia encerrado as operações em Mossoró e em outras 12 cidades brasileiras em março de 2025.

A decisão ocorreu em meio ao aumento dos custos operacionais da aviação e a ajustes entre oferta e demanda.

Além de Mossoró, a suspensão atingiu os seguintes municípios:

  • Barreirinhas (MA)
  • Cabo Frio (RJ)
  • Campos (RJ)
  • Correia Pinto (SC)
  • Crateús (CE)
  • Iguatu (CE)
  • Parnaíba (PI)
  • Rio Verde (GO)
  • São Benedito (CE)
  • São Raimundo Nonato (PI)
  • Sobral (CE)

A retomada da rota marca a volta das operações comerciais da companhia na cidade após a interrupção registrada em 2025.

Pilotos e comissários brasileiros anunciam estado de greve na véspera do fim de ano

aeroporto internacional de brasilia quinto dia de greve 23-12-2022 - Metrópoles

O transporte aéreo brasileiro pode enfrentar problemas nos aeroportos já no início da próxima semana, na reta final de 2025. O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) anunciou estado de greve e convocou uma assembleia geral extraordinária para a manhã da próxima segunda-feira (29), quando pilotos e comissários decidirão se entram ou não em greve.

A reunião está marcada para as 9h30, na sede do sindicato, em São Paulo. A categoria reivindica melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

O estado de greve foi oficializado desde que pilotos e comissários rejeitaram, em votação realizada até a última segunda-feira (22), a proposta de algumas das companhias aéreas para renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Segundo o SNA, 49,31% votaram contra a proposta patronal, 49,25% foram favoráveis e 1,44% se abstiveram. A negociação e a possibilidade de greve envolvem apenas as companhias Azul e Gol. Em relação à Latam, os pilotos e comissários aprovaram, em votação nos dias 11 e 12 de dezembro, as propostas de acordo coletivo apresentadas pela empresa e, por isso, não há risco de paralisação.

Reivindicações da categoria

Entre os principais pontos exigidos pelos aeronautas de Azul e Gol, estão:

  • Recomposição salarial pelo INPC mais 3%;
  • reajuste do vale-alimentação pelo INPC mais R$ 105;
  • previdência privada;
  • aumento das diárias internacionais (US$ 4 para América do Sul, EUA e América Central);
  • pagamento em dobro da hora noturna.

A categoria aponta, também, o combate à fadiga como pauta prioritária, tema relacionado à saúde dos tripulantes e à segurança operacional.

Proposta do TST

Em contraproposta, o TST apresentou, ainda nesta terça-feira, uma nova sugestão que prevê reajuste salarial pelo INPC mais 0,5% e aumento de 8% no vale-alimentação. A proposta será analisada na assembleia da próxima segunda-feira.

Caso a greve seja aprovada, a paralisação não será imediata. O sindicato afirma que há um prazo legal de 72 horas para o início do movimento.

O impasse ocorre às vésperas do período de maior demanda do transporte aéreo, durante as festas de fim de ano, e pode afetar a programação de voos no Ano Novo. Até a decisão da assembleia, os tripulantes seguem trabalhando normalmente.

Em nota, o SNA afirmou reconhecer os transtornos que uma greve pode causar aos passageiros, mas disse que a mobilização é o último recurso, diante da falta de consenso nas negociações. O sindicato sustenta que a valorização dos aeronautas é essencial para manter os padrões de segurança e qualidade da aviação civil brasileira.

Avião de Max Verstappen, tetracampeão da F-1, chama a atenção em Brasília

O avião de onde desembarcou o piloto tetracampeão da Fórmula 1, nesta segunda-feira (27), é do próprio holandês Max Verstappen. A aeronave está estacionada no pátio do Aeroporto Internacional de Brasília, onde deverá permanecer até o dia 6 de novembro, quando o piloto deve ir para São Paulo.

Identificada pelo modelo Falcon 8X, Verstappen utiliza o jato particular para ir aos destinos dos Grandes Prêmios (GP) da modalidade. A aeronave foi adquirida neste ano e o piloto investiu aproximadamente R$ 262 milhões nela.

Dentre as personalizações da aeronave, o destaque fica para o visual com as cores em laranja em alusão aos Países Baixos – país natal – e também com a sua logomarca no leme do jato – um leão também na cor laranja.

Segundo o aplicativo de monitoramento de voos Flights Radar, Max pousou em Brasília às 9h45 em seu jato particular vindo da Cidade do México, onde foi realizada a última corrida.

Desde 2021 o piloto aproveita a semana que antecede o Grand Prix (GP) de Interlagos, em São Paulo, para vir à capital da República para ficar com a família de sua esposa, Kelly Piquet – filha do tricampeão de F-1 Nelson Piquet.

Nas redes sociais, um fã registrou o encontro com o piloto no aeroporto e destacou que realizou um “sonho” ao conhecê-lo.

Ele ainda ressaltou que pegou três horas de estrada só para chegar a Brasília e encontrar o tetracampeão.

PT e PL se unem contra cobrança por bagagem de mão em voos

A decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB) de pautar a urgência de um projeto que proíbe companhias aéreas de cobrar pela bagagem de mão deve criar, novamente, um consenso entre PT e PL na Câmara.

Assim como foi com o imposto de renda (IR), a medida é considerada “popular” pelos dois partidos. Tanto que parlamentares do PL e do PT apresentaram projetos de lei semelhantes ao que será pautado por Motta.

O projeto principal que deverá ser votado no plenário da Câmara é do deputado Da Vitória (PP-ES). Ele deverá apensar projetos semelhantes dos deputados Sanderson (PL-RS) e Rubens Pereira Júnior (PT-MA).

A ideia do texto é obrigar que as companhias aéreas permitam, sem novos custos, o embarque com uma mochila ou bolsa e uma mala de mão de até 10 quilos, a ser acomodada no bagageiro das aeronaves.

O projeto é uma reação a duas das maiores companhias aéreas que atuam no Brasil e que anunciaram uma nova modalidade de tarifa, em tese, mais barata, e que não inclui a mala de mão de 10 kg.

O ministro de Portos e Aeroportos de Lula, Silvio Costa Filho (Republicanos), também se manifestou a favor da proposta e disse que o governo não vai “aceitar nenhum custo adicional que prejudique o consumidor”.

A posição é diferente em relação ao despacho gratuito de bagagem. Até hoje, está pendente de votação um veto de Jair Bolsonaro contra um projeto que obrigava o despacho de malas de 23 kg em voos no Brasil.

Nos bastidores, ministros de Lula dizem ser favoráveis à manutenção do veto, que está na lista de pendências do Congresso desde junho de 2022, com oposição e governo não fazendo questão de votá-lo.

Interferência em radiofrequência desligou sistema de pouso por instrumentos do Aeroporto de Recife

Portal Convergência Digital

A Anatel e a Força Aérea Brasileira informaram que uma interferência na frequência de 110,3 MHz tirou do ar o sistema de pouso por instrumentos (ILS), do Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freire, em Recife, por nove dias entre 11 e 19 de setembro.

“O problema começou no dia 11 de setembro, quando o ILS do Aeroporto dos Guararapes foi desativado por conta de uma interferência”, relata a Anatel. Segundo a agência, no domingo (21), “uma segunda fonte foi identificada e teve sua potência reduzida até que o espectro ficasse ‘limpo’. Com o sinal desimpedido, o ILS foi religado no mesmo dia, garantindo novamente a segurança das aproximações de precisão”.

Uma estimativa da concessionária aponta que 230 pousos e decolagens são realizados por dia no Aeroporto dos Guararapes, o que seriam 2,5 mil voos nos dias em que o sistema ficou desativado.

Como explica ainda a Anatel, “o Instrument Landing System (ILS) é um sistema eletrônico que guia aeronaves em aproximações e pousos, especialmente em condições de baixa visibilidade. Ele opera com dois feixes de rádio: um para a orientação lateral (alinhamento com a pista) e outro para a orientação vertical (rampa de descida). Qualquer interferência, como a identificada na faixa de 110,3 MHz, pode distorcer esses feixes, elevar o risco de acidentes e obrigar o aeroporto a operar com restrições”.

Enquanto o ILS está desligado, o pouso é feito apenas de forma manual pelo piloto, com base nos seus equipamentos e visual, ou seja, em caso de comprometimento da visibilidade do piloto as aeronaves devem se dirigir a outro aeroporto com condições de pouso ideais.

De acordo ainda com a Anatel, a interferência foi causada por espúrios de duas rádios FM outorgadas. A primeira rádio foi desligada no dia 12 e a segunda teve a potência reduzida no dia 14 de setembro.

Ao Convergência Digital, a concessionária do aeroporto dos Guararapes disse que “O ILS permaneceu desligado entre 11 e 14 de setembro, não sendo necessário realizar ajustes operacionais, pois não houve impacto ao funcionamento do aeroporto. Informamos ainda que, nestes dias, foram registradas condições climáticas favoráveis e boa visibilidade. O ILS auxilia a realização de pousos e decolagens em períodos de degradação meteorológica, quando há visibilidade reduzida da pista”.

Voa Brasil completa um ano com baixa adesão e venda de 1,5% das passagens disponíveis

A imagem mostra uma grande multidão de pessoas em um aeroporto, com várias pessoas em pé e outras sentadas. Ao fundo, há balcões de check-in com telas eletrônicas exibindo informações. A atmosfera parece movimentada e caótica, com pessoas usando diferentes tipos de roupas e algumas olhando para seus celulares.

Lançado há um ano pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o Programa Voa Brasil disponibilizou cerca de 45 mil reservas de passagens de até R$ 200 para aposentados do INSS. Esse número seria suficiente para lotar mais de 344 aeronaves com os beneficiados, movimentando 87 aeroportos em todos os estados.

No entanto, esse número representa apenas 1,5% das 3 milhões de passagens que o governo disponibilizou inicialmente no programa, mostrando baixa adesão por parte dos beneficiados.

O Voa Brasil foi lançado pela Secretaria Nacional de Aviação Civil do MPor em parceria com as companhias aéreas, que se comprometeram a disponibilizar passagens no site gov.br/voabrasil durante o primeiro ano do programa. A ideia era ofertar passagens ociosas e em baixa temporada para dar acesso a aposentados que não haviam viajado nos últimos 12 meses.

“O programa dá oportunidade a este grupo de brasileiros de ter acesso ao transporte aéreo nacional e isso é muito positivo”, avalia Tomé Franca, secretário de Aviação Civil e ministro em exercício. “O Voa Brasil resgata a autoestima do aposentado, dá a possibilidade de fazer uma primeira viagem de avião ou mesmo de rever parentes que não via há anos”.

Os destinos mais procurados nestes 12 meses de programa são São Paulo (12.771 passageiros), Rio de Janeiro (3.673), Recife (3.509), Brasília (3.000), Fortaleza (2.843), Salvador (2.601), João Pessoa (1.587), Maceió (1.507), Belo Horizonte (1.254) e Natal (1.150).

As regiões Sudeste e Nordeste concentraram, respectivamente, 43 e 40% do total de reservas efetuadas desde o início do programa. A terceira região mais procurada pelos aposentados foi o Centro-Oeste (8%), seguida pelo Sul (5%) e pelo Norte (3%).

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Voo da Azul faz pouso de emergência no Recife após piloto passar mal

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Um voo da Azul Linhas Aéreas, que decolou de Porto, em Portugal, com destino a Campinas (SP), precisou realizar um pouso de emergência na tarde de sexta-feira (25), no Aeroporto Internacional do Recife, em Pernambuco, após um dos tripulantes apresentar um mal súbito.

A aeronave, um Airbus A330-900, de matrícula PR-ANX, cumpria o voo AD-8803 com destino ao Aeroporto de Viracopos, quando a tripulação declarou emergência médica ao sobrevoar a região de Fortaleza (CE).

Segundo informações do canal especializado papacharliegolfbr, um homem de 59 anos, que seria o comandante da aeronave, apresentou sinais de um possível Acidente Vascular Cerebral (AVC), o que levou à decisão de desviar a rota e pousar em Recife.

Apesar da gravidade inicial da suspeita, avaliações médicas descartaram o diagnóstico de AVC. A identidade do tripulante não foi revelada oficialmente pela companhia aérea, que, em nota, afirmou que o desvio foi necessário para garantir o suporte médico imediato.

“A Azul lamenta eventuais transtornos e ressalta que medidas como essas são necessárias para conferir a segurança de suas operações, valor primordial para a companhia”, informou a empresa.

O pouso ocorreu por volta das 17h, e a aeronave permaneceu no solo por aproximadamente uma hora e meia, partindo novamente às 18h40 com destino a Campinas.

Passageiros relataram nas redes sociais que o pouso foi realizado com tranquilidade e agradeceram ao copiloto pelo comando seguro da operação.

Recife amplia participação na malha aérea da Azul

A companhia aérea Azul divulgou dados sobre o desempenho de suas operações no Recife, onde mantém o principal hub no Nordeste. Nos cinco primeiros meses de 2025, a companhia registrou um crescimento de 12,8% em ASK (indicador que mede assentos oferecidos multiplicados pela distância voada) e um aumento de 3,7% no número de passageiros transportados em comparação ao mesmo período do ano anterior. Atualmente, mais de 1.000 profissionais, entre tripulantes e funcionários de solo, atuam nas operações da empresa na capital pernambucana.

No recorte de maio, a Azul liderou o transporte aéreo de passageiros em Pernambuco. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), mais de 260 mil passageiros embarcaram em voos da empresa a partir do estado, o que corresponde a 62,8% do total de passageiros transportados em voos domésticos e internacionais no período. Do Aeroporto Internacional dos Guararapes partem 35 rotas operadas pela companhia, entre destinos nacionais e internacionais, somando quase 2 mil voos por mês.

Entre as novidades recentes, duas novas rotas internacionais foram inauguradas em junho ligando o Recife a Porto, em Portugal, e Madri, na Espanha. Ambos os destinos contam com duas frequências semanais, ampliando as opções de conexão entre a região e o continente europeu.

Ainda este mês, nesta segunda-feira, dia 30, terão início os voos entre Recife e Florianópolis, com três partidas semanais em cada sentido. A operação faz parte de um reforço temporário voltado para o período de alta demanda em julho. Só em 2024, o Aeroporto do Recife registrou mais de 28 mil decolagens da Azul, que ofereceu cerca de 3,7 milhões de assentos a partir da cidade.

Já entre agosto e outubro de 2025, e novamente entre março e outubro de 2026, a companhia retomará o modelo de operação sazonal na rota Recife-Orlando, nos Estados Unidos. Durante esses meses, as viagens para o destino norte-americano serão feitas por meio de conexões em Viracopos (SP), Belém (PA) e Confins (MG). Em dezembro e janeiro, período de maior procura por viagens internacionais, estão previstas três frequências diretas por semana entre Recife e Orlando.

Segundo a Azul, passageiros que tiverem passagens em voos eventualmente alterados serão atendidos de acordo com as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Com apoio do governo, Azul cancela voos nacionais e prioriza exterior

imagem colorida aviao logootipo empresa aerea azul

Metrópoles

Ao mesmo tempo em que cancelou 51 rotas nacionais alegando crise financeira, a Azul passou a priorizar voos internacionais. A companhia aérea deixou de voar para 16 cidades brasileiras em 2025, muitas das quais contavam exclusivamente com a Azul como opção. Paralelamente, a empresa expande sua rota internacional com anuência do governo Lula.

Nas duas últimas semanas, a Azul iniciou voos diretos de Recife para Porto (Portugal) e Madrid (Espanha), ambos com origem na cidade do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que tem liderado politicamente a iniciativa. Não há contrapartida para que a companhia retome voos pelo Brasil.

Também foi lançada a rota entre Viracopos (Campinas) e Porto. Segundo a imprensa especializada, a companhia ainda pretende iniciar, em julho, voos de Belo Horizonte para os Estados Unidos, com destino a Orlando e Fort Lauderdale.

Enquanto isso, a Azul cancelou rotas em capitais como Aracaju são Paulo; Belém– Brasília; Belém– Boa Vista; Belém–São Paulo; Belém–Natal, entre outras.

“O novo voo é fruto de uma articulação conjunta entre o Ministério dos Portos e Aeroportos, o Ministério do Turismo (MTur), a Embratur, o Governo do Estado de Pernambuco e a Prefeitura do Recife”, informou o comunicado oficial do lançamento do voo para Porto mencionando três órgãos do governo federal.

O prefeito de Recife, João Campos, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e a governadora Raquel Lyra

“Se não fosse pelo apoio e envolvimento de todos vocês nesse processo, não teríamos alcançado este marco”, expôs o gerente de Relações Institucionais, Regulatório e Tributário Sênior da Azul, César Grandolfo.

Mudança de foco foi autorizada pela Anac

Os aviões e as tripulações das rotas internacionais não pertencem à Azul. A empresa firmou parceria com duas companhias aéreas estrangeiras — a euroAtlantic Airways e a HiFly, ambas portuguesas.

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Azul celebrava ser a ‘única’ do Brasil a não ter pedido recuperação judicial; qual o tamanho da crise?

Hangar de manutenção da companhia Azul Linhas Aéreas, localizado no Aeroporto de Viracopos, em Campinas

IstoÉ Dinheiro

A Azul, até o fim deste mês de maio, figurava como única empresa aérea brasileira a nunca ter pedido recuperação judicial. A situação mudou dado que a companhia, agora, teve de recorrer a um processo de Chapter 11 – nome dado a recuperação judicial nos Estados Unidos – tal como sua concorrente, a Gol.

A possibilidade de uma recuperação judicial da Azul já havia sido ventilada no passado, dado que a companhia passava por dificuldades financeiras e negociava com credores. Todavia, até então a companhia negava que a possibilidade estava na mesa.

No fim de dezembro de 2024, o CEO da companhia aérea, John Rodgerson, havia dito que existiam negociações mas a empresa nunca tinha cogitado isso.

“Nunca pensamos em fazer isso [recuperação judicial], mas o mercado é assim mesmo. Já estávamos falando com credores mas sobre uma solução amigável”, declarou, à época.

“Tenho muito orgulho porque somos a única companhia aérea do Brasil que não entrou em RJ [recuperação judicial]”, complementou.

Na ocasião, o executivo mostrou otimismo com as medidas tomadas no segundo semestre de 2024, que limpavam R$ 6 bilhões de dívidas do balanço e reforçavam a estrutura operacional e de capital.

Todavia, em um ambiente de dólar pressionado e com um dos combustíveis mais caros do mundo, a companhia teve de jogar a toalha menos de seis meses depois.

Vale destacar que Rodgerson havia dito também que a empresa conseguia se distanciar de um eventual pedido de recuperação judicial por conta de um mercado considerado aquecido.

“Só é possível evitar recuperação judicial porque a demanda está forte, e nosso modelo de negócio é muito diferente das demais. Eu faço coisas que meus concorrentes não fazem, estamos em 100 cidades que os concorrentes não estão”, disse.

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