
VEJA
A possibilidade de um “super El Niño” em 2026 ganha força com novas projeções climáticas e acende alertas sobre impactos globais que podem se estender até 2027.
Modelos atualizados do European Centre for Medium-Range Weather Forecasts indicam aquecimento anômalo no Pacífico equatorial, condição essencial para a formação de um dos eventos mais intensos já registrados.
O El Niño é um fenômeno natural caracterizado pelo aquecimento das águas superficiais do oceano Pacífico na faixa equatorial.
Em sua versão mais forte, chamada de “super El Niño”, esse aquecimento supera 2 °C acima da média, provocando alterações profundas na circulação atmosférica e no regime de chuvas em escala global.
Evento raro com potencial histórico
Eventos dessa magnitude são incomuns e tendem a ocorrer a cada 10 a 15 anos. O episódio mais recente, em 2015-2016, já havia sido considerado extremo. Agora, projeções indicam que o novo ciclo pode igualar ou até superar esse recorde.
Especialistas apontam que o aquecimento oceânico observado em 2026 pode desencadear um pico de intensidade entre o fim deste ano e o início de 2027, período em que os efeitos climáticos costumam atingir seu ápice.
Se confirmado, o fenômeno poderá contribuir para novos recordes de temperatura global, superando marcas recentes registradas ao longo da década, em um contexto já pressionado pelo aquecimento causado por emissões de gases de efeito estufa.
Impactos globais: calor, secas e chuvas extremas
O El Niño altera padrões climáticos em diversas regiões, mas seus efeitos não são uniformes. Em geral, o fenômeno intensifica extremos, ampliando tanto períodos de seca quanto episódios de chuva intensa.
As projeções mais recentes indicam:

















